Tia que é tia é fantasticamente divertida e tem sempre que impressionar os seus Sobrinhos
Domingo, 1 de Novembro de 2009
Refugos só nas lojas de velharias!

 

É com frequência, mais do que a desejável, que nos deparamos constantemente com uma espécie de jogo da cadeira de solteiros, divorciados, encalhados e mal casados, onde o objectivo é “sentarem-se” na primeira disponível para não ficarem de fora. Não interessa se à mesma lhe falta uma perna, esteja bichada ou seja uma imitação. De todo! Até creio que já deverá constar no dicionário destes ímpares humanos uma nova definição para a palavra encosto: uma questão de mera disponibilidade para qualquer coisa.


Não ter qualquer relação amorosa é um fenómeno em todo semelhante à lepra na idade média sendo que, no primeiro caso, dispensando-se a obrigatoriedade do uso de sino não deixa, desde logo, de ser um factor a fazer-se anunciar. Com efeito, não ter ALGUÉM acaba por funcionar como uma espécie de estigma de solidão e abandono, qual carta fora de baralho. Não importa que se tenha ao lado uma solução de recurso, uma substituição preguiçosa, um redundante mau carácter, uma presença passageira que distrai mas não “alimenta” ou uma segunda escolha. O que interessa, MESMO, é ter ALGUÉM!


Isto já para não falar no parasitarismo dos inúteis que vêm nos meandros amorosos uma boa oportunidade de singrarem e de, à custa do hospedeiro, emergirem da mediocridade.


As segunda escolhas podem, efectivamente, criar uma ilusão de segurança mas certo é que, mais cedo ou mais tarde, destas nada mais restará do que a projecção torpe da quimera sonhada. E quem escolhe por defeito – por medo de solidão, por pensar que não merece melhor ou simplesmente por burrice MESMO – certo é que, mais tarde ou mais cedo, será obrigado a enfrentar os seus próprios fantasmas. Não acredito em segundas escolhas, nem tão pouco que estas nos tragam a verdadeira paz e conforto de espírito. Uma paz conformada não resiste, muito tempo, ao desafio de uma nova guerra. E para quem não sabe estar só, o único sensato conselho é que vá aprendendo pois, como diz o ditado pela Tia adaptado – mais vale só do que acompanhado por alguém que tanto pode estar ao lado das meninas como de uma musa desmiolada.

 

 

Minhas queridas se interiorizarem que REFUGOS só nas lojas de velharias talvez seja meio caminho andado para a felicidade. Pelo menos para uma felicidade mundana, verdadeira e, acima de tudo, dotada de uma boa dose de realidade. É que ás vezes sonhos mais vale te-los acordados do que a dormir. Digo eu!

 

 

 

 

 

 



publicado por devaneiosdaTia às 15:47
link do post | Comentem Sobrinhos | favorito

Quinta-feira, 1 de Outubro de 2009
Mulheres com preço e mulheres com valor!

 

 

 

O que ganharam as meninas com a independência financeira? Antes de colocar a questão, gostaria de saber quantas piquenas podem afirmar que são, de facto, financeiramente independentes. Tirando as herdeiras, as bem divorciadas – ser bem divorciada também é uma vocação – e as que trabalham com sucesso por conta própria ou em cargos de chefia, as mulheres não estão ainda no patamar desejável de independência. Com a crise instalada, o retrocesso é inevitável.

  

Há hoje muitos casais que não se separam porque não podem; o embate financeiro seria demasiado grande, sendo mais fácil viver – ou sobreviver – debaixo do mesmo tecto e rachar contas e responsabilidades, sobretudo quando há filhos.

  

Voltando às mulheres que já alcançaram o patamar tão desejado da independência, afinal o que ganharam elas? Autonomia quanto às decisões, liberdade total de movimentos, gestão livre do seu tempo, espaço e voz para fazer valer as suas vontades e desejos. Mas tudo isto tem um preço a pagar. O reverso da medalha é que os homens, das duas uma: ou se sentem ameaçados com tanta independência porque estão geneticamente programados para proteger e para dominar, ou então aproveitam para extrair alguns dividendos.

 

O que os homens ainda não entenderam é que as mulheres independentes são muito menos perigosas do que as outras, porque regem a gestão dos seus afectos de forma livre, não permitindo nenhum tipo de prostituição subliminar ou de subjugação financeira. Não se deixam vender a um tipo gordo e sem graça só porque anda de Porsche e vive numa casa de mil metros quadrados, nem admitem atitudes que revelem negligência, prepotência ou maus tratos baseados na velha lei: "eu é que pago por isso eu é que mando".


Um casamento é juridicamente um contrato, mas não pode ser um contrato de trabalho. Um homem que se casa com uma mulher julgando que, por pagar as contas todas, faz dela gato-sapato, merece um bom advogado do lado dela quando chegar a hora da verdade – pois, se pensa que a comprou, então terá de pagar por ela até ao fim da vida, ainda que esta deixe de lhe aquecer os pés e de lhe fazer as vontades. E como qualquer jogo de interesses tem sempre os dois lados do espelho, também é legítimo que uma pistoleira profissional que se casa para ter um bom nível de vida e sacar ao marido tudo o que pode, saia do ringue com as mãos a abanar.


Então porque é que há ainda tantos homens que preferem uma pistoleira a uma mulher independente? Porque, em primeiro lugar, e por mais que lhes custe admitir, ou não percebem que estão a ser usados ou, ainda que o reconheçam, consideram mais seguro ter uma mulher com preço do que com valor.

 

  

A velha lei machista de "quem manda lá em casa é ela e nela quem manda sou eu" ainda serve os homens. Eles estão geneticamente programados para proteger e mandar. Preferem saber que mandam do que não saber se mandam, sem perceber que, afinal, também está no código genético de uma mulher deixar-se proteger, ainda que não goste que mandem nela. Uma mulher com valor não está à venda por nenhum preço. Já uma senhora com preço pode ir parar ao outlet em dois tempos.

 



publicado por devaneiosdaTia às 19:44
link do post | Comentem Sobrinhos | Ver comentários (2) | favorito

Sexta-feira, 18 de Setembro de 2009
Náites e cools

 

 

 

A Tia não é, de todo, um bicho da noite – a qual aos palermas atacadores profissionais que passam a dita agarrados a um copo lançando olhares matadores para as piquenas, julgando-se irresistíveis, gostam de chamar a night - (náite) para quem não sabe ler em inglês. Essa náite a Tia, de facto, passa ao lado até porque à náite as pessoas ainda estão mais pindéricas do que de dia. É verdade. Triste mas verdade.

                                              
Os piquenos não fazem a barba porque acham que ficam mais cool – pronuncia-se kul para quem continua sem saber inglês. As piquenas não se penteiam porque gostam de se sentir modernas e, como agora é moda andar maltrapilho, anda tudo a ver quem é que tem um ar mais chunga. Ou seja, as pessoas na náite variam entre o chunga, o muito chunga e o kripto-chunga – categoria inventada há uns anos e que, mais do que nunca, mantém grande actualidade.

 

 

Sou totalmente a favor do culto do corpo e considero que a beleza é uma mais-valia, mas irrita-me um pouco esta mania da imagem que anda a afectar pequenas cabeças, ainda em crescimento. E as grandes, que nunca cresceram. É que com tanta preocupação com a boa forma física, facilmente se cai na atrofia mental crónica. E como a atrofia mental, além de ser uma doença contagiosa, só tende a aumentar com o tempo, A Tia pergunta o que será destas cabecinhas ainda em formação quando perceberem que o maravilhoso mundo da moda não só é para muito poucos, como por muito pouco tempo.

 

  

E se, de facto, o culto da imagem é importante, mais relevante seria dar algum conteúdo à embalagem, ou seja, ao intelecto. Aqui é que, de facto, nos leva a equacionar se estaremos mergulhados numa cultura inculta, na qual o ouro brilha mas não tem, na maioria das vezes, qualquer contraste.

 

 

 

 

  

 

 

 

 

 

 


Tia sente-se: Fantástica, as always!

publicado por devaneiosdaTia às 16:09
link do post | Comentem Sobrinhos | favorito

Terça-feira, 25 de Agosto de 2009
Os homens são como iogurte.... ou talvez não!

 

 

Não tenho qualquer dúvida de que ter um homem apaixonado, de preferência por perto, mas não em demasia, nos faz bem ao ego. Os piquenos brindam-nos com rosas (e ignoremos os espinhos, por ora!), escrevem-nos poemas (ou copiam-nos, mas não interessa nada!), compram-nos postais cor de rosa e aos corações do mais shocking que existe, olham para nós com aquela expressão que têm os cães da União Zoófila e enchem-nos os dias de amor e romance. Os mais dotados e dedicados trazem o pequeno almoço à cama, esganiçam Adriana Calcanhoto ao ouvido, levam-nos às Caraíbas (e algumas de nós até ficaríamos por lá), oferecem-nos livros maravilhosos e Cd’s inesquecíveis. Os mais tradicionais gostam de nos levar a jantar fora aos restaurantes da moda, os artísticos preferem levar-nos ao teatro ou exposições ridículas, ou talvez não!


Fazem-nos sentir a nós mulheres bonitas, únicas, amadas e desejadas. Chamam-nos Pequeninas, Princesas e outras delícias para o ouvido e o coração, enchem-se de paciência para ouvir os nossos desabafos e alinham com os nossos amigos. Alguns até têm um dom especial para lidar com as nossas mães, mas isso é uma singularidade rara, não podemos contar com ela no comum mortal.


Até ao dia. O dia em que acordam e ficam com dúvidas, acendem a luz de alarme do complicómetro e começam a pensar no-que-é-que-isto-vai-dar, ou então ligam o radar que é outra peça que vem sempre acoplada ao macho e descobrem que o mundo está cheio a abarrotar de Princesas, Pequeninas e outros seres maravilhosos com longas pestanas, calças de ganga justas e cabelos compridos. E que muitas delas, coitadinhas, estão tão sozinhas, mesmo a precisar de companhia.


Como dizia o outro – desculpem andar-me a repetir com citações, parece que já usei esta, mas para mim é mais ou menos como o puré de batata nos menús dos colégios, dá para tudo – o homem caça e luta, a mulher intriga e sonha. E caça mesmo. Perdizes, narcejas, galinholas, Cláudias, Kátias ou Luisas, tanto faz. Ao meio dia num campo descoberto ou às cinco da manhã na pista do Via Rápida, não é relevante. O que o Homem gosta é do acto predador: se é um safari no Quénia ou uma saída na movida portuense, tanto faz. Há que apanhar uma presa e dar-lhe cabo do canastro. O que é preciso é um tipo manter-se vivo, dizia-me outro dia um caçador nato. Como se a vida dependesse disso.


E se nunca nos esquecermos que são como os iogurtes: saborosos, docinhos, deliciosos, mas com prazo de validade, os homens são maravilhosos. Mas há que olhar para o lado do bom da coisa e fazer como diziam os romanos carpe diem, que é como quem diz, aproveitar o dia e esperar pelo dia seguinte sem esperar nada. Com um bocadinho de sorte, pode ser que ele ainda lá esteja, ou telefone, ou não lhe tenha apetecido ir às cerejas. Ou às Cláudias.

 

 

 

 

 

 

 

 


Tia sente-se: Fashion!!!

publicado por devaneiosdaTia às 20:33
link do post | Comentem Sobrinhos | Ver comentários (2) | favorito

Sábado, 31 de Janeiro de 2009
Autoesgrima....

É uma verdade inquestionável que homens e mulheres reagem de forma diferente a desgosto de amor… ou à falta dele!

 

Se estivéssemos numa acção de formação sobre os tipos de homens, esta vossa Tia, versão prof., diria que se apresentam sob duas ramificações opostas e antagónicas, sendo que de uma forma simplista se podem classificar como “sossegados” ou “índios”.  Os “sossegados” ora são chatos, ora obsessivos, mas estão sempre prontos a serem consumidos a belo prazer das meninas. Já os índios, caracterizam-se por um excessivo rodopio e movimento de fuga, sendo que quando as piquenas se preparam para “atacar a iguaria”, em vez de gritos de guerra, desmontam a tenda e vão para outra “pradaria”.

 

Independentemente da categoria, é verdade que os meninos são mais frios, mais pragmáticos: a coisa não corre bem, têm pena, mas encolhem os ombros e não olham para trás. Ainda que fiquem a remoer, são dotados de uma capacidade quase inata de transformar um sentimento em pensamento e… Ala que se faz tarde! Já as meninas têm pena, com as penas transformam-se em galinhas e rodopiam que nem umas tontas, ficando presas no limbo do passado, o qual é revivido em sonantes cacarejos entre amigas.

 

Minhas queridas, se é um facto que uma grande paixão pode provocar uma grande adição, qual a lógica de tratar os sintomas em vez de implementar a cura?

 

Uma das grandes qualidades dos piquenos, e temos que o reconhecer, é a clareza de sentimentos. Por oposição ao género feminino, eles não se deixam consumir por ilusões: ou gostam ou não gostam, ou querem estar com as meninas ou não querem, ou estão apaixonados e dão a volta ao mundo em menos de 80 dias, ou não o estão e nem sequer atendem o telemóvel. È incontestável que, em geral, jogam preto no branco, deixando uma escassa margem para ambiguidades. Mesmo que as “origens” sejam carnais – porque é assim que funcionam – rapidamente se definem: ou se apaixonam, ou se desinteressam.

 

Neste último cenário, muitas das meninas, ora achacadas por um ataque de cegueira, ora por uma boa dose de inconformismo, ou por burrice MESMO – há que dizê-lo - envolvem-se em esquemas quase que diabólicos, numa tentativa desenfreada de os reconquistarem. Minhas queridas, poupem-se e conduzam tal dose de energia na reedificação da vossa autoestima, ou “autoesgrima” como diz o outro. Garanto que terá efeitos bem mais “produtivos”!

 

Quem quer mesmo desistir tem que conseguir “cortar o mal pela raiz”, antes que os laços se tornem nós à volta do pescoço – e do coração!

 


Tia sente-se: Tia acutilante

publicado por devaneiosdaTia às 14:50
link do post | Comentem Sobrinhos | Ver comentários (4) | favorito

Domingo, 25 de Janeiro de 2009
Mouro nas costas.....

 

 

   

 

Queridérrimos distraídos, bom dia! Horas de acordar. Mas a Tia explica tudo…

 

Quando uma piquena se começa a “embonecar” sem razão aparente, meus queridos, há 50% de possibilidades de ela já ter outro em vista, e outros 50%  de já o ter MESMO. Porque acham, os meninos, que a piquena iria fazer as pinturas de guerra se não houvesse um lonesome cowboy ao alcance do seu arco?

 

Devem vigiar, mesmo as mais insignificantes manifestações de coquetismo. O amor é cego e os meninos julgam-se suficientemente viris para guardarem a bengala de cegos. O cabelo, por exemplo, é um detalhe ao qual os homens raramente prestam atenção. Mas a Tia presenteia-os com um resumo: se a piquena cortar o cabelo na base da nuca, meus queridos, há “mouro” na costa, mas ainda não se trata do golpe final. Se ela fizer madeixas, bem podem começar a roer as unhas. Mas se a opção passar por uma cor no cabeleireiro, sobretudo se for louro ou vermelho, então já nem a corporação inteira de bombeiros é suficiente para “apagar o fogo”.

 

Se, de repente, ela se lhes apresentar com uma mini-saia bem justa quando, até então, a sua maior ousadia não passava de umas t-shirts Gap, ou dos estampados da Laura Ashey semeados de malmequeres, meus queridos eis uma boa razão para franzirem o sobrolho. E se tal mudança for acompanhada de uns rodopios frenéticos ao espelho, sendo que todas as “toilettes” apresentam defeitos variados, bem podem franzir o outro sobrolho. O espelho – o menino já deveria ter percebido a extrema importância deste na vida de uma mulher – reflecte, com exactidão, o seu estado de espírito. Ao que consta, só os espelhos se mantém fieis durante a sua vida!

 

E não esqueçam, nunca, a roupa interior. Se a piquena era do género collants e calcinhas “petit-bateau” e, miraculosamente, começa a implorar às amigas que a convidem para passagens de modelos de lingerie mais ousada, há razão para alarme pois, sem dúvida, deu-se início a uma qualquer parada de sedução. E se há OUTRO nas “redondezas”, verá como em breve irá enriquecer o seu guarda roupa com um acessório muito feminino: o body. E persigam, sobretudo, os cintos de ligas pretas. Apesar do seu ar inofensivamente brejeiro, é um atavio criminoso, responsável pela “morte” de muitas relações – e o ressuscitar de muitas outras, obviamente! E se, além disso, encontrar um baton “rouge baiser”, aquele que ficou famoso por “Pôr os lábios vermelhos, mas não deixar marcas quando se beija” queriduxo, pare pois está perante uma associação de malfeitores!

 

O telemóvel, aquele instrumento terrivelmente perigoso que, sob a aparência de libertar a mulher activa, a escraviza ainda mais, obrigando-a a dar resposta aos seus problemas profissionais a todas as horas do dia… e da noite… Uma autêntica bomba antipessoal. Ainda por cima, ao retardador… A prova vem num qualquer domingo, na casa de campo de uns amigos, quando o dito explode no preciso momento em estão todos tranquilamente a repousar no relvado. Uma explosão infernal, que fez toda a gente cair das cadeiras de lona e a entornar as chávenas de café. Era o John (nome muito popular em Portugal), o seu chefe, que queria saber se ela tinha preparado o relatório para a reunião do dia seguinte. E, de repente, interrupção precipitada de programa – ela tem que ir para casa!

 

Pois é… maldita independência feminina que, por vezes, devolve a disfunção hormonal exactamente na mesma moeda! Já não somos obrigadas a contentarmo-nos com o que os meninos estão dispostos a proporcionar-nos. Exigimos na exacta proporção do que nos é exigido… e qualidade de vida, meus queridos, é um conceito universal…

 

 

 


Tia sente-se: Tia visionária!!

publicado por devaneiosdaTia às 16:02
link do post | Comentem Sobrinhos | Ver comentários (1) | favorito

Domingo, 18 de Janeiro de 2009
Derrapagens perigosas...

 

 

Quando o assunto é amor, e no que toca a exibição de bíceps e até tríceps, os meninos são, de facto exímios, mas quando são necessários fórceps de manutenção “conjugal”, de súbito o exemplar macho recolhe toda a sua artilharia de sedução, recolhendo-se na sua carapaça.

 

Quando se trata de conquistar uma mulher, podemos observar autênticas audácias caricatas tais como o envio de flores com cartões vermelhos e cheios de coraçõezinhos (as flores, aceitam-se, agora os adereços ao bom estilo adolescente….) ou manifestações ao bom estilo “chuva de estrelas”, trauteando-lhes uma música do Júlio Iglesias, com sotoque espanholês, olhos semicerrados e mão sobre o fígado, como se estivessem a ser atacados por uma violenta crise hepática.  Existem, de facto, muitas variações, dependendo do estilo que o nosso sedutor adopte: o eterno carinhoso e romântico que acabou de encontrar a mulher da sua vida (sendo que presa, seria, a palavras mais adequada), o realista e sincero que nunca se apaixonou desta forma por mulher alguma até ter tido um choque frontal com as meninas, o frio e calculista, que não adopta qualquer estilo sem antes se aperceber do que as meninas querem exactamente ouvir… enfim, parecem tantas as variações, pese embora os fins sejam sempre os mesmos – uma bela caçada, sendo que às meninas não lhes devem restar quaisquer dúvidas de que apenas são o troféu!

 

Sejamos realistas. Os homens adoram o que ainda não têm ou o que já não têm, acabando sempre por se desfazerem do que têm. Exagero? De todo, minha queridas… o que as meninas necessitam é de serem confrontadas com uma boa dose de realismo! Ainda existem os mais conscientes e que se apercebem que o barco da vossa relação está a meter água, mas nada fazem para calafetar as brechas. Limitam-se a comportarem-se tal qual aqueles comandantes corajosos que se afundam com o seu navio, sendo que, em vez de encararem os problemas de frente, tiram coordenadas do cometa com o seu sextante!

 

Pois é, meus queridos… as estatísticas não se aplicam apenas aos outros e mais tarde ou mais cedo elas acabarão por desferir o golpe da misericórdia. E nada mais restará aos meninos abandonados do que a possibilidade de fazer uma manif, uma especialidade muito em voga: desfilar com um cartaz “querida regressa!”. Se optarem por acampar frente à porta dela, poderão reunir um mar de gente à vossa volta, e na esperança de que os media, sempre dispostos a mais uma reportagem absurda, lhes permitam emitir um comunicado em difusão nacional. Também poderão intentar uma greve de fome no adro da igreja da cidade, o que é uma especialidade hexagonal, apesar de não estar muito in e provoca mesmo assim muita fome… acreditem!

 

Os homens acham que têm sempre a vida à sua frente e que podem aproveitar para vivê-la. Até aqui, nada a apontar, excepto a certeza de que poderão percorrer milhões de kilómetros sem empanarem por falta de combustível amoroso, simplesmente porque um dia as meninas disseram “SIM”. E mesmo tratando-se de homens pensantes, nem sempre reflectem ao mesmo tempo que pensam. Caso contrário, certamente, estariam mais atentos ao facto de terem perdido a “bagagem” pelo caminho.

 

 

 

 

 

 


Tia sente-se: Bombásticamente fantástica

publicado por devaneiosdaTia às 15:43
link do post | Comentem Sobrinhos | Ver comentários (12) | favorito

Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009
Procura-se o "improcurável"....
 
 
 
 
 
 
 
 
Numa época em que as carências afectivas parecem estar em alta, um anúncio anónimo num mural chama a atenção dos que passam. Todos, sem excepção, param e lêem:
 
 
Procura-se um homem. Um homem que não tema a ternura. Que se atreva a ser frágil quando necessite se deter para recuperar as forças para a luta diária.
 
Um homem que saiba proteger o ser a quem devotar o seu amor. Um homem que queira e saiba reconhecer os valores espirituais e que sobre eles saiba construir todo um mundo.
 
Um homem que, em cada amanhecer, saiba ofertar amor com toda a delicadeza para que uma flor entregue com um beijo tenha mais valor que uma jóia.
 
Procura-se um homem com o qual se possa falar, que jamais corte a ponte de comunicação. Um homem a quem se possa dizer o que se pensa, sem temor de que se ofenda e que seja capaz de dizer a sua esposa, namorada ou mãe que a ama.
 
Procura-se um homem que tenha braços abertos para que sua amada neles possa se refugiar quando se sentir insegura. Que conheça sua fortaleza, mas que nunca se aproveite disso.
 
Um homem que tenha os olhos abertos para a beleza. Que domine o entusiasmo e que ame intensamente a vida. Um homem para quem cada dia seja um presente de valor incalculável que deve ser vivido plenamente, aceitando a dor e a alegria com igual serenidade.
 
Um homem que saiba ser sempre mais forte que os obstáculos. Que jamais se apavore ante a derrota e para quem os contratempos sejam mais estímulos que adversidade, mas que esteja tão seguro de seu poder que não sinta necessidade de demonstrá-lo a cada minuto em empreendimentos absurdos somente para prová-lo.
 
Um homem que não seja egoísta. Que não peça o que não ganhou, mas que sempre faça esforços para ter o melhor.
 
Um homem que saiba receber carinho, tanto quanto demonstrá-lo.
 
Um homem que respeite a si mesmo, porque assim saberá respeitar os demais. Que não recorra jamais à ofensa, que sempre rebaixa quem a faz.
 
Um homem que não tenha medo de amar, nem que se envaideça porque é amado. Que goze o minuto como se fosse o último. Que não viva esperando o amanhã porque talvez ele nunca chegue.
 
Finalmente, quando este homem for encontrado, qualquer mulher o desejará amar com intensidade e com ele compartilhar a sua vida.” 
 
Minhas queridas, as pesquisas mais recentes desta vossa Tia levaram a concluir que, na região do Grande Porto, o último exemplar que preenchia estes requisitos não se encontra extinto… de todo! Ao que parece, foi tão difícil de encontrar, que até petrificou, tendo sido “imortalizado” pelos Xutos e Pontapés em “O Homem do Leme”…

 

 

 

 

 


Tia sente-se: Tia em formato melhorado!

publicado por devaneiosdaTia às 11:34
link do post | Comentem Sobrinhos | Ver comentários (12) | favorito

Domingo, 7 de Dezembro de 2008
Curso de formação para homens que querem ser adorados pelas piquenas

 

 

 

 

Objectivos Didácticos e Pedagógicos:

Dividido em 4 etapas, especialmente concebidas para o efeito, esta acção de formação pretende dotar os participantes de competências básicas indispensáveis ao entendimento com o sexo oposto.


Etapa 1: Introdutório e Obrigatório

1. Como sobreviver sem a mãe  (1000 horas);

2. A minha companheira não é a minha mãe (500 horas);

3. A vida sem futebol não é o Apocalipse (300 horas);


Etapa 2: Vida em Família

1. Como chegar ao cesto de roupa suja (200 horas);

2. Entender que os sapatos não vão sozinhos para o armário (400 horas);

3. Ser pai e não ter ciúmes do filho (150 horas);

4. Superar a doença  “o controle remoto é meu” (250 horas);

5. Deixar de dizer palavrões quando a mulher recebe as amigas (400 horas);

6. Como sobreviver a uma constipação sem agonizar (800 horas);

7. Como conter o impulso de “saltar de quintal, em quintal” (5000 horas – com vídeo demonstrativo para exercícios EM CASA);


Etapa 3: Culinária para Homens

1. Nível Iniciante: Como accionar as teclas On/Off = Ligar/Desligar os electrodomésticos da cozinha;

2. Nível Médio: Preparação de sopa instantânea;

3. Nível Avançado: Como fritar batatas pré-cozinhadas e grelhar um bife;

Etapa 4: Tempo Livre

1. Beber cerveja sem emissão de qualquer gás, quando se está à mesa (exercícios em sala);

2. Contenção de actos pessoais nojentos – Exercícios práticos com fisioterapeutas, médicos e apoio do esquadrão anti bombas;


Cursos Complementares Complexos:

Devido à complexidade e às dificuldades inatas dos homens para entendimento dos temas, serão admitidos apenas 5 alunos por turma.


1. Cozinhar e limpar a cozinha não provoca impotência nem homossexualidade (teleconferência);
2. Porque não é crime oferecer flores, pese embora já se tenha casado com ela;
3. O detergente: doses, consumo e aplicação;

4. As anedotas porcas e eu: vantagens do humor refinado e subtil no desenvolvimento cerebral;

5. Como baixar a tampa da sanita passo a passo (práticas em laboratório);

6. Os homens podem parar para perguntar o caminho – provas científicas de que não afecta a virilidade;

7. As compras: A mercearia nasce na dispensa? - Biólogos e Físicos discorrerão sobre a improbabilidade da geração espontânea de víveres;


Práticas de preservação do Património Doméstico:

1. Análise Multidisciplinar: Anatomistas, fisiologistas e psiquiatras demonstrar que passar água na banheira após o banho não causa distúrbios ou moléstias.

2. A máquina da roupa: esse grande mistério!!

3. A chávena de café: Ela levita, indo da mesa à banca? Exibição contando com ilusionistas conceituados;

4. Diferenças fundamentais entre o cesto de roupas sujas e o chão (exercícios práticos de meditação).

 

Faça já sua inscrição! Vagas Limitadas.

 

 

 

 

 

 



publicado por devaneiosdaTia às 20:45
link do post | Comentem Sobrinhos | Ver comentários (7) | favorito

Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008
Partilhar o sono...

“(...)Tomás pensava para consigo próprio que ir para a cama com uma mulher e dormir com ela são duas paixões não só diferentes como quase contraditórias. O amor não se manifesta através do desejo de fazer amor (desejo que se aplica a um número incontável de mulheres), mas através do desejo de partilhar o sono (desejo que só se sente por uma única mulher) (…)”

 

in “A insustentável leveza do ser”

 

 

 

 

Nada como cairmos redondas na cama da suite presidencial, para nos abstrairmos dos potenciais perigos da co-propriedade do leito, conjugal ou extra-conjugal, consoante os casos. De facto, minhas caras Sobrinhas, quando um macho de estirpe ousar incutir nas meninas o espírito de partilha, sobretudo o do sono, antes de mais tratem de averiguar se o dito não sofre de apneias, dificuldades respiratórias, taquicardia, roncofonia e outros historiais clínicos similares. Todas as cautelas serão poucas não vá, por atitude incauta,  o sono de uns ser o pesadelos de outros.

 

Concordarão, certamente, que nos dias que correm, e com todas as crises que atravessamos, a de valores é a que se reveste de contornos mais preocupantes. Longe vão os tempos em que “amor” era sinónimo de um sentimento único, profundo e verdadeiro, envolto em valores e compromissos vitalícios. Cada vez mais nos confrontamos com sentimentos e relações efémeros, do tipo “o que foi ontem, ainda não sei se é hoje, mas talvez não o seja amanhã”. Partilha-se o mau humor matinal, a roupa suja, as contas, as enxaquecas, os bicos de papagaio e as unhas encravadas, tudo em prol de um bem estar cada vez mais individualista e egocêntrico. E já para não falar na corrente poliamorosa, que nunca como até agora, contou com tantos simpatizantes, defensores e praticantes. E até novos conceitos, como relações em “V” e em “X”, nos levam a pensar que, definitivamente, a moda do “Leve 2 ou mais e pague 1” veio para ficar. Confesso-me, aliviada e bastante agradada com o facto do Marketing de consumo nunca ter tomado conta do processamento cerebral desta vossa Tia.

 

 Neste enquadramento, não me parece, DE TODO, lógico que as meninas estejam alinhadas com a filosofia da co-propriedade, sendo que o Regime de Arrendamento, e de DURAÇÃO LIMITADA, se me afigura mais razoável.  E precavendo desapontamentos, para ambas as partes, em jeito envenenado e malicioso, que me dizem a uma cláusula permissiva de sub-locação?

 

 Polémicas à parte, e para que o sono dos justos não se transforme no sono dos incomodados, até porque, quase sempre, os olhos encerram uma vulnerabilidade maior que demoramos a “deglutir”, nada como a propriedade plena... da cama “Real”, obviamente... E acreditem que evita muitas insónias!

 

 

 

 



publicado por devaneiosdaTia às 22:01
link do post | Comentem Sobrinhos | Ver comentários (2) | favorito

Domingo, 12 de Outubro de 2008
Caldeirada emocional

 

 

 

 

 

 

 

 

Talvez as crises financeira e económica sejam as que, de momento, detêm maior destaque num ranking de preocupações à escala mundial remetendo para segundo plano outras crises, não menos apoquentantes. E se uma crise gera uma inevitável contenção e uma recomendada prudência, uma amorosa, meus queridos... por si só, origina uma autêntica revolução!  Mas, por favor, nada de caldeiradas emotivas. Tanto se escreve, tanto se diz e tanto se proclama em nome do amor... mas, em proporção, os actos são diminutos e, por sua vez, assiste-se a uma anarquia, quase total, quanto a  termos e conceitos. E que tal, queridérrimos da Tia, fazermos uma abordagem pela negação e falarmos do que não é amor?

 

Se os meninos sentem que precisam de alguém para serem felizes, sendo que essa pessoa funciona como única fonte geradora de felicidade... Isso será amor? De todo...É CARÊNCIA.

Se são assaltados por ciúmes exacerbados, a insegurança é uma constante, fazem de tudo manter uma relação mesmo sabendo que não são amados e vivem numa luta constante com potenciais rivais desconfiando de tudo e todos... Minha nossa, e perdoem a sinceridade da Tia, mas isso para além de burrice é, acima de tudo, FALTA DE AMOR PRÓPRIO.

E que me dizem às inúmeras histórias de vidas vazias sem a pessoa amada, de pessoas que não se conseguem sequer imaginar sós e que vão mantendo relacionamentos à custa de garrafas de oxigénio imaginárias? E nem sequer nutrem qualquer gosto ou queda especial pelo mergulho!... Meus queridos, nada de confundir amor com DEPENDÊNCIA.

Quantos senhores e senhoras feudais ainda proliferam, cujas vidas e corpos do objecto do seu “amor” supostamente lhes pertence, não lhes reconhecendo sequer o direito à expressão e à escolha, exercendo uma pressão constante de domínio sobre o seu semelhante?  Por incrível que pareça, nos dias de hoje, o EGOÍSMO ainda existe.

Não é menos frequente o comodismo instalar-se numa relação isenta de qualquer desejo, que não já não comporta qualquer tipo de realização sexual, mas que assenta sobretudo no prazer de estar com o outro. Não será, nestes casos, o conceito de AMIZADE mais abrangente?


E quando a discussão, pelos motivos mais absurdos, ocorre, os ciúmes incendeiam o quotidiano e quando o prazer da partilha se torna escasso. Já não são construídos projectos em comum, já não têm prazer nas mesmas coisas ou nos mesmos lugares, a discordância torna-se uma constante, sendo que a única combinação explosiva e perfeita é tão somente a hormonal. Das duas uma, ou abriu a época da “caça” ou o DESEJO é a única base estruturante desta “relação”.

E quando o simples facto de pensar na outra pessoa faz com que o coração palpite mais forte, produz-se uma vertiginosa subida e descida da temperatura corporal sendo que suores inexplicáveis são substituídos, em fracções de segundo, por arrepiantes calafrios...  É a PAIXÃO que se apodera dos meninos.

 

Muito se poderia, de facto, dizer sobre o amor. Mas o que mais me impressiona é a tendência para querer encerrar o amor, como se o “amo-te” fosse um estado definitivo. Mas não, é uma dinâmica, um movimento em direcção ao outro, um conjunto de comportamentos, de pensamentos e de sentimentos, uma atitude para com o outro.  Amar é um verbo, logo implica acção, sendo que a inércia expectante do “Malmequer/bem-me-quer” só poderá mesmo servir de compensação a carências afectivas. E, acima de tudo, quem não tem amor próprio não pode, de forma alguma, amar seja quem for...

 



publicado por devaneiosdaTia às 12:50
link do post | Comentem Sobrinhos | Ver comentários (4) | favorito

Segunda-feira, 29 de Setembro de 2008
O dilema da vaporosa!

 

 

 

 

 

 

A menina é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes do Woody Allen, do Hal Hartley e do Tarantino, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem o seu valor. É bonita, um must! O seu cabelo nasceu para ser sacudido num anúncio da Pantene e seu corpo tem todas as curvas e contracurvas no sítio certo. É independente, tem um bom emprego, um bom saldo bancário, gosta de viajar, de música e o seu “fettuccine al pesto” é do melhor. Tem um excelente sentido de humor, não sofre de insegurança aguda, nem tão pouco é adepta dos questionários infindáveis. E com um “currículum” destes, queridérrima desta sua Tia, por que diabo a menina está “encalhada”?

Ah, o amor, essa velha raposa. Tudo seria mais fácil se este não fosse um sentimento, mas antes uma equação matemática: ela linda + ele inteligente = dois apaixonados. Pois é! A Tia lamenta informar que tal fórmula não funciona. Se assim fosse, as honestas, as simpáticas e as não fumadoras teriam uma fila de pretendentes a bater-lhes à porta. No amor, não existem fórmulas matemáticas, cálculos financeiros e nem sequer  conseguimos que este obedeça à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estrelar... Costuma ser despertado mais pelas flechas do cupido do que por um aglomerado de predicados.

Ninguém se envolve emocionalmente com outra pessoa somente porque esta é educada, se veste bem, é vaporosa, ou aparentada com o “Tio Patinhas”. Isso são, tão somente, referências – que no caso desta última a Tia já sabe que tende a ser uma referência de peso. Infelizmente! Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Ama-se porque sim, ou talvez não e justamente porque a origem do amor é indefinível. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao oftalmologista. De TODO!

 

Piquenos honestos e bons rapazes existem aos milhares, generosos são “resmas” deles, bons partidos e de boas famílias, nem se fala... Mas só o “menino dos nossos olhos” consegue ser do jeito que é.. e que nós gostamos!

 

 

 

 

 


Tia sente-se: Regressada de férias!

publicado por devaneiosdaTia às 15:18
link do post | Comentem Sobrinhos | Ver comentários (10) | favorito

Sábado, 16 de Agosto de 2008
Pragmatismo "romântico"?

 

"Se ainda não encontrou a pessoa certa, não desespere e vá comendo a pessoa errada, porque o que realmente interessa é estar alimentado"



publicado por devaneiosdaTia às 08:58
link do post | Comentem Sobrinhos | Ver comentários (2) | favorito

Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008
Insuportavelmente irresistível?

 

Sinceramente a Tia não consegue, de todo, entender o dispêndio incessante de energia na temática de “como conquistar um homem”. Ainda se fossem vários, talvez desse para o trabalho.... digo eu!
 
Mas se analisarmos o facto de, na maioria das vezes, se cruzarem nos nossos caminhos energúmenos desprovidos de qualquer tipo de condimento ou, pior, que queremos longe das nossas vidas, talvez fosse mais proveitoso recorrer a literatura do tipo “Como correr com eles em 10 tempos”. Não sendo detentora propriamente de um mestrado, mas tendo sólidos conhecimentos da matéria, aqui vão algumas dicas para as meninas usarem e abusarem.

 
Ajam como loucas – esta medida é um pouco desesperada, drástica até... mas infalível. Agir como uma psicopata levanta o “astral” das meninas, dá largas à vossa capacidade criativa e faz as delícias de qualquer piquena. É, no mínimo, giro observar uma panóplia de mudanças de expressão que vão do simples espanto, ao desespero mais aterrador. As meninas devem começar por ser carinhosas, tecerem alguns elogios e até intentarem alguns murmúrios encantadores ao ouvido do piqueno. E será nesse preciso momento que deverão detonar a mulher bipolar que existe nas meninas. Recomenda-se uma mudança brusca de tom, sendo que deverão mesmo gritar com ele e acusá-lo de qualquer coisa. A partir daí deverão ser o mais criativas que puderem... usem e abusem deste vosso poder pois quanto mais “combativo” mais rápido será o golpe.
 

Falem dos vossos ex – Para que não seja despoletada qualquer tipo de desconfiança relativamente às intenções das meninas, deverão iniciar a conversa normalmente e, a pouco e pouco, comecem a falar do ex, ou de todos eles, deixando escapar algumas intimidades. Mas atenção, nada de brejeirices e de preferência optem pela via da comparação. A primeira reacção do “indesejado” será provavelmente a de mudar de assunto, pelo que as meninas deverão adoptar a postura de despercebidas e serem persistentes. A Tia garante que este papel, quando bem desempenhado, não dá lugar a um próximo encontro nos próximos milénios.
 

Melhores amigos – Os homens têm dificuldade em aceitar os melhores amigos de uma mulher, especialmente quando os amigos são homens também. Assim, comparem-no persistentemente com o vosso melhor amigo sendo que este último, obviamente, tem melhores qualidades: é mais compreensivo, mais atencioso, mais carinhoso... Mantenham a figura “do melhor amigo” sempre presente nas conversas. Descrevam as viagens que fizeram juntos, as brincadeiras que partilharam, de como ele as ajudou a superar tantos momentos difíceis... Podem crer que esse tipo de conversa é ainda mais desagradável do que mencionar ex-namorados, simplesmente porque o amigo continua lá.

Sejam a verdadeira “praga” – Se o piqueno for do tipo “Araldite” façam com que prove do seu próprio veneno. Na despedida, e logo no primeiro “encontro” digam que o amam e não podem viver sem ele. Eis o início da receita de uma noite perdida mas eficiente. Passada meia hora liguem-lhe para o telemóvel expressando as vossas “saudades” e o quanto sentem a falta dele. Continuem a ligar a noite inteira e, se conseguirem, poderão até chorar de tão arrebatada saudade. O mais certo é que o piqueno, a dada altura, deixe de atender as vossas incessantes chamadas... mas nada deverá demover as meninas. Deixem recados na caixa postal para declararem todo o vosso amor, de forma cada vez mais intensa.

Sejam “melosas” - Apelidos carinhosos poderão ser um bom condimento para uma vida a dois, mas dispensam-se na presença dos amigos. Revertendo este princípio as meninas deverão criar-lhe apelidos tais como "meu torrãozinho", "meu tesouro", "meu bijou” e transformá-los em nomes oficiais, especialmente perto dos amigos dele. Se o piqueno mostrar algum sinal de incómodo digam que é uma prova do quanto as meninas o amam. Acreditem que se usarem da vossa imaginação esta técnica se pode apresentar como uma das mais “demolidoras”.

Atinjam a sua masculinidade – Se há algo que os homens não gostam é de masculinidade ferida. E que tal marcar uma sessão de manicure para as meninas e para ele? Até porque "homens que cortam, cuidam e pintam as unhas são mais atraentes"... Mas atenção. Se depois desta o piqueno não fugir, tratem de fugir as meninas pois é “gay”, NA CERTA!

 
Tomem de “assalto” as coisas dele - O que é teu, é meu. Esse é o lema. Na casa dele, sintam-se à vontade, usem as coisas dele como se fossem vossas. Evitem, de todo, usar as roupas do dito pois os homens tendem a achar isso sexy. Outro bom exemplo é reprogramar as estações do rádio do carro, tirando aquelas que ele adora e memorizando as que ele não suporta - mas que, por coincidência, são justamente as que as meninas mais ouvem...


Os centros comerciais – Eis um dos melhores aliados para acabar com a paciência dele. Passam 4 ou 5 horas a experimentar roupas, sapatos e maquilhagem. O piqueno deverá carregar os sacos e seguir as meninas incessantemente. Usem e abusem das mudanças de ritmo e de direcção. E após uma breve paragem na “praça da alimentação” recomecem de novo o circuito.
 


Sejam dependentes – Sem dúvida que os homens apreciam as mulheres que carecem da sua protecção. No entanto, tudo o que é demais é erro. E é nesse ponto preciso que as meninas devem apostar, transformando-se em verdadeiras esquizofrénicas e dependentes. O melhor horário é durante uma reunião de negócios, quando ele estiver bastante ocupado. Liguem-lhe para o telemóvel dizendo que é uma urgência e que a internet não funciona logo quando as meninas estavam a ler o horóscopo. Ou que estão a fazer palavras-cruzadas e que há uma palavra que não conseguem, nem por sombras, adivinhar. Façam isto pelo menos cinco vezes por dia, por qualquer motivo, sendo que um deverá ser mais parvo que o outro. Acreditem que não há criatura que aguente!


Usem e abusem do espírito de contradição - Ele gosta de rock? Então as meninas são loucas por baladas. Ele não suporta o cheiro de peixe? As meninas desejosas de comer sushi. Ele quer ir ao cinema? As meninas impõem um almoço em casa dos pais.... Estar com alguém "do contra" cansa qualquer um, e por mais que o ditado diga que os opostos se atraem, é impossível passar momentos agradáveis com quem só está bem a contrariar. Abusem desta táctica.

 



publicado por devaneiosdaTia às 09:59
link do post | Comentem Sobrinhos | Ver comentários (2) | favorito

Quinta-feira, 31 de Julho de 2008
Um enigma chamado MULHER!

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma verdadeira Tia tem que usar de uma boa dose de complexidade, para que se sinta no seu verdadeiro habitat! E não vale a pena tentar decifrar os seus mistérios pois neles reside parte do seu encanto natural. E quão modestas hoje estamos....

 

Somos, de facto, um verdadeiro enigma no qual os meninos não resistem a se imiscuir e a tentar solucionar. Uns com golpes de mestria, outros com uma displicente falta de traquejo, outros deixando-se ir na onda...

 

E a nós? Encantamos ou somos encantadas? Seduzimos ou somos seduzidas? Agimos ou contemplamos? 

 

De facto, a Tia percebe quando os meninos dizem que não há quem nos compreenda. Lidamos muito mal com a palavra "não", ficamos furiosas quando não nos compreendem, odiamos quando os meninos não estão disponíveis para nós, ficamos fulas quando não nos ligam, quando não nos dão a atenção específica que desejamos! Conseguimos ficar verdadeiramente possessas quando não nos satisfazem as nossas vontades!

Mas a verdade é que também não gostamos daqueles que nos dão tudo de mão beijada, sem termos que nos esforçar e a enveredar o mínimo esforço. Não gostamos dos fáceis, dos que não nos dão luta! Queremos dominar os meninos, mas não queremos que os piquenos se deixem dominar! Queremos controla-los, mas não nos dá gozo tê-los “under control”!


Desejamos, precisamente, aqueles que não controlamos, aqueles que se deixam manipular somente quando querem, aqueles que nos deixam inseguras, aqueles que são livres e nos deixam ser livres, aqueles que têm vontade própria! São precisamente esses que nos deixam loucas, que nos fazem transpirar, aqueles que seduzimos sem nunca termos a certeza até que ponto estarão seduzidos!


A vida é uma ironia! O amor é uma contrariedade e a cabeça das mulheres é um mistério que nem elas próprias entendem, quanto mais eles!

 

 



publicado por devaneiosdaTia às 15:23
link do post | Comentem Sobrinhos | Ver comentários (1) | favorito

Segunda-feira, 28 de Julho de 2008
Aborrecida hoje, "pavoneante" amanhã!

 

 

Hoje a Tia assume-se com um ar aborrecido o que não devem, de todo, confundir com o chamado “ar triste”. Aliás, como advertia o príncipe Karasoff em “O vermelho e o negro”, o facto de estarmos tristes revela que nos falta algo, logo, expõe as nossas fraquezas. Em contrapartida, estar aborrecida apenas significa que foi em vão que nos tentaram satisfazer. Ou seja, é o manifesto atestado da incompetência alheia!

 

Sim, e é um facto que me aborreço com a ausência de atitude. A inexistência de seres inventivos, que se distingam pela diferença, que nos surpreendam sem se esforçarem. Será, já, de todo, inexequível a demonstração da capacidade de brilhar pelo silêncio e pela ausência?

 

A Tia demanda atitude... aquela que se manifesta na soberania, na individualidade, no sentido de estilo... No prazer do jogo, ou seja, na felicidade de se viver sem constrangimentos, de nos distinguirmos dos demais e, ao mesmo tempo, de os seduzirmos!

 

Estou aborrecida pela falta de coragem de nos expormos sem medo... Pela falta de espírito de sermos os nossos próprios encenadores, manipulando a nossa encenação! Sinto o tédio da falta de charme, a dureza do fosso cavado pela abominável mediocridade e vulgaridade.

 

Enfim, aborrecida hoje e, quiçá, “pavoneante” amanhã!

 



publicado por devaneiosdaTia às 10:29
link do post | Comentem Sobrinhos | Ver comentários (2) | favorito

Sexta-feira, 11 de Julho de 2008
Tia eternamente "bruxa"....

 

“Toda mulher que seduzir um homem para que ele se case com ela, usando-se de sapatos de salto alto ou outros artifícios(...)será castigada com as penas de bruxaria”


Lei promulgada no séc. XV, pelo parlamento inglês.

 

 



publicado por devaneiosdaTia às 10:17
link do post | Comentem Sobrinhos | Ver comentários (2) | favorito

Quinta-feira, 3 de Julho de 2008
Os homens fogem das mulheres independentes e inteligentes?

 

 

 

 

 

 

 

 

Não estaria, por certo, a imaginar uma mulher independente e inteligente a desempenhar o papel de “Carochina”  que, impulsionada pelo relógio biológico, pôs uma fita na cabeça e veio para a janela cantar: “quem quer casar com a Carochinha, que é tão linda e engraçadinha?”. Sim, até porque nesta fabula, o desgraçado do pretendente que morreu cozido num caldeirão... se bem que à Tia não lhe desagradaria, em absoluto, que alguns espécimens virassem caldeirada!!! Mas, adiante...

 

Quem já não ouviu aquela velha história de que uma mulher independente e inteligente não tem sorte no amor? E se tal é uma teoria quase consensual, a explicação para a “fuga” dos potenciais candidatos aponta num único sentido. O que deveriam ser qualidades – a segurança, os objectivos bem delineados, a auto-suficiencia, a auto-estima bem nivelada, a destreza, etc – transformam-se em obstáculos, e até mesmo “defeitos”, na hora de conquistar um “amor”.

 

As mulheres, efectivamente, conquistaram o seu espaço. No entanto, não é esse o motivo dos desencontros, mas a forma como ela, muitas vezes, se comporta perante um homem que lhe interessa. O papel da mulher na sociedade, de facto, mudou rápida e radicalmente e, embora não o admitam, ainda existem muitos homens que não conseguiram assimilar tantas mudanças. Sentem-se como que “perdidos” e sem saber qual é o seu novo papel. Se antes eram a figura central da família, sendo que as mulheres eram subjugadas às suas vontades, hoje em dia desempenham um papel, no máximo, equalitário, estando sujeito a apertados testes de controlo de qualidade.

 

É, de facto, no mínimo, curiosa a teoria de que estas mulheres estão cegas pelas conquistas profissionais e, cientes de que não precisam de homem algum para viver, esquecem os seus atributos femininos e, assim, deixam escapar a possibilidade de viverem um grande amor. São acusadas de terem medo de perder tudo o que já conquistaram em detrimento dos seus sentimentos! Mas não será, antes, que o exercício da independência e as demonstrações de inteligência são sentidas, por parte dos meninos, como manifestações de competição ou tentativas de “medição de forças”? Meus queridos, quão erróneo tal pensamento. Aliás, perante tal, qualquer resquício de inteligência garantirá aos meninos, de imediato, um pódio com lugar reservado. Por quem sois!

 

Não! Sejamos frontais e realistas. A independência feminina iliba os meninos das tradicionais obrigações masculinas de providenciarem o sustento familiar. Fantástico, mas inibidor do vosso poder já que este foi, durante séculos, o sustentáculo da submissão feminina. E quanto à inteligência? Meus queridos, não é a toa que o ideal masculino se centra em louras explosivas, óptimos adornos de qualquer sala e excelentes peças decorativas num qualquer vernissage. Claro que a morena burra também não é de deitar fora, já que, bem domada, dá uma excelente fada do lar e será a melhor companheira do fogão lá de casa. Independentemente da cor do cabelo, as piquenas terão no máximo dois neurónios, o suficiente para não darem muito “trabalho”, não tecerem qualquer contestação e serem desprovidas de qualquer tipo de personalidade ao ponto de se darem por muito satisfeitas com “aquilo que têm”. Aqui não contenho, de facto, uma estrondosa gargalhada!

 

Os piquenos a quem a independência e inteligência femininas assustam são demasiado infantis, imaturos, carentes, medrosos e inseguros. Não fogem especificamente das mulheres, mas de tudo quanto possa ameaçar a sua virilidade e os confronte com os seus próprios conflitos internos e frustrações. O que, de certa forma, esta atitude se transforma numa peneira que funciona como triagem, afastando do nosso caminho os homens que nunca cresceram.

 

Já ouviram falar de “selecção natural”? Naturalmente!!!!

 



publicado por devaneiosdaTia às 21:34
link do post | Comentem Sobrinhos | Ver comentários (2) | favorito

Segunda-feira, 16 de Junho de 2008
Adoro "homens de reboque"!

 

 

 

 

 

 

Sempre confessei que os movimentos de libertação das mulheres nem sempre funcionaram como uma corrente a favor da classe... de todo! Reclamamos, e nalguns casos justamente, a equidade de género... mas se é certo que unanimemente todas concordamos que deverá existir igualdade no número de deputadas e deputados na Assembleia da República, a mesma linha de pensamento não se estende, por exemplo, à construção civil onde, até à data, não existem quaisquer registos de grupos de mulheres aos gritos e revoltadas a reivindicar igualdade na “arte” de carregar sacos de cimento. Nem poderiam existir tais fenómenos. A Tia, por exemplo, numa situação análoga, e a serem atendidos tais “direitos” teria, por certo, que sub-contratar um ajudante de trolha (no género masculino, entenda-se) para que os ditos sacos se movimentassem... confesso que já fiz a experiência com sacos de supermercado e, por mais que tente usar o poder da mente, só a força dos músculos é que consegue, com sucesso, resolver estes problemas motrizes. Dos músculos, ou de um sorriso simpático!

 

O mesmo se passa, definitivamente, com uma geringonça a quem amavelmente resolveram de apelidar de “automóvel” pois dada a complexidade da “personalidade” do dito, ainda não percebi, com toda a sinceridade, a utilidade do seu livro de instruções. Para nós seria mais adequado o termo “sarilhosmóvel”... Senão vejamos!

 

Regra básica de utilização que qualquer mulher entende: “Encher o depósito, ligar a ignição e prego a fundo que a coisa anda”... As menos loiras ainda acrescentam alguns itens à “filosofia” inicial tais como fazer as revisões periódicas, verificar o nível do óleo e da água, a temperatura... e enfim, estar mais ou menos atenta a qualquer “ronco” esquisito do dito. E uma olhadela, nem que seja de relance, de verificação se o mesmo não deixa peças para trás seria, nalguns casos, recomendável.

 

E sempre que pensamos que temos tudo controlado, que a vida seria perfeita se conjugada no feminino, eis que o “Sarislhosmóvel” resolve manifestar-se de tal forma estrondosamente, que só agora a Tia entende o poder persuasivo da publicidade dos medicamentos contra a obstipação no horário nobre das refeições. E eis que uma paragem na berma da estrada detecta um pneu furado!

 

Nada de pânico... regra número um: vestir aquela forma aparentada do colete de forças do Magalhães Lemos, concebido num dia de greve dos estilistas nacionais... e como se não bastasse a falta de design, ainda tenho que reflectir “menino, olhem todos, estou na berma da estrada à procura de um “macaco””. E confesso que o cumprimento desta segunda regra não me pareceu, de todo, nada fácil...  Quando é que passaria pela cabeça de uma Tia que para encontrar um pneu sobressalente e a dita ferramenta teria que praticamente esventrar o porta bagagens? Seria de todo mais fácil recordar as célebres matinés do “Tarzan” , e com uma desesperada imitação de “Chita” aguardar o feedback do símio... Isto sem falar na exímia performance – Tia tem um furo, Tia veste o colete, Tia abre a mala e berra que nem uma macaca! Lindo! Bravo!

 

Regra número três: elevar o carro... Bom, aqui devo relatar uns pormenores interessantes. O primeiro é que é mais fácil construir o mais enigmático dos puzzles do que conseguir encaixar a “ferramenta” elevatória.... a vontade que tive de pôr em prática as longínquas aulas de física, na sua temática das alavancas! O segundo é que quando, supostamente, ultrapassada esta dificuldade uma outra se nos apresenta.... Minhas queridas, os pneus não são, de todo, colados com supercola a uma geringonça qualquer.... Não, quatro magníficas e bem apertadas “porcas” sustentam aquilo tudo! E lá anda, mais uma vez, a Tia às voltas com o reino animal. E como se ainda não bastasse, o tonto do fabricante achou que a ferramenta ideal para tal exímia proeza seria uma “cruzeta” que a mim pareceu-me pesar quase uma tonelada... E eis que as ditas suínas nem um sinal manifestam de pretensa colaboração....

 

Bom, com os nervos em franja – Tia Franjinhas! Era só o que mais me faltava – procedo a uma breve análise do meu problema.... Partindo do princípio que virava Tia Popeye e venceria esta minha dificuldade, de certeza que não teria espinafres suficientes para erguer o pneu de um jeep... Sim, meus queridos, nunca me senti tão assarapantada com as dimensões de um pneu... até porque a elegância sempre foi minha fiel companheira. 

 

Foi neste preciso momento que a imagem da mulher independente, segura de si, confiante, com classe e elegante deu lugar a um cabide de colete reflector e de saltos altos, na berma de uma estrada, e a pensar cá com os seus botões e umas quantas manchas de óleo: “Qual quê.... É da Assistência em Viagem? Olhe minha querida, tenho a minha viatura imobilizada na berma da estrada e necessito de um espécimen masculino que me troque o pneu.... e nem um risinho, OUVIU?”

 

É por estas e por outras que ainda agradeço a Deus ter colocado homens neste mundo... pelo menos, homens de reboque!!!!....    

 

 



publicado por devaneiosdaTia às 16:04
link do post | Comentem Sobrinhos | Ver comentários (4) | favorito

Terça-feira, 3 de Junho de 2008
Porque é que os homens mentem e as mulheres choram?

 

Não, meus queridos, de forma alguma vou transcrever o livro de Allan e Barbara Pease. Até porque a temática reveste-se de profundidade! Lá está a Tia com os seus gracejos!!

 

É verdade que a mentira é alheia à questão dos cromossomas, ou seja, ela existe independentemente se estes se conjugam apenas com “X”, ou se este anda de “braço dado” a um “Y”.

 

Existem quatro tipos de mentira – a mentira branca, a piedosa, e maliciosa e a enganosa. Todos mentimos, é verdade, mas seria de todo recomendável o uso apenas da mentira branca, que faz parte do nosso tecido social, e nos impede de nos magoarmos ou nos insultarmos uns aos outros com a verdade nua, crua e dolorosa. Quando muito, o bom carácter apenas nos permitiria chegar até à mentira piedosa, quando utilizada como forma de ajuda dos demais.

 

Olá, Maria! A menina está com um aspecto horrível. E que tal fazer umas comprecas e escolher um bom soutien que fixe esse peito descaído?

 

Olá, Abel! O menino já reparou que está a precisar de obras profundas na cara? E já agora aproveite para aparar esses pêlos que lhe saltam do nariz!

 

Eis alguns exemplos de sinceridade exacerbada que nos traria, no mínimo, graves consequências sociais, ou não fosse a Maria campeã de kickboxing e o Abel de K1.

 

A maioria das mentiras pode facilmente ser detectada devido ao facto de envolverem, habitualmente, emoções que se escapam sob a forma de sinais visuais e verbais. Quanto maior a mentira, e mais emoções estejam envolvidas, mais pistas o mentiroso deixará escapar. E a maior parte dos homens, se bem que não o reconheçam, sabem o quão difícil é mentir a uma mulher, “face-to-face”, sem se deixar apanhar. Aliás, a Tia desde aconselha: não percam tempo com mentiras cara a cara; é demasiado difícil; utilizem antes o telefone, ou melhor, mandem um email. Sim, porque “estou a trabalhar” quando se nota perfeitamente que os meninos estão em casa, e ainda por cima quando o ladrar do cachorro em nada se assemelha a interferências do telemóvel.... por favor, não menosprezem a nossa inteligência!

 

E para que os meninos nos poupem aos vossos arrebates de “mentirece” aguda, ora vejam lá se reconhecem estes quatro exemplos mais comuns:

 

 Não estou bêbado” – esta mentira é fácil de deslindar até porque, usualmente, soa a “Natô bêbdo”. E não existe qualquer razão para o afirmarem, a não ser que o estejam, MESMO!

 

De uma vez por todas, eu não quis ir para a cama com aquela mulher” – claro, foi a contragosto... nem outra coisa nos passaria pela cabeça. E a verdade nunca será divulgada até porque os meninos pensam que nada têm a ganhar contando a mesma.

 

O sexo com a minha ex era horrível  - o sexo para os homens é uma constante na vida – é sempre bom, não importa com quem, onde e quando.

 

Somos só amigos” – existem outras variações tais como “ela é lésbica”, “ela só precisa de alguém com quem falar”, “ela está a passar um período dificil”, “ela está com uma doença terminal”, “ela não sente nada por mim”... enfim, afinal a mentira está somente na palavra !

 

E quando é que entra a parte dos choro das mulheres? Simples, meus queridos. Em que século é que os meninos julgam que estão? Será que lhes passou sequer pela cabeça que iríamos chorar “baba e ranho” porque os meninos estão noutra sintonia? Que pensamento tanto errático quanto patético.

 

É que nos dias de hoje, quando “viúvas”, somos mais alegres do que nunca!

 

 

 



publicado por devaneiosdaTia às 11:19
link do post | Comentem Sobrinhos | favorito

Terça-feira, 27 de Maio de 2008
Como utilizar um homem

 

 

 

 

 

 

Em época de crise anunciada há que ter em atenção pequenos truques preventivos do aumento da procura, de forma a controlar a inflação. E o espécimen masculino, que me desculpem os meus queridos, mas não é excepção. Vai daí que a Tia recomenda às meninas um pequeno cardápio de boas práticas:

 

1. Ao abrirem a embalagem, expressem uma cara neutra: não exteriorizem demasiado entusiasmo com o produto. È importante reter que um homem demasiado seguro de si não funciona correctamente, assemelhando-se em tudo a artigo defeituoso;

 

2. Recomenda-se que o mesmo seja guardado num local fresco (homem com mau cheiro, poupem-nos!) e seguro (não esquecer que o dito é frágil!);

 

3. Devem deixá-lo fora do alcance daquela vizinha loira e sorridente. Afinal há certas interacções que deterioram a sua composição;

 

4. Para ligar, basta darem uns beijinhos, no pescoço, logo pela manhã;

 

5. Para desligar, providenciem uma noite de sexo. Ele dorme que nem uma pedra e não diz nem boa noite (rudeza é um dos defeito de fábrica);

 

6. Programem-nos para assinar livros de 150 cheques sem fazer muitas perguntas;

 

7. Apenas devem carregar as suas baterias três vezes por dia : pequeno almoço, almoço e jantar. Reforços suplementares provocam inestéticos pneus, o que será, de todo, a evitar;

 

8. Em caso de defeito, algumas tácticas não resolvem, mas ajudam de sobremaneira! Comecem por esconder o comando da televisão. Se a falha persistir, cancelem o desporto do fim de semana e as saídas com os amigos. Mas se o problema for grave mesmo, é preciso tratamento de choque. A única solução é greve de sexo;

 

9. Coisas para as quais está instintivamente programado – ser motorista, mordomo, cozinheiro, técnico da construção civil, pisceleiro, mecânico, burro de carga, entre outras, devem ser estimuladas;

 

10. Mas atenção: retenham que homem não tem garantia e todos os exemplares estão sujeitos a inúmeros defeitos de fábrica. Não existe conserto. A solução é ir trocando até que se ache o modelo ideal, e recentes pesquisas indicam que este ainda não foi INVENTADO.

 

Nota: Desculpem, queridérrimos desta vossa Tia, mas não resisti a esta pequenina provocação :-)

 



publicado por devaneiosdaTia às 15:39
link do post | Comentem Sobrinhos | Ver comentários (2) | favorito

Quarta-feira, 14 de Maio de 2008
Contrafacção de “Tias”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A palavra “tia” é consensualmente utilizada como designação de um grau de parentesco. Contudo, actualmente, observa-se que em certos estratos da sociedade, a mesma adquire uma conotação diferente. “Tia” designa frequentemente uma mulher de meia idade, de fino trato e educação, que domina com mestria a arte da etiqueta, toda ela envolta num imprescindível e misterioso charme e glamour. Em nada condicentes com as manifestações de exibição dos trapos da moda, das jóias por pagar, do sorriso estampado à pressa para o fotógrafo de ocasião, do sotaque ligeiramente afectado e irritante que se apresenta como uma miscelânea de peixeira ensonada com uma  estrangeira nórdica a viver há dois anos em Portugal.

 

O habitat desta falsa estirpe são os chás de caridade, as associações beneméritas para si próprias, os casamentos das filhas dos amigos, as inaugurações de restaurantes, clubes, discotecas, bares e todo tipo de passagem de modelos, sempre sorrindo, como se a vida fosse uma novela. É, sobretudo, difícil distingui-las pela indumentária pois vestem todas de igual, usam o mesmo penteado e tem amantes de casaco preto e calças encarnadas. Os homens ao lado delas ficam sempre com ar de infelizes pelintras, uns pindéricos ao bom estilo “pobres amarrotados” pois, na verdade, são sempre as “tias” as protagonistas.

 

Muitas destas degeneradas "tias", com menos recursos económicos, mas com atributos de natureza estética e anatómica, elaboram complicadas estratégias para manter vários amantes, em simultâneo. Outras não se importam de trocar de parceiro, travesseiro ou marido desde que o nível de vida se mantenha em "altos padrões de qualidade". Afinal "tia" que se preza não perde uma única oportunidade de aparecer e, se possível, ao lado de um "playboy", visto que o marido já não está apresentável.

 

As que exibem as rugas e a passagem dos anos tentam disfarçar a idade debaixo de camadas sucessivas de cremes, que fariam as delicias de qualquer melga ou mosquito. E as que foram vítimas de um ataque nuclear cirúrgico estão constantemente a fazer-nos deambular entre a imagem do “Jocker” do “Batman” ou um pretenso spot televisivo da “Super Cola 3”, não vá um incauto nariz ou uma atrevida orelha desprender-se.

 

É, de facto, triste assistir às manifestações deste vasto e ridículo mercado de contrafacção de “Tias” . Sim porque, de certo, ninguém gosta de comer carne a saber a peixe, e vegetais a saberem a carne... Não é normal, nem tão pouco natural! Razão pela qual, esta Tia aqui ainda se mantém nas linhas da elegância da velha guarda...

 

 

 

 

 

 



publicado por devaneiosdaTia às 16:58
link do post | Comentem Sobrinhos | Ver comentários (2) | favorito

Terça-feira, 6 de Maio de 2008
A vida é bela!

Chegara finalmente a noite da vernissage . Estava uma deliciosa noite de primavera, com uma temperatura amena... os ingredientes mínimos indispensáveis para que a Tia encetasse uma verdadeira "charming production ”. E a deduzir pela “calorosa” recepção, posso afirmar, com toda a certeza, que não me havia saído nada mal. De súbito, todo este glamouroso ambiente fora quebrado... no horizonte avistava-se um vulto a que Tia inicialmente apelidou de “espadarte”. A visão era, simplesmente, aterradora. A elegância misturava-se com um sorriso de retardado e com a pior versão do “olhar à matador” que jamais se vira à face da terra. E pior ainda... o radar do energúmeno já me havia detectado.

 

Percorria a pouca distância que nos separava com a firmeza e o andar ao bom estilo John Travolta, nos tempos da “Brilhantina” e balançava-se tal como o pêndulo de um relógio, de um lado para o outro. O triste espectáculo fora subitamente interrompido por um esganiçado “Boa noite, princesa!  A noite está linda e vim ter com uma estrela...”, ao mesmo tempo que um abrir de asas espasmódico fez com que o relógio do personagem ficasse preso na farda do garçon, que por ali circulava. A Tia lançou um ar breve olhar de desprezo, e numa verdadeira economia de palavras, virou costas ao local do acidente.

 

Mas o dito "espadarte", desprovido de qualquer tipo de raciocínio, não se deu por vencido. Numa tentativa exasperada de "finishing her ”, adopta a técnica do alicate e, num arrojado agarrar de braço, solta mais uma esganiçada exclamação “És divina... Não achas que devemos fugir deste barulho e conversarmos num local mais sossegado?”.

 

A Tia confessa que foi uma oportunidade única esta. De facto, por em prática alguns dos ensinamentos do "body combact” é uma oportunidade excepcional, a não desperdiçar. E se tão depressa o pensei, mais depressa executei sendo que, reconheço, me deu uma especial satisfação constatar que após uma cotovelada no estômago o corpo reage, vergando-se, e as faces enrubescem quase que instantaneamente.

 

“Ah! A vida é bela” – murmurou a Tia . E para a próxima recomendo algo bem mais elaborado e sugestivo do que um “o açúcar é doce, e o sal é salgado”.   Mais grave do que ser patético é, de facto, não ter a noção do ridículo.



publicado por devaneiosdaTia às 16:11
link do post | Comentem Sobrinhos | favorito

Quarta-feira, 23 de Abril de 2008
Eres ardiente seducción...


Seducción es todo

El fuego y la pasión 

lo que viene de ti,

Son los ojos tuyus...

Que me miran y fijan mi alma... a la tuya solamente

Brillo que centella en mi espíritu

En tu cuerpo

Y me hace fluctuar en las estrellas,

Levitando en los sueños,

En la realidad de sentir

El abrazo tuyu,

Los besos tuyus...singulares, ardientes...

Seducción eres tu por entero,

Tu cuerpo y tu alma 

Las sonrisas tuyas...

Gracia que hipnotiza subyugándome

Toda yo, enteramente tuya

Por momentos, infinitos, mío!

 


 

 


música: Duffy - "Mercy"

publicado por devaneiosdaTia às 12:01
link do post | Comentem Sobrinhos | favorito

Sexta-feira, 18 de Abril de 2008
Eureka? Poupem-nos a plágios....

Longe vão os tempos em que nós, Tias, nos fazíamos distinguir pelas tintas escandalosas dos famosos acobreados e platinados, pelos cabelos desgrenhados e leoninos que nos davam um aspecto de verocidade sexual reformada ou, para as mais conservadoras, os penteados altos e potentes ainda se conseguiam distinguir na “variedade” tigresa da indumentária.

 

Muito mais do que a montra, ainda fomos a tempo de nos apercebermos que Tia significava, para além de elegância, charme e glamour, todo um trabalho de bastidores deveras indispensável, sendo que a inteligência, o bom senso, a assertividade, a criatividade, o espírito critico e de aventura, quando bem doseados com os primeiros ingredientes, formavam uma massa compacta, com um forte poder sedutor, persuasor e de impacto.

 

Tia que é Tia, e não me refiro com certeza às imitações “baratas” , é, sobretudo, uma mulher astuta e inteligente. Jamais duvida que é uma pessoa completa, tendo ou não, um homem na sua vida. Inteligência significa, também, ser racional, permitir que a mesma controle as emoções e nunca o inverso, confiar mais nos valores do que nas hormonas, eleger relacionamentos saudáveis, seleccionar pessoas positivas e que as apoiem, fugir de relacionamentos tanto “perigosos” como “desastrosos” e que nada mais trazem senão problemas, e afastam-se de todos quanto as tentam controlar. Na vida de uma mulher inteligente não há espaço para paixões obsessivas, sendo que as mesmas são geridas com equilíbrio e com sentimentos recompensados.

 

Uma Tia, sabe que nunca, em situação alguma, deve estar tão cega pelo desejo ao ponto de não discernir convenientemente sobre as características do espécimen masculino que tem à sua frente. Mais, reconhece-as a qualquer distância e sob qualquer ângulo. Não necessitamos, de todo, que macho algum valide qualquer tipo de sensação que se assemelhe a poder pessoal, preferimos a solidão e a independência a MÁS relações e, em situação alguma, colocamos a nossa vida em compasso de espera. Não deixamos de ser, de forma alguma, românticas. Mas o romantismo não é carburante, sobretudo quando o motor é monofásico. E se os meninos estão á espera de nos fazerem sentir especiais, adivinhem só – NÓS JÁ SOMOS ESPECIAIS. Escusam de usar as mais obsoletas técnicas de descoberta da pólvora. É que nem os meninos são chineses, nem estamos no século IX.

 

Minhas queridas, pode, de facto, ser doloroso renunciar a um sonho mas, por vezes, é a única coisa inteligente que as meninas podem fazer. Não concebo, de facto, relacionamentos que se sustentam à base de poemas de amor plagiados, câmaras de horrores de chamadas telefónicas, presentes desprovidos de significado, chantagens emocionais baratas ou jogos de poder ao bom estilo da sétima arte, entre tantas outras barbaridades.

 

Penso que todos se esquecem de que, quando o sonho é em dueto não pode apenas figurar em cardápio “um sonho de mulher”, ou vice-versa, claro! É que, embora originados de fontes diferentes, dois tons em uníssono têm que estar à mesma altura. Como tudo na vida, aliás, e mais ainda quando de relações de trata, não vão as mesmas transformarem-se em ralações.

 

P.S. – Espero que a dissertação e reflexão sobre o tema devolvam à menina um sorriso há muito desvanecido


Tia sente-se: Tia poderosa :-)
música: Vaya con Dios - "Don´t cry for Louie"

publicado por devaneiosdaTia às 09:36
link do post | Comentem Sobrinhos | favorito

Quinta-feira, 17 de Abril de 2008
Nem para amigo, meu caro!

Não passou despercebida, a esta vossa Tia uma conversa entre dois “cavalheiros” e uns tantos “whiskies on the rocks”. Pelo teor, de facto, creio que o álcool tomou conta da lucidez dos intervenientes, dada a insipiência dos conceitos e da própria “filosofia”.

 

Imagina que a gaja agora saiu-se com esta de sermos só amigos. Grande tanga!” – eis a frase que despertou o meu sentido auditivo. Não seria necessário ouvir muito mais para constatar a chave do “problema” ... bastou um simples olhar, pouco crítico e selectivo devo confessá-lo, complementar as blasfemas palavras ouvidas para tudo se tornar límpido, além de óbvio!

 

Eu vi logo que ia dar nisto.... andaste a tratá-la como se fosse uma princesa, uma relíquia de porcelana... o que as gajas querem é sexo, bom sexo, aliás”...  criticava o “ombro amigo”. Por segundos,  as suas vozes assemelharam-se a gemidos de primatas, e a imagem do “homem das cavernas” invadiu a mente desta vossa Tia.

 

Desliguei o meu sensor ambiente e senti-me reconfortada no meu mundo civilizado. Seria possível tanto desprovimento de ginástica mental? Seriam seres suspensos, à margem da teoria da evolução? Pelo menos da cerebral, disso estava certa!

 

Recusei que a minha mente tecesse mais considerações. No entanto, se o desprezo tivesse expressão, com toda a certeza que os meus olhos profeririam: “Comigo, nem para amigo, meu caro!”

 

 

 

 


música: Pictures of You
Tia sente-se: Eternamente Tia :-)

publicado por devaneiosdaTia às 14:44
link do post | Comentem Sobrinhos | Ver comentários (2) | favorito

Terça-feira, 8 de Abril de 2008
Foram os meninos que pediram a "pessoa certa"?

 

 

Ultimamente, entre algumas conversas e alguns conselhos, a Tia depara-se inúmeras vezes com o paradigma do “que é a pessoa certa”. Sim, meus caros Sobrinhos, confesso que por vezes me incomoda tanto queixume envolto na questão. Tanto se trata de um grau de exigência pelos meninos fixado, como uma boa desculpa para um alegado falhanço emotivo ou relacional.

 

Partindo do princípio que não existem pessoas erradas, nem nada de errado com as pessoas, apercebo-me que “pessoa certa” funde-se com as exigências pessoais dos meninos e que tais premissas não são, de forma alguma, estáticas. Sim, existe, de certa forma, um estereótipo pré-concebido sendo que o mesmo  poderá sofrer ligeiras mutações, dependendo das pessoas e das circunstâncias.

 

Mas, afinal, quais os ditames do mercado?

 

Ao que parece, a ideia de partilha de vida ainda persiste pese embora, por vezes, denoto alguma inconsistência  quanto às definições de “minha vida”, “a tua vida”, “a nossa vida”... Para uns, o eu e o tu fundem-se numa simbiose perfeita do nós. Para outros, por certo mais individualistas, o eu e o tu apresentam-se numa escala de dó maior.

 

Conceitos como a amizade, que “queira e seja o melhor para mim” também se encontram, igualmente, disseminados. Ao que parece, “a pessoa certa” não é alguém em quem, a dada altura da nossa vida, tropeçamos. É igualmente alguém que aprecia os meninos na sua plenitude, com os defeitos e virtudes mundanos, que os estimula e que lhes proporciona o ensejo de serem ainda melhores. Alguém que aceita as loucuras, as inseguranças, e que ao mesmo tempo, não se deixa inferiorizar quando aos meninos lhes apetece brilhar. Alguém que não tem exactamente os mesmos gostos, mas que os partilha sem recriminações.

 

Alguém para quem o sexo seja uma constante progressão, descoberta e exploração, delimitado apenas pelos desejos de ambos.

 

Sinceramente, não creio que a felicidade e o amor se cinjam a ideais, a “pessoas certas” cujas características inatas poderão proporcionar maior ou menor afinidade relacional. Creio que os meninos dedicam uma exacerbada atenção às pessoas, em detrimento de sentimentos e emoções. A realidade, é que a felicidade em nada se prende com ideais. E tão pouco é certo serem apenas os sentimentos a transportarem os meninos pela auto-estrada da felicidade. Não se esqueçam das paragens nas portagens e, mesmo sendo portadores de via verde, há toda uma manutenção inerente ao veículo, para que a viagem se revista de segurança  e de destino certo.

 

E no que a manutenção concerne, a Tia é como um carro de alta gama – a mesma sai cara, mas duram uma vida!  

 

 

 


Tia sente-se: Tia "Certa", obviamente

publicado por devaneiosdaTia às 12:31
link do post | Comentem Sobrinhos | Ver comentários (2) | favorito

Sexta-feira, 4 de Abril de 2008
E com classe....

 

 

"Eu dizia que
Mulheres só com muita classe!
E quando a vi...
Altiva e orgulhosa
Achei-a perigosa
De uma inocência maliciosa
De uma beleza misteriosa
De uma subtil sensualidade
Que me fez sair da realidade
E desejá-la com loucura...

Naquele momento decidi
Que tinha de a ter
De nela me inebriar de prazer
De a possuir de todas as formas
Sem qualquer tipo de normas
Até de cansaço me esgotar.

Quando a tive finalmente
Era simplesmente deliciosa
Selvagem e quente
Activa e exigente
Mulher ardente!
Me levou à exaustão
E com classe...
Quase roubou o meu coração."



Tia sente-se: Tia romântica
música: The Cure - "Friday I'm in Love"

publicado por devaneiosdaTia às 11:49
link do post | Comentem Sobrinhos | favorito

Segunda-feira, 31 de Março de 2008
Almanaque Tia – mês de Março

 

A Tia confessa uma propensão, fora do comum, para se exilar da penúria deste cantinho à beira mar plantado... longe desta “selva” de problemas económicos, políticos e sociais, em Ialta, ou na cidade romântica de Jurmala, e com uma piquena pincelada kitsch, instala-se numa vila eduardina. 

 

Da refinada aristocracia russa, a neta da terrorista Vera Zassoulich ou os filhos de Iuri Gagarine são um bom passaporte para uma estada em Sotchi, cidade onde se respira, aqui e ali, um perfume de império ou de União Soviética. No entanto, os arrivistas estão a impor-se em toda a Rússia sendo que, para se abstraírem deste lamentável espectáculo, a Tia recomenda a leitura de uma das histórias de caça de Ivan Turgueniev (um dos mais elegantes escritores russos), um Tolstoi ou um Dostoievski (porventura o menos aristocrático dos três).

 

Sim, finalmente algo inspirador! Nada como contemplar a miséria, envolvendo a elegantérrima silhueta em refinadas peles de extinto vison marinho, imiscuindo-se o glamour com a adrenalina da aventura terrorista...  Sim.... uma recôndita fonte inspiradora para a Sra. Ministra Ana Jorge... vários atentados aos SAP e, com tudo dizimado, por certo evitar-se-iam as contestações popularuchas... uma lufada das inúmeras técnicas da secreta russa ajudariam, de certo, o Sr. Ministro das Finanças a respeitar os critérios de convergência e até a Sra. Ministra da Educação obteria os famigerados louros no novo Sistema de Educação!

 

Além do constante e indispensável exercício mental, a Tia também não descura alguns exercícios físicos sem, no entanto, passar pelas pindéricas aulas de ginástica ou praticar jogging. De todo! Em vez destas práticas possidónias, planta um Jasminum Sambac (o “pequeno lírio-do-vale” do grão-duque) no seu jardim de inverno. Quantas calorias requintadamente  “queimadas”!

 

Durante a Páscoa, nada como uma visita ao Salão do Louvre e admirar os Gobelins do Museu de Versalhes, arvorando um ar decepcionado quando o guarda informar os meninos de que os mesmos não estão à venda. Tão pouco devem denunciar que aproveitarem uma das muitas viagens low-cost e que as incursões nas lojas da Place Vendôme, da Avenue Montaigne e da Place de la Madelaine não se traduziram em abastados “devaneios consumistas”.

 

Este mês, a Tia também sugere que os meninos encomendem sapatos novos, por medida e, por certo, mais primaveris... Mas casos sofram de problemas ortopédicos (o que não se pode dizer que seja de muito “bom-tom”) a Tia propõe uma solução mais decente tal como a aquisição de uma cadeira rolante, de madeira de cerejeira do final do século XIX, a qual, além de proporcionar aos meninos um toque de classe, merecerá, certamente, um lugar de destaque em eventos de moda, tais como o Portugal Fashion ou a Moda Lisboa.

 

Sapatos? Mas porquê sapatos, observa um qualquer Sobrinho mais desatento... Meus queridos – returque pacientemente esta vossa Tia – a não ser que pretendam dar vida a personagens da Walt Disney tais como a Minnie, a Clarabela ou a Bruxa Má, a Tia recomenda, sobretudo às meninas, que se mantenham firmemente em contra-ciclo com a moda Primavera/Verão 2008.

 


Tia sente-se: Tia "en tour"
música: The National - "Secret Meeting"

publicado por devaneiosdaTia às 15:50
link do post | Comentem Sobrinhos | Ver comentários (1) | favorito

Terça-feira, 18 de Março de 2008
Bem demais com a vida para sermos "eleitas"


Bonitas, elegantes, inteligentes, com sentido de humor requintado, independentes financeiramente e bem sucedidas na área profissional... Eis uma nova geração de piquenas de um outro campeonato que excluem, logo de antemão, as horas que os meninos passam no ginásio, olham de lado o excessivo solário, desdenham o vosso maravilhoso guarda roupa, fazem chacota do vosso galanteio e pouco lhes importa a fonte de rendimentos dos meninos, desde que se auto-sustentem...

 

E porque razão as meninas se apresentam “tan solas? É óbvio que os inúmeros especialistas da matéria apontam como causa da solidão feminina a adopção de uma postura muito independente em que as piquenas se julgam auto-suficientes inclusive nos relacionamentos afectivos, e também o desconforto causado nos meninos que ainda não se acostumaram com os novos papéis assumidos por esta vaga de bem sucedidas. Meus queridos, que miscelânea de pensamentos tão erráticos...

Mas nada melhor do que vos abrir um pouco o véu deste mistério e convidar os meninos, ainda que por uns breves segundos, a desempenharem o papel da bela e bem sucedida nos seguintes cenários:

 

1.    “Uma galinha na Etiópia” – Sim, meus queridos... Não será, de todo, disparatado pensar na quantidade de records que uma incauta galinha iria, certamente, bater caso, acidentalmente,  atravessasse tal território. Uau... finalmente os meninos podem fazer uma pequena ideia de quantos de vocês se comportam como autênticos “esfomeados”, sendo que somos constantemente rotuladas de “a única refeição disponível”... o elenco é péssimo, a caracterização nem se fala e só a boa educação não nos leva a gritar “TIREM-NOS DESTE FILME!”, de terror, por certo!;

 

2.    “Cá estou eu para te consertar” – Ó vil gene masculino... Sempre tão ávido de... e predisposto a... Não vos parece ser hora de, subtilmente, abandonarem de vez a bricolage desenfriada?

 

3.    O “boião da coltura” - a obrigação de todas suportarem os delírios dos meninos, o dever de subvencionar o vosso escol de erudição - mas que não nos compete questionar a qualidade das propostas culturais porque isso é um atributo das mentes superiores, sendo que “les femmes”, estão de certo, excluídas... Poupem-nos!

 

4.    “Aproveita que estou em saldo” – Por ser para a menina, e nunca denunciando que o valor nominal do “querido” está em franca correcção no mercado, aproveite a oportunidade para conhecer e desfrutar da companhia de um homem de verdade... e quão bondosa oferta, justamente na altura em que a concorrência é deveras acérrima! Desculpem meus queridos, mas está na hora de desligarem a corrente hormonal e pôr em funcionamento a cerebral!

 

5.    “Comprometido... mas caridoso” - O homem não é infiel, ele apenas tem "Caprichos Passageiros", sendo que, no que concerne a caridade amorosa, está sempre atento e apto a ajudar a próxima. Desculpem, mas piqueno comprometido é sempre inadequado, mesmo que ele e a sua cara metade tenham um “acordo mútuo, “ou que o casamento esteja morto”... Vá lá, fantasias com mortos e funerais não serão, de todo, lá muito sadias...

 

6.    “Vou-te tomar de assalto” - Como qualquer poder que se quer absoluto, o “rei sol” julga-se sempre magnânimo. O piqueno apresenta-se como uma estrela – a mais próxima das meninas – sendo que todas as prioridades giram em seu redor e as excepções a esta regra deverão ser desprendidas de qualquer tipo de energia e vigor – afinal ele – “a central nuclear” - não está presente!

 

Ao exposto acrescenta-se, ainda, que estamos muito bem com a vida, ao contrário do que os meninos possam pensar. Vamos ao cinema com frequência, jantamos fora amiúde, frequentamos os teatros, os eventos culturais e as discotecas ao ritmo da nossa vontade. Somos consumidoras mais caprichosas, fazendo longas incursões no chamado mercado de luxo. Aliás, o mercado empresarial convencionou chamar-nos “singles”, isto é, pessoas sem responsabilidades familiares que geralmente vivem sós e cujo estatuto económico e social é superior à média...

Queridérrimos, seja qual for a análise e definição que os meninos construam contactem somente a realidade dos factos: Sentimo-nos realizadas pessoal e profissionalmente, edificamos a nossa própria felicidade e não manifestamos a menor vontade de partilha e constrangimento da nossa vontade própria. “Do you get it?”

 


 

 

 

 

 



publicado por devaneiosdaTia às 10:56
link do post | Comentem Sobrinhos | favorito

Quinta-feira, 13 de Março de 2008
Até no supermercado há lugar a ataque!!!

A Tia confessa que por vezes se sente um tanto ou quanto deslocada das novas realidades, fenómenos no mínimo curiosos e intrigantes... Senão vejamos! À partida uma ida ao supermercado poderia implicar, no meu conceito obviamente, uma tarefa árdua relativamente ao cumprimento integral de uma lista elaborada previamente, um enfrentar impaciente de longas filas de espera, stress, muito stress...e punjância física que, obviamente, muito preferiria delegar num qualquer burro de carga... Enfim, tudo menos assazes manifestações entre os sexos sob os meandros do código do engate! Como me encontrava desfasada da actual realidade. É que ao que parece uma incursão neste tipo de estabelecimentos pode traduzir-se  numa noite bem passada, com aquecedor particular e até quiçá encontre a sua alma gémea! Sim, os meninos nem imaginam as maravilhas que podem ocorrer entre vulgares sacos de plástico! E que mal que isto me soa...

 

Independentemente de se tratar do Jumbo, Continente, Feira Nova ou Pingo Doce, minhas queridas, o cenário já está criado, a atmosfera à temperatura ideal... a não ser que passem na área dos congelados... digo eu, na minha santa inocência, confesso! Mas vejamos os sinais de fumo existentes entre as tribos: 

 

  1. Um homem que faça compras sozinho é um alvo a abater. Mas tal constatação é precedida SEMPRE de um olhar crítico ao anelar esquerdo do dito... Ausência de aliança... Ok. Passou no primeiro critério. Segundo olhar analítico... é portador de alguma lista de compras? Em caso afirmativo toca a debandar pois duas hipótese se colocam: ou é comprometido, ou é gay. Em qualquer dos casos, deixou de ter interesse. Há que perseguir outra vítima...

  2. A zona das refeições congeladas é uma área privilegiada no que ao engate concerne. Isto porque é, essencialmente, frequentada por solteiros, divorciados ou viúvos (atenção aos prazos de validade, por favor!), que residem apenas com eles próprios e que, decepcionados com a vida, “macambuziam” na esperança de que um belo exemplar os anime.... Ao que parece, é no frio dos congelados que mais se procura algum calor!
  3. Também tem um particular destaque a zona da fruta e dos legumes frescos. Qualquer piqueno que por lá deambule preenche os requisitos no que diz respeito às preocupações de saúde e bem-estar, além de que, certamente, não será, de todo, especialista em frescura e grau de maturação... Minhas queridas, ao menor sinal de “socorro”, as meninas façam o especial favor de tirarem partido da situação pois, ao que parece, é entre uma “snifadela” a um melão e um apertão a uma beringela que a conversa e os olhares se cruzam, assim como podem eventualmente ocorrer um convite para uma sopa caseira...
  4. Os detergentes para a roupa também são uma óptima ferramenta/isco.... sim, minhas queridas, até porque a conversa sobre trapos termina, invariavelmente nos gostos relativos a lençóis que, a serem devidamente direccionadas, poderão criar ambientes deveras sugestivos... Por isso mesmo, devem adoptar uma postura de verdadeiras expert e tomarem de assalto a máquina de lavar roupa dos piquenos!
  5. A área da iluminação também tem os seus encantos, sobretudo para aqueles que já se encontram um pouco exaustos dos ambientes de engate de bares e discotecas onde a meia luz, ou a ausência dela, só produzem os efeitos desejados em caso de desespero. Convenhamos que uma boa lâmpada fluorescente não dá azo a qualquer tipo de camuflagem, sendo certo que os seus frequentadores não serão, de todo, do tipo “engana-me que eu gosto”. 
  6. “The Pet’s zone” também é um must... Ao que parece é entre os biscoitos para cão e os enlatados para gato que se produzem longos e interessantes diálogos sobre o estado do pêlo do dito, as mais recentes técnicas de tosquia ou os seus gostos mais excêntricos e extravagantes. E, como há quem diga que o animal de estimação revela muito da personalidade do dono, minhas queridas, há que explorar bem as técnicas do “sacar de informação” não vão as meninas confundir um rafeiro com um persa.

Por isso minhas queridas tirem o devido partido do exposto, sendo que esta vossa Tia aqui, depois desta, estará, com toda a certeza, refugiada no seu bunker... e a ração de combate, por certo! Ou de regresso ao comércio tradicional...


 




música: silêncio total
Tia sente-se: Tia estupefacta

publicado por devaneiosdaTia às 15:59
link do post | Comentem Sobrinhos | Ver comentários (2) | favorito

Segunda-feira, 10 de Março de 2008
Boys don't cry... as girls as well....

Os “The Cure” foram, de facto, uma máquina do tempo no Pavilhão Atlântico, num dos mais longos concertos deste local de eventos lisboeta. As mais de três horas de concerto, em três encores, chegaram para satisfazer o gosto de todos, desde os adeptos da fase mais sombria e gótica dos “The Cure”, até aos revivalistas das canções mais pop que marcaram os anos 80, sendo que alguns inéditos à mistura deixam vislumbrar o lançamento do próximo álbum.

Sem margem para dúvidas, a banda ultrapassa os limites de qualquer rótulo em que já tenha sido enquadrada e continua agradando a todos os adoradores do bom e velho Rock.

 

Por entre a plateia, na sua maioria composta por fãs com mais de 30 anos, era fácil ouvir conversas em espanhol, inglês ou alemão, enquanto se esperava ansiosamente pela entrada em cena do quarteto. Em palco, a energia dos “The Cure” mantem-se peculiar, sendo que as parcas palavras de Robert Smith contrastam com uma voz e presença únicas.

 

A letargia do desespero, o limite da lucidez já muito perto da insanidade, o mainstream, a consciencialização de que o passado não volta... tudo isto influenciou, como já o reconheceram algumas bandas, que têm nos “The Cure” e nos “The Smith” uma das suas principais influências.Smashing Pumpkins, Placebo, Interpol, Mogwai, Deftones, Bloc Party, Dinosaur Jr., Blink 182, Jane’s Addiction, My Chemical Romance, Hot Hot Heat são alguns dos nomes mais sonantes, já para não referir uma interminável lista de bandas góticas. Os “The Cure” são, indubitavelmente, uma das bandas que mais influênciou o rock alternativo moderno.

 

A imagem do “eyeliner in black” é apenas uma das muitas manifestações de uma corrente muito própria e diversificada que uniu nesta mística a “old” and “new” geração “The Cure”.... e a Tia esteve lá, e a preceito....


Tia sente-se: Tia Curada :-)
música: Close To Me - The Cure

publicado por devaneiosdaTia às 14:03
link do post | Comentem Sobrinhos | favorito

Sexta-feira, 7 de Março de 2008
Armas silenciosas para guerras desconhecidas

 

“Come on, wake up!”….

 

Choquem-se, pasmem-se, façam o que os meninos bem estenderem mas não me canso de dizer que nos confrontamos diariamente com um fenómeno que a Tia apelida de “estupidificação das massas” onde, através de técnicas básicas mas subtis, as elites políticas e económicas obtêm dos demais um uníssono de “Yes, Master!”. E por muitos queixumes que ouça, o que é certo é que as maiorias gostam de ser dominadas pelos lobbies.... É um modo fácil de vida, sobretudo dos Lusitanos, que não conseguem sobreviver sem uma boa dose de lamúrias, resignando-se a uma vidinha de futilidade e vazio cerebral... e quantas vezes nos deparamos com algo próximo de “não importa se o és, mas tens que parecê-lo”... E o que a Tia, de facto, constata é que neste marasmo generalizado todos têm aspirações a serem coisa alguma, o que é algo impressionante, de facto!

 

“Mas de que fala a Tia?” – questiona-se uma das muitas alminhas distraídas. Sinceramente, meus queridos, já não tenho pachorra sequer para responder. Mas a Tia, numa das suas vastas incursões literárias deparou-se com um artigo que a poupa a longas horas de explicações... a linguagem é acessível, os conteúdos inteligíveis, logo os meninos podem ir buscar as pipocas e sentarem-se a digerir os conteúdos que se seguem:

 

1- A estratégia da diversão
Elemento primordial do controle social, a estratégia da diversão consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e da mutações decididas pelas elites políticas e económicas, graças a um dilúvio contínuo de distracções e informações insignificantes. A estratégia da diversão é igualmente indispensável para impedir o público de se interessar pelos conhecimentos essenciais, nos domínios da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por assuntos sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar, voltado para a manjedoura com os outros animais”

 

2- Criar problemas, depois oferecer soluções
Este método também é denominado “problema-reacção-solução”. Primeiro cria-se um problema, uma “situação” destinada a suscitar uma certa reacção do público, a fim de que seja ele próprio a exigir as medidas que se deseja fazê-lo aceitar. Exemplo: deixar desenvolver-se a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público passe a reivindicar leis securitárias em detrimento da liberdade. Ou ainda: criar uma crise económica para fazer como um mal necessário o recuo dos direitos sociais e desmantelamento dos serviços públicos.


3- A estratégia do esbatimento
Para fazer aceitar uma medida inaceitável, basta aplicá-la progressivamente, de forma gradual, ao longo de 10 anos. Foi deste modo que condições sócio-económicas radicalmente novas foram impostas durante os anos 1980 e 1990. Desemprego maciço, precariedade, flexibilidade, deslocalizações, salários que já não asseguram um rendimento decente, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se houvessem sido aplicadas brutalmente.


4- A estratégia do diferimento
Outro modo de fazer aceitar uma decisão impopular é apresentá-la como “dolorosa mas necessária”, obtendo o acordo do público no presente para uma aplicação no futuro. É sempre mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro porque a dor não será sofrida de repente. A seguir, porque o público tem sempre a tendência de esperar ingenuamente que “tudo irá melhor amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Finalmente, porque isto dá tempo ao público para se habituar à ideia da mudança e aceitá-la com resignação quando chegar o momento. Exemplo recente: a passagem ao Euro e a perda da soberania monetária e económica foram aceites pelos países europeus em 1994-95 para uma aplicação em 2001. Outro exemplo: os acordos multilaterais do FTAA (Free Trade Agreement of the Americas) que os EUA impuseram em 2001 aos países do continente americano ainda reticentes, concedendo uma aplicação diferida para 2005.


5- Dirigir-se ao público como se fossem crianças pequenas
A maior parte das publicidades destinadas ao grande público utilizam um discurso, argumentos, personagens e um tom particularmente infantilizadores, muitas vezes próximos do debilitante, como se o espectador fosse uma criança pequena ou um débil mental. Exemplo típico: a campanha da TV francesa pela passagem ao Euro (”os dias euro”). Quanto mais se procura enganar o espectador, mais se adopta um tom infantilizante. Porquê?  “Se se dirige a uma pessoa como ela tivesse 12 anos de idade, então, devido à sugestibilidade, ela terá, com uma certa probabilidade, uma resposta ou uma reacção tão destituída de sentido crítico como aquela de uma pessoa de 12 anos”.

 
6- Apelar antes ao emocional do que à reflexão
Apelar ao emocional é uma técnica clássica para curtocircuitar a análise racional e, portanto, o sentido crítico dos indivíduos. Além disso, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para ali implantar ideias, desejos, medos, pulsões ou comportamentos…


7- Manter o público na ignorância e no disparate
Actuar de modo a que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para o seu controle e a sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes inferiores deve ser da espécie mais pobre, de tal modo que o fosso da ignorância que isola as classes inferiores das classes superiores seja e permaneça incompreensível pelas classes inferiores.

 

8- Encorajar o público a comprazer-se na mediocridade
Encorajar o público a considerar “fixe” o facto de ser idiota, vulgar e inculto…


9- Substituir a revolta pela culpabilidade
Fazer crer ao indivíduo que ele é o único responsável pela sua infelicidade, devido à insuficiência da sua inteligência, das suas capacidades ou dos seus esforços. Assim, ao invés de se revoltar contra o sistema económico, o indivíduo se auto-desvaloriza e auto-culpabiliza, o que engendra um estado depressivo que tem como um dos efeitos a inibição da acção. E sem acção, não há revolução!…


10- Conhecer os indivíduos melhor do que eles se conhecem a si próprios
No decurso dos últimos 50 anos, os progressos fulgurantes da ciência cavaram um fosso crescente entre os conhecimentos do público e aqueles possuídos e utilizados pelas elites dirigentes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” chegou a um conhecimento avançado do ser humano, tanto física como psicologicamente. O sistema chegou a conhecer melhor o indivíduo médio do que este se conhece a si próprio. Isto significa que na maioria dos casos o sistema detém um maior controle e um maior poder sobre os indivíduos do que os próprios indivíduos. “

 

E agora? São necessárias mais explicações???? E não se limitem ao que acabaram de ler.... perspectivem estes 10 pontos no âmbito dos mais variados temas... "Did you get it?"


música: Planet Earth (2007) -Prince Rogers Nelson
Tia sente-se: You must be good......

publicado por devaneiosdaTia às 11:03
link do post | Comentem Sobrinhos | favorito

Sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008
Amar-te-ei enquanto teu cartão tiver saldo

Estava um lindo dia para um casamento. Os pais da noiva tinham penhorado as jóias de família para que a Igreja se encontrasse apinhada de familiares e amigos felizes. A noiva, deslumbrante no seu vestido de cetim, prestes a ceder à pressão do estrangulamento dos inestéticos pneus... qualquer incauto espirro deitaria tudo a perder; o noivo elegantérrimo no seu smoking preto, pese embora um branqueamento dentário teria sido, de todo, recomendável. À volta de ambos, os convidados formavam com que uma nuvem colorida de tafetás e fraques em tons condizentes. Enquanto permaneciam de pé, diante de um padre de cabelos grisalhos, os noivos trocavam olhares profundos proferindo, de seguida, os votos que haviam escrito.

 

Tu serás o meu melhor amigo” – prometeu ela solenemente – “à excepção da Lili, que será a melhor entre as amigas e do meu pastor alemão, o Nero, que irá dormir aos pés da nossa cama”...

 

Prometo cuidar de ti e querer o que apenas for melhor para ti” – respondeu ele – “desde que lucre alguma coisa com isso, para aí esteja virado, e não implique visitas frequentes da tua mãe”...

 

Amar-te-ei tal como és” – disse ela – “mas depois de casados espero que bebas menos, trabalhes mais, que comeces a interessar-te algo mais por arte, e que tires de vez essa hedionda barba”...

 

O que é meu, teu será” – replicou ele – “à excepção do dinheiro que não sabes que existe e daquele que vou depositar numa conta privada, na eventualidade de as coisas não correrem bem”....

 

Prometo amar-te incondicionalmente!” – exclamou ela – “pelo menos até fazeres alguma coisa que considere inaceitável; prometo perdoar e esquecer, apesar de saber que o rancor já é mal de família; e nunca adormecer zangada, mesmo que para isso tenha que ficar acordada a noite inteira a espumar de raiva”...

 

Amar-te-ei para sempre, de corpo e alma!” – retorquiu ele – “desde que não percas essas fantásticas medidas 86-60-86”...

 

Prometo acarinhar-te cada dia, enquanto ambos vivermos” – respondeu ela com os olhos repletos de lágrimas de felicidade – “ou enquanto conseguir aturar-te a ti e ao saldo do teu cartão de crédito”...

 

E lá partiram eles... Foram arrastados pelo mar do amor, deixando-se levar pela corrente dos sentimentos e emoções que, mais cedo ou mais tarde, os devolverá à costa rochosa da vida.

 


Tia sente-se: Tia comovida
música: Katie Melua - "If you were a Sailboat"

publicado por devaneiosdaTia às 11:09
link do post | Comentem Sobrinhos | favorito

Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008
Almanaque Tia - Fevereiro

 

A Tia confessa que se trata de um mês árduo pois tem lugar a reunião de família anual para a qual são convidados centenas de parentes (os oficiais, sendo que dos bastardos faz-se por desconhecer o paradeiro), todos eles pródigos em discursos nostálgicos, tradicionais e cúmplices... um cenário deveras edílico, demais até para esta vossa Tia!!!

Nada melhor do que passar todo um fim-de-semana no solar familiar do século XVII, que apenas por simpatia refiro que ligeiramente deteriorado, onde um dos inúmeros Sobrinhos da Tia (estudante de Belas-Artes) teima em lhe apresentar a noiva (por certo descendente de uma família de artistas da velha nobreza espanhola)... Ainda bem que a piquena ainda não chegou... por certo, e para minha única felicidade, talvez tenha tido um imprevisto de última hora....

Do terraço dominando o vale enevoado a Tia saúda gentilmente a sua Tia-Avó, proprietária de alguns quadros de mestres flamengos, abandonados na ala esquerda da casa de Bordéus onde reside, e que apenas consigo ver que ficariam a matar no meu sótão (diga-se a propósito que uma natureza-morta na cozinha causa igualmente grande impressão!). E de súbito viu-se obrigada a prometer uma visita para breve, afinal temos que por a jogatina de bridge em dia.... Bom, mais valia ter-me fingido afónica!

Este mês, dado que se deve, de todo, evitar as lojas por causa dos saldos, a Tia  sugere um fim-de-semana de patinagem no Eibsee (hotel com o mesmo nome, suite com vista esplêndida sobre o lago, fantástico... deveras). Se o tempo o permitir, recomendo que levantem voo na direcção de Marrocos, onde uma semana numa vivenda com oito quartos, terraço, duas criadas e um chauffeur mudo parecem-me bem!

A tia também não esquece as recomendações literárias para este mês: algumas passagens intelectuais da correspondência da condessa Anna de Noialles com Maurice Barrès (de preferência antes da sesta, economizando-se desta forma alguns euros em indutores de sono), ou então o Molière favorito dos meninos.

Uma escala em Casablanca para uma pequena cura termal também me parece bem.... sempre aproveitam o facto para se aprovisionarem de especiarias e para darem um salto à festa de aniversário de uma princesa local que confiscou, para a ocasião, o hipódromo de Rabat ou a totalidade da cidade de Essaouira... E, após os festejos, permaneçam mais uns dias pois, sendo os meninos meus Sobrinhos, é mais do que certo que essa será a vontade da dita princesa.

Fujam, de todo, do Carnaval no norte de França e nas províncias belgas. O Carnaval de Veneza tornou-se, igualmente, uma manifestação vulgar destinada ao grande público. Roma, em contrapartida, mantém o encanto de uma grande metrópole. Recomendo uma visita à galeria do Palácio Farnèse ou algumas igrejas de Francesco Borromini, um dos mestres do barroco italiano. Aproveitem para comprar, nos antigos fornecedores dos Médicis, azeites e massas autênticas. Devem evitar a Toscânia, região onde os holandeses e os alemães plantaram solidamente as suas caravanas e tendas de campanha.

Capri e Ischia são suportáveis em Fevereiro, reencontrando na estação baixa alguma pureza. Contemplar as ilhas da baía de Nápoles é igualmente muito chique e permitirá, aos meninos, evitar o stress causado pela presença eventual de turistas americanos. Pozzuoli é ideal para uma pequena cura termal: sentados no anfiteatro, divirtam-se com um foto-romance para intelectuais intitulado "A Arquitectura do Ciúme", ou com "La bella Vitta" ou "Gli indifferenti" de Alberto Moravia.

E nada melhor para a alimentação espiritual do que os meninos se inscreverem num seminário de russo num mosteiro jesuíta e bucólico, situado nas margens do Danúbio... e depois contem-me se conseguem regressar a Portugal.... De todo!   


Tia sente-se: Tia a milhas de distância

publicado por devaneiosdaTia às 17:04
link do post | Comentem Sobrinhos | favorito

Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008
A não perder... de todo

«IMPRESSING THE CZAR» – ROYAL BALLET OF FLANDRES – WILLIAM FORSYTHE



Impressing The Czar é um espectáculo surpreendente que mistura com ironia e humor referências à história da dança, às artes visuais e às danças tribais, numa festa para olhos e ouvidos! Impressing The Czar inclui uma das mais famosas peças do coreógrafo nova-iorquino: “In The Middle, Somewhat Elevated”, uma coreografia que reúne exigência técnica e elegância notáveis.




publicado por devaneiosdaTia às 15:35
link do post | Comentem Sobrinhos | favorito

Sábado, 16 de Fevereiro de 2008
Príncipe, encantado ou não, dispensa-se

 

“Bela sonhadora procura ilustre desconhecido, alto e atraente, de preferência inteligente, que seja romântico, apaixonado, disponível, bom ouvinte, bem sucedido, que tenha experiência de vida e carácter forte e que, para além disso, saiba beijar”

 

 Meus queridos, parece-lhes um anúncio pessoal típico? Claro que sim – caso fosse escrito pela Bela Adormecida, por certo! Se as meninas procuram um Príncipe Encantado que as desperte do marasmo da vossa vidinha com o poder de um beijo mágico, não se esqueçam, de todo, que a fantasia termina precisamente aí.

 

Nada sabemos sobre a vida da Bela Adormecida e do seu Príncipe, depois de ambos partirem a cavalo. E é precisamente o facto de desconhecermos o resto da história que faz com que os contos de fada estejam tão bem preservados. Tanto quanto a Tia julga saber, a Bela Adormecida terá posteriormente confrontado o Príncipe dizendo-lhe: “Obrigada pelo beijo, mas isto nunca iria resultar”. Ou, então, o Príncipe terá acabado por lhe confessar: “Amava-te quando estavas adormecida, mas agora que acordaste estás insuportável”.

 

Lamento informar as meninas mas o Príncipe encantado não existe, sendo que, por norma, procuram o protótipo do amor e do enlace nas noções dos contos de fada. E tornam-se cegas viciadas na atmosfera romântica das promessas de amor e fidelidade eternas, criando uma dependência absoluta de algo que não passa de um cocktail químico produzido pelas nossas hormonas na fase inicial da paixão. Sim, minhas queridas, as ondas de paixão e de êxtase que fluem através dos nossos corpos são consequência de uma subida acentuada dos níveis de dopamina, uma hormona que gera a sensação de prazer, e de norepinefrina, hormona semelhante à adrenalina que aumenta a excitação.

 

A acção conjunta destas duas substâncias químicas produz o intenso sentimento de paixão que experimentamos nos estádios iniciais do amor. A atracção inicial funciona, indubitavelmente, como uma droga, que quando consumida em excesso nos pode alhear por completo da realidade. As meninas sentem-se eufóricas, loucas de uma ilusória felicidade, como se pudessem caminhar pelas nuvens... O único senão é que se trata de um ilusionismo de efeito rápido e que depressa abandona o sistema.

 

E meus queridos, há quem ache esta sensação tão inebriante que subsista, tal como um toxicodepende, à procura de uma nova dose. Necessitam do tal cocktail para se sentirem normais. E quando a reacção química se atenua sobrevem o distanciamento. Um belo dia, os meninos e as meninas acordam e não sentem a vertigem da paixão, o que os leva a pensar que há algo errado no relacionamento.

 

Queridérrimos, a fantasia romântica diz-nos que tais sentimentos são uma medida fiável do amor, mas isso não corresponde, de todo, à realidade. Não é possível viver plenamente, em cada momento, quando se está apaixonado, tal como não é possível agir correctamente quando se tem febre. A embriaguez do amor faz com que as promessas e votos apaixonados pareçam, aos meninos, absolutamente nobres e verdadeiros.

 

E eis que a Tia surge com uma ideia radical: talvez não queiramos estar apaixonados porque, tal como qualquer doença, nos enfraquece e nos provoca desconforto, tornando-nos incapazes de enfrentar a vida e acabando por nos deixar inseguros. Ensinaram-nos a desejar sentir o arrebatamento da paixão, a desejar cair de amor... mas será que a sensação de cair é assim extraordinária? Não o creio, de todo! A Tia confessa que acabou por desenvolver uma certa aversão a expressões tais como “morrer de amor”, “cair de amor”, “derrubar de paixão” ou “arrebatar de paixão”. A queda gera sofrimento e é potencialmente perigosa, do mesmo modo que o facto de ser derrubado ou arrebatado nos coloca em perigo.

 

Por tudo isto, e imune a qualquer precipitação hormonal, a Tia sabe por certo que os meninos não têm que se sentir impotentes perante os sentimentos e emoções... apenas deverão escolher, correctamente, que significado lhes atribuir. E, por favor, não deixem nunca de lado o discernimento e a clareza de raciocínio.

 

 

 


Tia sente-se: Smart Tia
música: The cure - just like heaven

publicado por devaneiosdaTia às 23:55
link do post | Comentem Sobrinhos | Ver comentários (2) | favorito

Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008
A sedução feminina é marketing

 

Não tenhamos dúvida alguma que o marketing nasceu com as mulheres. Naquela época, apenas existiam Adão e Eva, e nesse marketing intuitivo, Eva vendeu o paraíso a Adão utilizando uma arma bem simples, mas infalível – a sedução. Disso meu queridos Sobrinhos, não tenhamos qualquer dúvida, por muito penosa que vos seja a admissão de tal facto...

A partir daí muita coisa mudou. Criou-se a civilização e o relacionamento homem-mulher foi-se tornando cada vez mais complicado, confuso, complexo... Surgiram os psicólogos, terapeutas, Freud... sendo que todos eles, e de todas as formas, procuraram entender, verdadeiramente, as meninas. Inútil, as piquenas continuam e continuarão sendo absolutamente competentes em duas artes:

Primeiro, na arte da sedução – pobres dos meninos que estão predestinados a serem agradavelmente dominados por aquelas ardis e maravilhosas piquenas que os seduzem, tal qual um consumidor fica embevecido pela atracção infalível de um produto que nem mesmo saberia dizer porque queria tanto possuir.

Segundo, a arte tão bem explorada pelas meninas que é sua forma feminina de ser, intransponivelmente enigmática. Um piqueno minimamente inteligente entende o seguinte: para tirar partido do verdadeiro encanto de uma mulher é necessária a correcta conjugação do verbo amar, cortejar, sentir, respeitar... Entender jamais. Perderia, por certo, o “encanto”, o que de facto se torna efectivo quando as meninas se revelam demasiado, pois o poder enigmático é maior força de marketing.

As mulheres são verdadeiras profissionais de marketing quando o assunto é o homem de quem gostam ou que pretendem conquistar. E quanto os meninos teriam que aprender com elas... E todos os dados existentes corroboram a tese da Tia. Senão vejamos:

CONHECIMENTO DO PRODUTO – as meninas conhecem, de todo, os meninos no que concerne às suas atitudes, suas intenções, seus desejos... E não se iludam os que pensam que o inverso também se verifica, sendo que as minhas Sobrinhas por certo se destacam, numa proporção de dez para um.


CONHECIMENTO DO MERCADO – as piquenas observam e conhecem profundamente a concorrência, vulgo “as outras“, de uma forma detalhada e minuciosa.


CONHECIMENTO DOS BENEFÍCIOS DA OFERTA – as meninas conhecem bem os seus benefícios, sendo que jogam com o facto de só os facultarem segundo a sua vontade, por vezes única e exclusivamente contra a apresentação de uma qualquer proposta de relacionamento. E as mais inteligentes, apenas sob assinatura de um contrato formal...


VENDA ADICIONAL – as piquenas sabem que só elas podem dar a um homem o poder da paternidade, sendo que todas as experiências em sentido contrário ainda não se tornaram, de todo, efectivas.


A EMBALAGEM – até a mais simples das piquenas à face da terra está apta a tornar-se fatalmente apresentável, artisticamente maquilhada, glamourosamente vestida, perfumada e adornada. 


PREÇO – bom... neste item o produto está, de certo, inteligentemente valorado, sendo que a maioria dos meninos nem o questiona!


Pelo que a Tia conclui: se todo o profissional de marketing e vendas puder observar melhor o comportamento das mulheres, com certeza, conseguirá extrair muitas ideias poderosas e de aplicação fácil e prática nas suas actividades comerciais.

 


música: Tears drop on their own - Amy Whinehouse
Tia sente-se: Peter Tia

publicado por devaneiosdaTia às 21:14
link do post | Comentem Sobrinhos | favorito

Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008
Se lhe apetece algo doce... coma o soutien?!!!

 

Desculpem meus caros Sobrinhos, mas a Tia desde que se deparou com esta aberração até já acha normal e natural um branco de carapinha e um negro de cabelo louro...

 

Composta e recomposta do choque, mas ainda em pleno uso do seu acérrimo espírito crítico imiscuído com algum desdém, confesso, atribuo o prémio possidónio valentiano ao presente mais pindérico aludido à quadra: "Soutien comestível feito com missangas de açúcar de varios sabores, para ela!!!! Tamanho unico !! Uma prenda que dá para os dois!!! Se estiver alguma duvida é só colcar. Portes pago pelo comprador."

 

Bom meus queridos, de facto até o anúncio condiz com a sugestão de presente. Com esta a Tia está que nem pode, de certo!


música: silêncio total :-)
Tia sente-se: Tia em estado de choque

publicado por devaneiosdaTia às 15:23
link do post | Comentem Sobrinhos | favorito

Domingo, 3 de Fevereiro de 2008
O novo snobismo em oito lições

Queridérrimos da Tia, como os meninos e as meninas certamente constatam, cada época traz o seu lote de “musts”, tal como a moda, e tendências na lista negra. Mas nada que os meus Sobrinhos não consigam assimilar numas sumaríssimas oito lições.

 

Lição nº 1 – Usar e abusar da palavra “chique” 

Devem utilizá-la em qualquer instância para qualificar a verdadeira e audaciosa modernidade. Se de visita a casa de um amigo se depararem com uns naperons no sofá, meus piquenos e piquenas, nada como um estridente “chíiique”. Neste caso convém prolongar um pouco a acentuação do iii para que os meninos recuperem naturalmente do choque. Será, igualmente, recomendável uma análise detalhada ao objecto depositário dos glúteos dos meninos,  não vá o dito servir de condomínio de luxo aos ácaros da casa. “Chiiiiiiiiiiiique”.

 

Em contrapartida devem, de todo, evitar todas as variantes da palavra “moderno”, equivalente perfeito de “piroso”. Na actualidade para se estar “in” é-se simplesmente “chique” e, eventualmente, tem-se estilo.

 

Lição nº 2 – Viver escondido

Os “tendência snobe” detestam ler na imprensa um artigo que revela a existência do seu restaurante, cabeleireiro ou reflexologista chinês.  Não pode!, exclamam pasmadíssimos os meninos. Verdade meus queridos  e temos que analisar a tendência indubitável: uma vez “populis” deixarão, definitivamente, de ter interesse. Para se ser chique, é fulcral ter-se o ar de quem circunda longe dos itinerários mais frequentados. O “must” é um endereço desconhecido ou mesmo não referenciado. O restaurante italiano L’Osteria, em Paris, atrai, há já muito tempo, e sem a mais pequena tabuleta à porta, os precursores na matéria. Tudo o que possa parecer escondido é o mais chique possível.

São o máximo os pequenos hotéis perdidos no fundo de um vale, os criadores instalados num terceiro andar sem elevador, os designers que trabalham num apartamento. Até porque se ginasticam na incursão... estão a ver a ideia?

A confidencialidade conquista também o sector dos cabeleireiros. É, de facto reconfortante, o fim da cabeça molhada na montra, ou a touca das madeixas que nos expunha publicamente a aparentadas do Aliens ou do Predador.

Para se ser chique, é, de facto, fundamental uma certa “sapiencia”. Pode mesmo ousar-se a clandestinidade. Um farol perdido numa praia foi durante muito tempo o restaurante mais concorrido de toda a Provence, atraindo top models, estrelas do mundo do espectáculo e Jet7. O acesso é restrito pois está dependente de convite dos “déjà habittués”.

Lição n.º 3 - Esquecer um pouco o Sul

Se os meus Sobrinhos passaram o Verão em Saint-Tropez ou, pior ainda, em Ibiza, evitem divulgar o facto. O melhor mesmo é nem sequer uma breve alusão ao estigma, caso não pretendam descer no “ranking” chique. O que está realmente “in” é fugir das popularuxas multidões, sendo que o verdadeiro chique refugia-se no interior profundo. Quanto mais escondido o recanto, mais “in” o é. Jardina-se, trata-se da horta, fazem-se compotas, ou, travando amizade com o camponês da casa ao lado, tem-se a sensação de ter aproveitado as férias para recarregar baterias e dar um pouco de sentido à vida. E este belo impulso é para continuar: ir para o campo à mínima oportunidade ou, melhor ainda, visar sistematicamente o Norte em vez do Sul. Esqueçam, por favor,  Sevilha e Marraquexe! Do mais pindérico e banal. Este ano, não há nada como um fim-de-semana em Antuérpia ou nos países bálticos. É o último “must” do chique!

Lição n.º 4 - Usar marcas com moderação
É obvio, e evitem fazerem-se de tontos meus queridos, que Prada será sempre Prada e Vuitton sempre Vuitton. Mas o chique, “at the moment” é ter o ar de não ligar a marcas. É a tendência Nono. “No” sigla, “no” logotipo, “no” monograma, “no” visibilidade... Os “nonos” acham que é preciso deixar de mostrar tudo e privilegiam os códigos de iniciados que dão sentido ao consumo. Em suma: são filhos de burgueses-boémios, mais elitistas que os pais.

O exemplo mais flagrante é o pronto-a-vestir Margiela, que só se reconhece pelos quatro pontos nas costas. Há quem pense “Vê-se as marcas da etiqueta”, mas só os verdadeiros chiques compreendem que se está em presença “daquele” alinhavo. De qualquer forma, “nono” ou não, o look “label total” é fatalmente piroso. A elegância mede-se pela capacidade de conjugar o barato com o chique: H&M e Miu Miu, Zara e Vanessa Bruno; gangas gastas e blazers por medida para os homens. Uma forma de distinção que passa por uma boa gestão dos paradoxos que supostamente revelam o nosso ser e o nosso parecer.

Lição n.º 5 - Ter cuidado com as contrafacções
Por mais que alguém se torne um pouco “nono”, a vontade de ter uns sapatos Prada ou uma carteira Gucci não desvaneve, de todo, tanto mais que os acessórios são essenciais na construção do civilizado chique. Mas atenção!

Há que saber evitar o modelo que será copiado em três semanas e vendido 10 vezes mais barato em todas as pequenas lojas. Com todos os seus falsos irmãos gémeos que andam por aí, mesmo verdadeiros, mesmo tendo custado um ordenado mínimo, os sapatos dos meninos deixam de ser especiais e passam por imitações.

Em suma, sabendo-se que esta forma de chique é, por vezes, efémera, não deverão actuar como as frenéticas “fashion victims”: não se lancem sobre os últimos modelos logo que aparecem nos expositores. Aguardem a análise de quais serão copiados e evitem-nos, de todo!

Lição n.º 6 – Palavra de ordem: remix
Até ao momento conhecia-se o vintage: belos trapos, de boa marca, assinados e datados. Agora, é necessária a procura do remix. Tal como na música, trata-se de uma coisa “old fashion”, mas retrabalhada e quase reinventada por um estilista atrevido. O casal Chatenet foi pioneiro na matéria com a sua marca E2, que conta com Madonna e Vanessa Paradis entre as suas fãs. E a tendência cresce a grande velocidade.

Lição n.º 7 - Fazer bons negócios
Talvez os tempos de guerra ou de crise sejam responsáveis por esta vaga de fundo, mas a tendência é de facto esta: actualmente, há que pagar menos que os outros para se parecer mais esperto. Esta corrida à poupança já não é considerada vulgar. Pelo contrário. Podemos vangloriar-nos dela, reivindicá-la, retirar dela verdadeiro orgulho. E está a tornar-se muito chique. Ao ponto de aquela que ousa pagar as coisas ao seu justo preço passar por papalva. Ou que outras se julguem obrigadas a mentir e a rever em baixa o preço das suas compras para não caírem no ridículo.

Lição n.º 8 - Parar de se martirizar
Stop. Nada de dietas e exercício físico desmesurados. A tendência é para o hedonismo e a sensualidade, num banho de doçura. Todos os manuais de dietética o prescrevem: há que perder peso com prazer ou vendo “la vie en rose”. Nada de violências no que concerne aos cuidados do corpo e formas: suavemente, por favor. O esforço é vulgar. O suor, então, do mais proletário que há. É bem mais chique ter um massagista ao domicílio ou um reflexologista chinês, ou dedicar-se à ginástica americana Pilates, só com alongamentos, ao ioga, ou a todos os tipos de técnicas atentas ao corpo e à respiração. E neste campo, meus queridos, poderão, de certo, inovar.

 


música: Amy whinehouse - Rehab
Tia sente-se: Tia fashion

publicado por devaneiosdaTia às 23:13
link do post | Comentem Sobrinhos | favorito

Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008
Almanaque Tia – mês Janeiro

Tia que se preze compõe sempre o seu almanaque pessoal, renovável, obviamente, anualmente pois a originalidade é a palavra de ordem. Assim, meus queridos, no último dia de cada mês, e a fim de evitar pirataria ocupacional, a Tia irá expor aos meninos as suas dicas mensais. 

 

O mês de Janeiro é o adequado a uma visita  a uns vagos conhecimentos dos meninos em Waterloo. Devem, no entanto, assegurarem-se previamente que a dona da casa sofre de enxaquecas súbitas e de depressão crónica a fim dos meninos se poderem passear, bem no centro de Bruxelas, sem serem incomodados e irem tranquilamente assistir a uma representação da Rainha de Paus, de Tchaikovsli, interpretada pela orquestra da ópera Flamenga. Não vá o estado de saúde da anfitriã dos meninos melhorar, devem, pelo sim pelo não, reservar uma suite num dos Grandes Hotéis do reino da Bélgica.

 

Será ainda de todo recomendável que os queridérrimos desta vossa Tia adquiram descuidadamente alguns produtos de luxo na Avenida Louise (nécéssaires de viagem) ou na Avenida Waterloo. Entre duas compras podem visitar um qualquer museu elitista que exponha obras de Bartolomé Esteban Murillo ou de Jean-Baptiste Weenix, e passem de seguida numa exposição de porcelana Ming, da época Hongwu. Devem pavonear-se com o vosso greyhound nos antigos campos de batalha, ou de cavalo pelos vales das Ardenas (claro que a Tia só recomenda este último no caso das aulas de equitação dos meninos ainda estarem na memória).

 

Descubram ainda  praia melancolicamente abandonada de Knocke-le-Zout ou os cais do Lys em Grand, onde poderão comprar saborosíssimas especialidades borgonhesas ostentando selos onde figuram brasões das grandes famílias belgas, e dando sempre instruções para que as entreguem na casa dos meninos (ninguém necessita de saber que os meninos são meros hóspedes) ou no Hotel.

 

Ostentando um conjunto ou fato de cheviote pura, o casino de Ostende ou Brugues (a Tia  aconselha um chocolate quente congalês, cujo aroma deliciosamente colonial é um must) serão opções refinadérrimas. Poderão saborear alguns doces de amêndoa ou pains d’épices, de fabrico local. A Estrela do Norte e o Trans-Europ-Express estão, infelizmente, em vias de desaparecimento. Assim, e a fim de acrescentar um pouco de charme “velha europa” ao insensível “comboio de ala velocidade”, a Tia recomenda a leitura do Príncipe, de Maquiavel (a obra preferida de Napoleão e Estaline) ou de Manfred, de Lord Byron.

 

Os meninos deverão, ainda, fazer um pequeno desvio por Maastricht intramuros onde, instalados num terraço aquecido, poderão deliciar-se com um chá fumado enquanto contemplam a silhueta da cidade e as águas do Meuse correndo para o mar. E talvez consigam arranjar tempo para assistirem ao Macheth, de Verdi, interpretado pela chiquérrima Orquestra Sinfónica de Limburgo.

 

De regresso a casa (da outra) anulem de imediato o seguro de vida dos meninos. Façam uma oferta para a compra de uma moradia do século XVII nas Cèvennes e enviem para lá o Portuga carpinteiro e o vosso decorador de interiores, a fim de efectuarem um relatório sobre o estado em que a mesma se encontra. Não se privem de lhes pedir para trazerem meia dúzia de caixas de Côtes du Rhône, e para lhes comprarem num estabelecimento local algumas empadas de codornizes com trufas, ou duas ou três codornizes no sarcófago.

 

A fim de permanecerem num ambiente de “províncias nórdicas”, os meninos deverão assistir a um bailado do Nederlands Dans Theater, ou ver um Joris Ivens no canal de cinema evitando, naturalmente, o último filme de Schwarzenegger ou Jean-Claude van Damme difundido num canal público ou comercial.

 

De todo, os meninos não devem colocar o vosso aparelho de televisão em pleno centro da sala de estar. A televisão não passa de um electrodoméstico, tal como outro qualquer. Os meninos também não colocam a máquina de lavar loiça no centro do vosso quarto, pois não??? Sim, a Tia sabe, a da roupa poderia ainda ter uma certa utilidade, quanto mais não fosse para dar uma enxaguadela à coisa incomodativa que por vezes está ao lado....

 

 


Tia sente-se: Tia um must!
música: Nouvelle Vague - Dance with me

publicado por devaneiosdaTia às 15:13
link do post | Comentem Sobrinhos | favorito

Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008
Os dez mandamentos da sedução – meninas vamos à “luta”!

 

Pois é, minhas caras Sobrinhas, há quem diga que na sedução vale tudo (o que a Tia deveras contesta), mas quando o alvo é aquele piqueno desejado há tanto tempo, não se podem desperdiçar balas. Para garantir que a pontaria será certeira, acompanhem o raciocínio desta vossa Tia, socorridas de um olhar fatal, aquele cruzar de pernas, ou... meninas, escolham as vossas armas!

 

Caprichem no andar – nada como um andar “arrasador” para despertar a atenção dos meninos. O andar demonstra a postura das meninas, se são elegantes e o que querem. Por conseguinte será de todo conveniente aprimorarem a forma de caminhar, sobretudo quando o eleito se encontra presente. Devem andar com uma boa postura, como se estivessem sobre uma linha recta, colocar um pé à frente do outro, mantendo os ombros parados (caso contrário, os mesmos terão muitas semelhanças com as asas de uma galinha). E minhas queridas, uns bons saltos altos, um andar paulatinamente e a passos curtos são encantos dignos de admiração.

 

Faça com que o menino se sinta no comando – Os piquenos gostam de estar no comando. Se as meninas os quiserem conquistar têm que ser inteligentes o suficiente para dar a impressão que é ele, efectivamente, que está na conquista. Deixem-no tomar o leme do jogo da sedução, mesmo que a verdadeira iniciativa tenha partido das meninas. Eles adoram pensar que estão em vantagem, por isso mesmo, escutem-no. A ideia é dar a entender que as meninas estão a achar a conversa interessante e evitem temas polémicos tais como política, religião, casamentos gay... apenas conversa soft, imiscuída de muito charme. Concorde, ache engraçado... desta forma agrada, sem ser vulgar.

 

Respeite o estilo da menina -  uma conquista não se faz só de treta. Para seduzir um piqueno é fundamental as meninas respeitarem o vosso estilo. O princípio do “peixe fora de água” deverá, de todo, ser evitado. Se as meninas são, por norma, executivas sérias, nada de usarem uns jeans justíssimos e a barriga de fora. Não resulta. O mínimo que as meninas vão conseguir é que o piqueno perceba que estão pouco à vontade e, cá para nós, não devem sentir-se vulneráveis no jogo de sedução. Mantenha o seu estilo, apostando num conjunto mais sensual, mais charmoso e mais “generoso”.

 

Valorize os seus pontos fortes – mesmo com o visual adequado, saber esconder os “defeitos” e realçar as virtudes é uma arte crucial. Mantendo presente a fórmula “a primeira impressão é a que fica”, a roupa e os acessórios são essenciais. Mas cuidado com os exageros. Se a primeira regra é não passar despercebida, a segunda é não deixar que ele perceba que o objectivo da menina era não passar despercebida. O intuito é atrair olhares sem apelar ao alerta vermelho. E sabem como? Mostrando o que têm de melhor, ou seja, uma boa prateleira requer um elegante decote em V, umas pernas bem torneadas uma mini-saia a complementar apenas e, se usa e abusa do ginásio, a barriga pode e deve aparecer, ou apenas “espreitar”... e um belo vestido sem costas faz uma autêntica revolução.

 

O Toque – Calma, minhas queridas. Nada de amassar os queriduxos e muito menos colocar as mãos em “lugares” inadequados. Façam uma aproximação subtil, um toque fortuito e esquivo.... não se esqueçam que a linguagem também é sensorial. Tudo se inicia com o “olho no olho”, depois a conversa... e se há progressão, o toque tem espaço, mas apenas como um instigar. Coloquem as vossas mãos mais próximas das dele. Componham um botão, o cabelo, num gesto delicado, adornado, num suave toque.

 

Encontre a entoação certa – lembrem-se minhas queridas que o importante não é o que dizem, mas como o dizem. E a entoação com que se comunica desempenha um papel fulcral. Um tom de voz sensual abre caminhos, um tom de voz rude pode por o piqueno em sentido, um berro a milhas... O tom de voz é uma arma que as meninas possuem para mostrar, ou não, interesse.

 

Desperte o lado protector do piqueno – Mostre, sem receios, o seu lado de menina. Sim, minhas queridas, todas nós o temos. E podem ter a certeza que o piqueno irá, certamente, querer protegê-las. Mas cuidado, nada de exageros. Todo o homem gosta de uma menina travessa, já uma pirralha birrenta não faz bem o género.

 

Sorria – O sorriso abre caminhos, mas não é qualquer sorriso que o consegue. Muito menos se as meninas forem portadoras de uma cremalheira descuidada. Assim, aprendam com esta vossa Tia. O sorriso deve ser suave. Neste aspecto, as tímidas têm vantagem pois possuem um charme encantador e delicioso ao sorrirem. Se for extrovertida, sorria timidamente mas sempre com um toque de malícia. Um sorriso é um sinal de simpatia, de que a outra pessoa é bem vinda e se sensual, poucos serão os que resistem.

 

De bem com a vida – as meninas querem que o piqueno as veja, que goste das meninas e quiçá um pouco mais? Então têm que o convencer de que realmente são uma boa aposta. E tenham sempre em mente que o menino não é o vosso psiquiatra, logo, poupem-no dos vossos achaques. Conversas de exs, que ele fuma ou bebe demais ou outras de conteúdo semelhante guardem-nas na algibeira. Nada de caras feias, mostrem-se de bem com a vida e tudo façam para que o piqueno não queira sair da vossa beira. Mas atenção, nesta altura as algemas não são permitidas, certo? Prendam-no com o vosso encanto, nada mais. E se tal for necessário, comam uma barra de chocolate antes do famigerado encontro a dois.

 

“Venda-se” -  Sim minhas queridas, nada de choques e sejamos práticas. É tudo marketing. Tal como quando vamos ao supermercado, o que nos faz tirar um produto que não conhecemos, da prateleira, é a embalagem. Por conseguinte, a imagem das meninas vai contar e muito. Mas não encarnem personagens pois correm sérios riscos de o piqueno as colocar no carrinho mas não passarem pelo caixa. O produto tem que estar, necessariamente, de acordo com a embalagem e os ingredientes devidamente rotulados. Se as meninas se expõem como elegantes terão, indubitavelmente, que o ser, caso contrário o menino prova, mas não consome.

 

Estes dez mandamentos, quando bem utilizados fazem verdadeiros milagres. Mas não se esqueçam  que antes do engenho humano há aquilo que o engenho humano transforma e os instrumentos através dos quais transforma...


Tia sente-se: Tia provocadora

publicado por devaneiosdaTia às 10:49
link do post | Comentem Sobrinhos | favorito

Domingo, 20 de Janeiro de 2008
O striptease da linguagem corporal

 

 

Faz parte da condição humana, meus queridos e minhas queridas, quererem tornar-se desejáveis... e nada de falsos puritanismos e intenções! A Tia sabe, a Tia observa minuciosamente o comportamento social dos meninos.

 

Regra geral, depois de terem apresentado a vossa imagem à pessoa de quem gostam ou estão interessados em (sim, porque há diferenças) e de terem encetado uma conversação, segue-se o momento do começar a “despir” que, aos olhos de um bom observador, por vezes, proporciona momentos únicos de autêntica diversão.

 

Para que os meus queridérrimos não arranquem sequer um sorriso maroto a esta vossa Tia, há que assimilar conceitos e estratégias. Meus queridos piquenas e piquenos, as pessoas gostam de contraste, e cabe aos meninos proporcioná-lo, se é que querem estabelecer uma “ligação”. Esta técnica de “revelação” começa por dar a impressão de que os meninos estão a permitir um vislumbre do vosso verdadeiro eu interior. Deveras lisonjeador, se bem feito, claro!

 

Mas a Tia não se queda pela sua aprimorada teoria. Há que dar exemplos para mais fácil assimilação de conceitos. Se até aqui os meninos se apresentaram como confiantes, ou mesmo espalhafatosos, energéticos e engraçados, uma técnica ligeiramente insegura poder ser, agora, terrivelmente atraente. Queriduxos, não tenham dúvidas. As piquenas gostam de um exibicionista vistoso que acaba por se revelar – a elas, e tão somente a elas – um pouco sentimental. Ou de um intelectual que consegue agir de modo pateta. Ou de um “Deus” sexual com problemas de timidez... verdade, meus queridos. Não se esqueçam que piquena que é piquena é optimista por natureza e adora bricolage masculina, ou seja, tendem a concertar – ou pelo menos a tentar concertar – os meninos, de forma a torná-los numa aproximação do príncipe encantado.

 

“Despir” as camadas exteriores para revelar a verdade interior é, para alguns obviamente, uma perspectiva atraente. Gostamos de sentir que conhecemos a pessoa “real”, aquela que vive para além do bluff social e, revelar parte disso no início de uma potencial relação é uma táctica deveras vencedora pois, de certo modo, acelera a relação.

 

Mas cuidado, queridérrimos desta vossa Tia, o “striptease” nunca deverá ser efectivado verbalmente pois será certamente entendido como falso. Dizer ao piqueno que a menina é, na realidade, muito tímida, depois de ter dançado no varão durante meia hora, se não despertar no mínimo uma boa gargalhada soará a manipulação. No entanto, implicar a mesma coisa através da linguagem corporal das meninas, bem trabalhado,  pode traduzir-se em algo genuíno e atraente.

 

Este “descascar de camadas” é uma das armas importantes no estojo das ferramentas da atracção. Não é o mesmo que parecer falso, apenas uma técnica que permite uma espreitadela rápida às profundezas escondidas dos meninos. E nada de serem uns patetas literais.... Isto é especialmente importante se os meninos se apresentarem como exibicionistas e brincalhões, mas só saem, efectivamente, reforçadas se revelarem um vislumbre de intelecto ou uma capacidade de serem, ao mesmo tempo, sensíveis.

 

Também é eficaz se parecer que os meninos estão a revelar este lado da vossa personalidade, quase exclusivamente. O excesso de confiança pode ser equilibrado com um sinal de insegurança, a alegria exuberante com uma pitada de ironia ou um breve retoque de emotividade e a sensualidade por inocência...

 

Mas por favor, meus queridos façam-no com inteligência e sucesso. Nada como ver os conselhos da Tia transformarem os meninos em autênticos imanes humanos!


Tia sente-se: Tia perspicaz

publicado por devaneiosdaTia às 12:09
link do post | Comentem Sobrinhos | Ver comentários (2) | favorito

Impróprios para consumo... dispensam-se

 

Minhas queridas Sobrinhas, hoje a especial atenção desta vossa Tia é inteiramente dedicada às meninas, por vezes incautas, e que desconhecem, de todo, o conceito de homens inapropriados.. Sim queridérrimas espantem-se, com postura, de certo, e tentem disfarçar os olhos ao bom estilo “esbugalhados” acrescidos de queixo caído e expressão apática.... concordarão, de certo, com a Tia que há piquenos com quem não se deve nem sequer dançar, sendo que s critérios básicos aplicáveis, são deveras universais.

 

Então vejamos:

 

Um homem casado é, com toda a certeza inapropriado... Não que o piqueno não funcione... a pilhas, a carvão, a vapor, seja lá o combustível utilizado, lembrem-se sempre que o mesmo poderá não ser portador de reservas energéticas extra. Mas que por aí não seja. Mesmo que com a esposa tenham “um mútuo acordo, que o “casamento esteja morto há anos”, se o mesmo está moribundo questione-se quanto às razões de ainda não terem celebrado o “funeral”. E se as meninas têm pretensão a desempenhar a função de coveiro, poupem essas esbeltas mãozinhas e tratem de arranjar uma retroescavadora.

 

E quanto a um piqueno que as minhas queridas se vêm continuamente forçadas a desculpar? E quando as justificações incluem as meninas e todos os que os rodeiam, impelindo as queriduxas a pronunciar frases do tipo “vocês é que não o compreendem...” Desculpem, mas a brandura desta vossa Tia leva-a, no mínimo a questionar: ensandeceram?

 

Um outro bom exemplo de “impróprio para consumo” é alguém mais novo que as meninas uma geração inteira, independentemente do grau de maturidade da alminha em questão. E se têm duvidas acerca da sapiência desta vossa Tia, fechem-se num quarto e ouça durante cerca de três horas uma das músicas preferidas do piqueno... acreditem, minhas queridas, que todos e quaisquer resquícios de atracção se dissiparão por completo... a não ser que as meninas sofram de um qualquer problema auditivo, por certo!

 

Por outro lado, se durante as três primeiras vezes que saem juntos ele jura que a queriduxa é a mulher da vida dele, nem que seja apenas uma breve alusão, meninas tratem de entrar em acção e despertem o Sherlock Holmes existente no íntimo de cada uma de nós. Com ou sem Watson, tratem de arranjar uma lista de ex-namoradas e efectuem uma analise semelhante a um curriculum,  estabelecendo os contactos necessários de modo a obter referências. E se o piqueno resistir na divulgação da dita lista, nada mais resta às meninas que a arte da subtil mas eficiente “zarpagem”.

 

E, queridas Sobrinhas, aos mais renitentes na compreensão da taxativa mensagem das meninas, um dos graves problemas existentes no contacto com as estirpes anteriormente inumeradas, a Tia recomenda uma visitinha pelo site http:// www.ahdnet.com/index.php, o site da Associação dos Homens Descartáveis, onde todo aquele que foi usado ainda presta.... bem ao estilo reciclagem, estão a ver a ideia?

 


Tia sente-se: Tia a arrasar

publicado por devaneiosdaTia às 00:03
link do post | Comentem Sobrinhos | favorito

Domingo, 6 de Janeiro de 2008
Tia com extractor de fumo incluído!!!

A Tia está certa que os seus queridérrimos Sobrinhos já se depararam com os efeitos da Lei 37/2007, de tal forma apresentado que os meninos já o podem apelidar da Lei anti-tabaco. Óbvio que a Tia se escusa a dilucidar o amplamente debatido, observável em qualquer local público, café, bar ou discoteca que os meninos frequentem.
Independentemente dos meninos serem ou não concordantes com a Lei que, de momento, nada vem a acrescentar, o que é certo é que a mesma decorre de um processo de ausência de civismo e educação de uma boa parte da população dita fumadora, tolerância da não fumadora e, se ambas as correntes fossem na onda “carpe diem” seria, de todo, a melhor exortação.
Maioritariamente aceite pelos não fumadores, os fumadores divergem quanto à justeza desta legislação. Muitos cidadãos consideram-na fundamentalista e discricionária contendo um regime sancionatório excessivo em comparação com outras infracções. Fumadores encaram também esta lei como mais uma restrição às liberdades de escolha dos indivíduos, cada vez mais amarrado a proibições e restrições nesta sociedade do século XXI. Por sua vez, para outros é necessária e boa para o ambiente e saúde pública.

Certo é que em países como a Alemanha, Áustria, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Luxemburgo, Malta e Reino Unido, permitem o fumo nos restaurantes e bares.
 
E a Tia?... questionam-se os meninos. Abstendo-se a comentar se se dedica ou não à produção de presunto, caseiro por imperativos legais e já que no “lar doce lar” desta vossa conselheira os Picassos ainda não foram substituídos por cartazes proibitivos (se bem que a angariação de multas parece-me uma medida, deveras interessante), A Tia, ao seu bom estilo, remete-se ao comentário de alguns aspectos decorrentes deste fenómeno. E já que abordamos a temática sansonatória, não vos parece deveras lógico que o Estado admitisse e publicitasse que os valores resultantes da aplicação das sanções fossem aplicados em programas e campanhas para a inibição do consumo do tabaco? E, já agora, que o mesmo estado que arrecada cerca de 70% de impostos sobre o preço de venda de cada maço de tabaco, invista parte das receitas em programas de tratamento anti-tabágico e de comparticipação da respectiva medicação.
 
A Legislação contém aspectos que podem constituir ou promover actos eticamente reprováveis, como o incentivo à delação. Mas, infelizmente, o conceito de ética, já há muito, que apenas se encontra “disponível” para um círculo muito restrito de indivíduos que apenas têm algo muito particular em comum – uma Tia! Mas não se queda por aqui... de todo. Os fumadores poderão eventualmente vir a ser preteridos no acesso ao emprego e foram criadas com esta lei as condições objectivas e subjectivas para que num futuro próximo sejam implementadas restrições a cuidados de saúde, à aquisição de seguros de vida e até possíveis impedimentos a empréstimos bancários (na medida em que têm inerentes ao processo de crédito os seguros anteriormente referidos). Fantástico! Iluminado legislador!
 
E como Tia que é Tia é actual e atenta, não deixou de observar a comunidade sendo que salienta algumas observações tais como de um cidadão que diz ao telejornal da RTP que espera que daqui a dois anos não o obriguem a fazer jogging todas as manhãs; uma deputada da Assembleia da República diz sentir-se furiosa por a fazerem sentir um bichinho anormal por fumar e por se perder tanto tempo com um assunto destes quando há tantos outros bem mais importantes; os patrões receiam os efeitos na produtividade dos fumadores por causa de 25 minutos de pausa que os funcionários usam diariamente para fumar; o eurodeputado Miguel Portas fala de uma "ofensa sanitarista" na Europa e a "guetização de quem tem vícios"; a escritora Inês Pedrosa sugere a formação de um movimento de cidadãos contra legislação proibicionista; o médico Eduardo Barroso diz que a nova lei protege essencialmente os direitos dos não fumadores; o investigador Arlindo Caldeira sublinha que, pela primeira nos últimos 500 anos, o anti-tabagismo está a andar mais depressa do que a nicotina.
De todos estes comentários, entre muitos outros que se ouviram nos média nos últimos dias, o do senhor que espera não ser obrigado a fazer jogging todas as manhãs só me resta acrescentar que, a ser obrigatório, Excelentíssimo Senhor Professor Doutor Legislador tenha por favor em atenção as resmas de Tias que têm preferência pelos patins em linha....
E, não deixa de ser no mínimo curioso que, segundo o parlamentar Joaquim Couto, os deputados socialistas da Comissão de Saúde da Assembleia da República estão a preparar um conjunto de propostas relativas à redução do teor de sal nos alimentos, prevendo a regulamentação de uma quantidade máxima de sal nos produtos alimentares, a rotulagem obrigatória dos alimentos - com a discriminação do seu teor de sal -, a fiscalização, pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), do cumprimento da legislação ao nível da produção e comercialização, campanhas de sensibilização para alertar para o perigo de consumos elevados de sal e uma aposta nas medidas médicas preventivas. Por outras palavras, talvez em breve quem gostar de comidinha salgada se veja na mesma situação que se vêem hoje os fumadores...
E depois, seguem-se os açucares.... mais nada, meus queridos?
Por ora, e por último, Excelentíssimos Senhores Professores Doutores Inspectores da ASAE façam o especial favor a esta vossa Tia de inspeccionar, depois de observada a distância mínima de segurança de 500mts, a longa e farta cabeleira desta vossa matriarca. É que qualquer semelhança entre uma peruca e um extractor de fumo individual é, indubitavelmente, pura coincidência.

 

 


Tia sente-se: Tia in Flames :-)

publicado por devaneiosdaTia às 21:50
link do post | Comentem Sobrinhos | Ver comentários (2) | favorito

Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2008
Mensagem de Ano Novo de sua excelência a Tia

Queridos Sobrinhos e Sobrinhas desta vossa Tia, ano vai, ano vem, e muitas vezes o tempo vai simplesmente passando, como areia que escorre por entre os dedos das nossas mãos. O fim de ano, época de viragem, é sempre marcado, em maior ou menor grau, por uma certa dose reflexão. É quando paramos para dar uma última espreitadela para trás, e quando nos abrimos esperançosos para os dias que virão, como se o simples fato de trocarmos o  nosso velho calendário por um novo, pudesse melhorar a nossa vida, o estado das coisas, tornar-nos pessoas diferentes, melhores, mais felizes talvez.

Que tal desta vez inovar?  Não que não possamos ser mais felizes, mas não é o passar do tempo, muito menos as doze badaladas, as 12 passas, a roupa interior nova, a liga azul, a peça de roupa castanha..... toda esta “artilharia” não vai fazer com que isso aconteça (Ok, se uma liga azul faz o menino feliz, à Tia só lhe resta a recomendação de seu uso a tempo inteiro!)  e sim algo dentro de nós que decida que é tempo de mudança.

Queridérrimos desta vossa Tia, tomem o devido apontamento, pois é  algo dentro dos meninos que deve, na realidade, decidir que vão mudar. O que acontecerá no próximo ano, acreditem, vai depender de quem os meninos e as meninas escolherem ser interiormente, vai resultar da vossa coragem em abandonar pensamentos, atitudes relações e até pessoas, vai provir da criatividade dos meninos em se permitirem ser maiores, vai depender da vossa ousadia de arriscar em alguém diferente do conhecido e ir para além da mera repetição.

Vai depender das vossas atitudes... sim, porque não bastam as boas intenções, meus queridos. A vida corre, o tempo passa e podemos seguir infelizes até ao seu fim, apenas cultivando boas intenções. E não se esqueçam que uma intenção sem acção é, em todo, semelhante a uma mera repetição.

Muitos Sobrinhos desta vossa Tia têm por ritual a elaboração de listas, no final do ano, ao bom estilo “mandamentos”. A Tia confessa que até acha a ideia interessante, e de certa utilidade. Quando expressamos as ideias num papel, lhes conferimos forma e estrutura, é como se as tornássemos mais reais, e portanto mais poderosas. Mas o que acontece é que muitas vezes os meninos fazem listas de 'intenções' e esperam que alguém faça aquilo tudo acontecer. Quem?.... um anjo? ... uma Tia iluminada?... um parente milionário? Se bem que a ideia possa parecer confortante, queridérrimos liguem o interruptor dessas vossas cabecinhas e tomem de assalto aquela lista, A VOSSA LISTA, e não se esqueçam de por “ela” lutar para que tudo se torne real.

E Porque a Tia também é conselheira, e futurista, aqui ficam as dicas de quando os meninos fizerem a reflexão ou lista para o próximo ano:

Antes de começar, em silêncio, procurem o lugar sagrado que existe dentro dos meninos. Se nada encontrarem (de sagrado, obviamente) a Tia recomenda a inspiração brasileira, o calor dos trópicos, as praias de águas límpidas e transparentes... Nada como sair um pouco da agitação do dia-a-dia e iniciar uma nova agitação.... desta feita tropical!..... Até porque a paisagem é mais inspiradora, mais propensa ao contacto com a nossa “sabedoria”, com nosso Eu Superior. Claro que a Tia compreende, caso a envolvência não seja propícia à retrospecção do ano.... mas deixem que as imagens passem pelas mentes dos meninos, não tentem controlar, apenas observem.... Inspirem-se, expirem-se, façam tudo menos comporem-se.... e aí sim, imaginem como gostariam que fosse o próximo ano. Vejam as situações em que gostariam de estar envolvidos, vejam as pessoas que querem ao seu redor, imaginem que tudo aquilo que tenha estado distorcido na vida dos meninos possa ser curado. Vejam harmonia, crescimento e amor....

E quando a inspiração estiver ao rubro, caros Sobrinhos, partam para a acção e destruam o bilhete de volta. Quedem-se na ida, que se quedam muito bem. E será, com toda a certeza, pelo menos, um novo ano “mucho mas caliente”....


Tia sente-se: Tia Tropical

publicado por devaneiosdaTia às 07:27
link do post | Comentem Sobrinhos | favorito

Sábado, 29 de Dezembro de 2007
Homem dóidói???!!!! Poupem-me....

Minhas queridas Sobrinhas, segundo fontes próximas desta vossa Tia, o homem dóidói anda por aí à solta. Desta feita, ao piqueno, não lhe dói os rins ou qualquer osso do ilíaco e escusam de lhe perguntar de que mal padece pois ele, por certo, não o sabe, nem acreditaria, mas acabou  de ser catalogado entre os representantes da nova espécie amorosa cuja namorada se “pôs a milhas”!. Ela bateu a porta, deitou fora a chave e veio relatar a esta vossa Tia que havia mais um dóidói, prontérrimo a amarfanhar o coração das mais incautas. O dóidói é o vilão passivo. Não é agressivo, não maltrata nem sequela, não maldiz aos palavrões... É um piqueno bonzinho até, mas por omissão, eterna adolescência no trato das questões do amor... Não trai necessariamente, não quer ir embora forçosamente, não faz questão obrigatoriamente de se fazer necessário. Se o piqueno fosse um sinal gráfico de pontuação, seria, com absoluta certeza, as reticências.

 

A doença, do tal dóidói, afigura-se mais chocante porquanto até pode ser o piqueno mais bem sucedido profissionalmente, pode estar na lista dos melhores “vendedores”, com uma postura agressiva no mercado de acções em que opera... Um sucesso em público, um fracasso em casa... Não cresceu. Homem dóidói com h maiúsculo, mesmo no início da frase, queridérrimos desta vossa Tia, não existe. Ele é minúsculo, minorca... ele é o mais eloquente dos “cantores” das desconexões amorosas das meninas, mas incapaz “de abrir o peito e mostrar a ferida”.

 

O dóidói está fora de uma cena destas, minhas queridas. Não rasga o peito, não põe fogo às vestes, nem lança seu despudor franco pela ribanceira. Tem medo, entre outros, de morrer enfartado, abandonado por alguma mulher...

 

O piqueno não conhece a angústia profunda da saudade. Nada disso. Ele é dóidói apenas. O eterno menino que se esfrega na sua incapacidade de se relacionar, que esconde a sua falta de vontade em finalmente crescer e dizer estou aqui, vamos nessa (Ó Vanessa).... juntos....

 

O dóidói trata com Betadine a depressão. Acha que basta. Depois sopra e diz, baixinho , “passou, passou”. Já tem mais de 30 anos, barba na cara, dinheiro  no “bolso”. O piqueno saiu de casa mas não deixa que saia dele a casinha-lego onde trancou os sentimentos. Pode até escrever profissionalmente para jornais e publicidade, mas não consegue redigir uma linha da carta de compromissos que o consolidará namorado, marido, amante, ou o mais que seja de aposta na vida das meninas. Aplica todos os verbos no tempo do talvez, na conjugação do quem sabe. O dóidói é escorregadio, foge, é um aprendizando estagnado  do momento decisivo em que os homens se separam dos meninos — ou não.

 

O piqueno é totalmente “amorfo” no que concerne a posse, ciúme, traição, não disputa um amor impossível, não sente falta de ar na presença de ninguém... e se as meninas dele exigem uma decisão, o dóidói pede desculpas às piquenas o tempo todo. Não foi por mal, não foi por bem, e jura que quer ver as meninas felizes, só não que não as pode ajudar. É o homem estragado pela insustentável leveza do ser dos romances modernos. O menino não lê Tolstói, por profundo demais. Só quer saber das rimas, as que não estejam em “El dia que me quieras”. Nada de versos sobre paixões arrebatadoras, em que o amor viril de um homem por uma queriduxa possa soar como aventura, e trazer consequências fora de controle.

 

Minhas queridas, os riscos do amor estão fora da nova ordem mundial — e o dodói pede desculpas por ser tão frágil. O piqueno promete deixar a sua vítima em paz mas, de vez em quando, aparece e ronda a infeliz. Por nada. Só quer ver como anda o dóidói que provoca na alma alheia. Minhas queridas, o menino é estilo granada lançada que explode e, é estilhaço por tudo quanto é lado. Por conseguinte, dóidói e Tia não combinam. Não pode! É que desculpem, meus queridos, mas Tia não se contenta com granadas... só com bombas mesmo... e das nucleares, pois no que concerne a destruição massiva esta vossa Tia há muito que está imune e atenta!!!!

 

 

 


Tia sente-se: Tia implacável

publicado por devaneiosdaTia às 17:44
link do post | Comentem Sobrinhos | Ver comentários (6) | favorito

Sábado, 22 de Dezembro de 2007
Milionários aos molhos!!!

Minhas queridas, isto da santa e imaculada época natalícia já tem os dias contados. Ao que parece o “pecado” já se encontra instalado (e ainda bem, diz a Tia)  e desliza nas águas do rio Huangpu, em Xangai. A Tia não ensandeceu, queridérrimas, mas resolveu explanar às meninas uma alternativa aos cachés, por vezes diminutos, das festas sociais. Curiosas?? Claro, com a crise económica instalada, qualquer informação desta vossa Tia se traduz numa mais valia, sobretudo no que concerne aos cofres familiares.

 

Pois bem, minhas queridas... a Tia desvenda o mistério. Ao que parece os milionários solteiros da China, que vêm aumentando em número, estão sendo convidados a viajar num cruzeiro, ao bom estilo "barco do amor", tendo como objectivo a angariação de casamentos, sendo que prometem aos mesmos a participação de "bonitas e desejáveis" piquenas.

Tal notícia foi difundida pelo “China Daily” sendo que para ser aceite a bordo cada candidato (a Tia diria desesperado) necessita, no mínimo, de despender  US$ 250.000, estando já inscritos 20. Demasiado amarelos para o gosto da Tia, minhas queridas, mas como quem vê caras não vê corações, e muito menos chorudas contas bancárias, poderá ser a solução para muitas da elite portuguesa, onde a bancarrota já há muito se encontra instaurada.

O jornal também entrevistou um dos homens inscritos no cruzeiro, segundo o qual "a aparência é o mais importante". Por isso, minhas queridas, toca a plastificar essa vossa embalagem e, para os casos mais graves, até o Sr. António que faz trabalhos domiciliários de trolha, pintura e pichelaria poderá constituir uma solução económica e um excelente investimento futuro das meninas. Desde que o “cimento” se aguente, claro!

"Homens ricos são geralmente muito ocupados, e a maioria das mulheres que eles conhecem estão a trabalhar ou embrenhadas no mundo dos negócios, o que esses homens consideram inadequado para relacionamentos." E a riqueza das 400 pessoas mais ricas da China aumentou 50% neste ano, segundo a lista da Forbes.

Assim, minha queridas, o que estes milionários amarelados pretendem são mulheres que, independentemente de serem louras, morenas ou ruivas, sejam belas e esbeltas, tenham somente o “tico e o teco” a funcionar, e que consumam revistas ao bom estilo “Maria” para que as meninas lhes possam proporcionar os mais deliciosos temas de conversa.... Também, convenhamos, os piquenos quererão tudo menos conversa!!

Assim sendo, até o problema da língua está ultrapassado, sendo que fontes oficiosas da Tia indicam que os meninos têm preferência por especialistas em braille.... Vai-se lá saber porquê!

Então, minhas queridas, toca a trocar o tal velhote de barbas, barrigudo por sinal e que teima, nesta época, em andar de vermelho. Convenhamos que o conforto de uma limousine em nada tem comparação com um trenó e ainda podem ter a sorte de se cruzarem com um belo exemplar de rena (motorista), fazendo as meninas esquecer a palidez e os olhos em bico do arrebatado milionário.

Como sempre as sugestões da Tia são do melhor!

 

 

 


Tia sente-se: Tia serviço informativo

publicado por devaneiosdaTia às 13:36
link do post | Comentem Sobrinhos | Ver comentários (2) | favorito

Sábado, 15 de Dezembro de 2007
A madrasta lisonja

Queridérrimos Sobrinhos com quantas barbaridades esta vossa Tia se depara. Como versada observadora de comportamentos, sobretudo em ambientes sociais, muitas vezes sou obrigada a concordar que para conquistar uma mulher basta ser um “pinga-amor” assim como portador de um brejeiro dicionário de rimas. Junta-se à fórmula um pouco de lisonja, q.b., e eis que os efeitos são quase que imediatos... toda a linguagem gestual das piquenas se assemelha a um “arrastar de asa”, praticamente incessante, assim como se inicia um frenética sessão de risadas, em tudo semelhante a uma espalhafatosa capoeira.

 

A lisonja sempre foi a principal arma do conquistador e desde sempre os piquenos adoptam o “sábio” conselho que diz: elogia a bela pela sua inteligência e a inteligente pela sua beleza. Só ficam um pouco baralhados quando se deparam com mulheres belas e inteligentes ao mesmo tempo, o que seria, de todo, uma mais valia não o demonstrarem pois evidenciaria a qualidade da massa cinzenta dos meninos que, por vezes, não é lá muita!

 

Parece quase impossível que as meninas não se apercebam que a estratégia do sedutor é mesmo muito básica: fazer com que as meninas gostem dele (ou nele confie), parafraseando clichés que tanto se adaptam às meninas, como a qualquer outra.... A estratégia romântica é, digamos assim e metaforicamente, concebida para ser a chave da porta trancada, a combinação do cofre ou a desculpa para violar o código. Desde um piqueno dizer a uma piquena que esta tem os olhos mais lindos que já viu, ao comentário em voz alta do “técnico” de construção civil “Que grand’a rabo!” para uma mulher que vai a passar... vale tudo para conquistar e chamar a atenção do sexo oposto É claro que esta primeira estratégia tem maior probabilidade de ser bem sucedida que a segunda. De facto, e no que à construção civil diz respeito, nunca se sabe ao certo se os grosseiros piropos são para conquistar a mulher ou o apreço dos outros trolhas. Logo, toda a lisonja que vem do cimo de um andaime é deveras dúbia... além de “invertebrada”.

 

Encetar uma conversa sedutora sugere romance e também, é claro, sedução. Mas nos tempos que correm, em geral, não se faz distinção entre as duas ideias, a não ser sugerir que o sedutor é grosseiro ou burgesso. Isto porque vivemos num tempo em que a linguagem do amor é a retórica do romance. Omitimos o sexo no romance de uma forma que os antigos não poderiam conceber.

 

Durante muito tempo, a lisonja sexual precedia a lisonja romântica. Os piquenos cortejavam as piquenas para conseguir o que pretendiam delas: sexo. O amor pouco ou nada tinha a ver com isso. Já dizia a Tina Turner em “What`s Love got to do with it”. Posteriormente, os meninos utilizavam a sedução fingindo a paixão, apesar de tal só ter acontecido depois do convencionalismo do amor romântico se tornar universal. Ou seja, agora os piquenos já sabem que podem acrescentar mais umas quantas palavras para além das tradicionais frases feitas, sendo que é cada vez mais obvio descortinar a sua “originalidade” porque todo o parafraseado nos soa cada vez mais familiar.

 

Vivemos numa época em que se produz, em massa, o sentimento que foi imaginado primeiro pelos trovadores, pois foram estes que escreveram e tornaram famosa a lisonja dum conquistador. Uma das mais bem sucedidas formas de lisonja envolve o sofrimento do seu trovador. De facto, os amantes mais infelizes têm uma dor mais agradável ao ouvido. No meio dessa sua angústia, o seu coração torna-se ainda mais apaixonado. Logo, ao abordar uma piquena com aquela lenga-lenga do coitadinho, o menino têm boas hipóteses desta lhe dar, no mínimo, colinho....

 

As meninas gostam de sentir que os piquenos precisam delas e, para isso, não há receita melhor que um homem mansinho, que procura carinho... E os meninos sabem que assim é pois mal tenham uma nesga de oportunidade vão querer, com certeza, bem mais que uma festinha no rosto. E é deplorável pensar  que qualquer iletrado, que muitas vezes não tem raciocínio suficiente para juntar duas palavras no sentido de construir uma frase simples, tem sempre a possibilidade de decorar frases feitas. Poderá, por exemplo, servir-se de uma qualquer letra dos Beatles. Senão vejamos! Traduzam o ”Love Me Do” para português e é ver qual das piquenas fica mais derretida... desculpem, minhas queridas, mas há dias em que a Tia, por mais aperaltadas que as meninas se apresentem só consegue ver “asnas”.... Pensem, queridas Sobrinhas, e já agora... componham-se!


Tia sente-se: Tia Observadora :-)

publicado por devaneiosdaTia às 18:00
link do post | Comentem Sobrinhos | Ver comentários (3) | favorito

Domingo, 9 de Dezembro de 2007
Sejam uns idiotas, meus caros Sobrinhos...

Pasmem-se, choquem-se, façam o que os meninos quiserem... componham-se e recomponham-se mas não podem ignorar a máxima de hoje, desta vossa Tia: a idiotice é vital para a felicidade.


Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Que horror! A vida já é uma trapalhada... porque fazemos dela, ainda por cima, um tratado!!!??  Meus queridos Sobrinhos, por favor, deixem a seriedade para as horas em que ela é, de facto, inevitável: mortes, separações, dores e afins. No dia-a-dia, por amor de Deus, queridérrimos da Tia, sejam idiotas!


Riam-se dos próprios defeitos e de quem encontra imperfeições nos meninos. Ignorem o que o pavão do vosso “Boss” alguma vez teve a ousadia de vos apontar e interiorizem qualquer coisa como: “quem tem que carregar aquela cara horrenda, todos os dias, incessantemente, é ele. Pobre piqueno!”.

 
Milhares de casamentos terminam não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Tratem o vosso mais que tudo como o vosso melhor amigo. Só não vale é atirarem um pau na esperança de ele o trazer de volta, com a rabiosque a dar, a dar!!!!... Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselhos para tudo, soluções do mais sensatas que há, mas não consegue rir quando tropeça? Se os meninos querem uma vida cinzenta, mudem-se para Londres... pelo menos seria uma saída bem mais cultural e entusiástica... Como suportar alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas que não tem a menor ideia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Como é possível privarem-se de um bom “programa das festas” ou, mesmo não o tendo, viver intensamente e com alegria, condimentando com um pouco de loucura e improviso?

Meus queridos, quase todos os comuns dos mortais ficam perdidos, como que suspensos na arte de viver, sempre que os problemas terminam. E daí?... Ficam perdidos pois já não têm com o que se preocupar? Céus, quantas pessoas os meninos não conhecem que simplesmente desaprenderam a brincar? A Tia, por certo, repele qualquer criatura com semelhantes características. Não quero, por certo, alguém assim, nem sequer nas redondezas. E os meninos? A Tia espera que não... Os meus queridos façam o favor de esquecerem todos os chavões sobre a temática de serem adultos, tudo aquilo de não brincarem com a comida, não dizerem asneiradas, não serem imaturos, não chorarem, não andarem descalços, não apanharem chuva... Vá lá, transgridam, sejam vocês mesmos!


Os adultos podem (e devem) contar anedotas e piadas, andar de baloiço e escorrega, rir alto e lamber a tampa do iogurte... Ser adulto não é perderem os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável. Testem a teoria da vossa Tia. Uma semaninha, para começar. Vejam e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são: passageiras.

Meus caros sobrinhos, acordem de manhã e decidam entre duas coisas: ficarem de mau humor e transmitir isso mesmo, ou sorrirem... Por certo, e inevitavelmente, terão a cabeça cheia dos vossos problemas, mas procurem conservar um sorriso na boca e paz no coração! E tal como Charles Chaplin dizia: "A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche".

 

Sejam felizes, só isso!!!


Tia sente-se: Tia em recessão de parafusos

publicado por devaneiosdaTia às 18:37
link do post | Comentem Sobrinhos | Ver comentários (2) | favorito

Sábado, 8 de Dezembro de 2007
Quem faz jus ao título de "grande homem"?

Não sei...
O homem inteligente?
Não basta ter inteligência para ser grande...
O homem poderoso?
Há poderosos mesquinhos...
O homem religioso?
Não basta qualquer forma de religião...
Podem todos esses homens possuir muita inteligência, muito poder, e muita religiosidade - e nem por isso são grandes homens.
Pode ser que lhes falte certo vigor e largueza, certa profundidade e plenitude, indispensáveis à verdadeira grandeza.
Podem os inteligentes, os poderosos, os virtuosos não ter a verdadeira liberdade de espírito...
Pode ser que as suas boas qualidades não tenham essa vasta e leve espontaneidade que caracteriza todas as coisas grandes.
Pode ser que a sua perfeição venha mesclada de um quê de acanhado e tímido, com algo de teatral e violento.
O grande homem é silenciosamente bom...
É genial - mas não exibe génio...
É poderoso - mas não ostenta poder...
Socorre a todos - sem precipitação...
É puro - mas não vocifera contra os impuros...
Adora o que é sagrado - mas sem fanatismo...
Carrega fardos pesados - com leveza e sem gemido...
Domina - mas sem insolência...
É humilde - mas sem servilismo...
Fala a grandes distâncias - sem gritar...
Ama - sem se oferecer...
Faz bem a todos - antes que se perceba...
"Não quebra a cana fendida, nem apaga a mecha fumegante - nem se ouve o seu clamor nas ruas..."
Rasga caminhos novos - sem esmagar ninguém...
Abre largos espaços - sem arrombar portas...
Entra no coração humano - sem saber como...
Tudo isso faz o grande homem, porque é como o Sol - esse astro assaz poderoso para sustentar um sistema planetário, e assaz delicado para beijar uma pétala de flor...
Assim é, e assim age o homem verdadeiramente bom.


Tia sente-se: Tia versão literária

publicado por devaneiosdaTia às 17:30
link do post | Comentem Sobrinhos | favorito

Quinta-feira, 6 de Dezembro de 2007
Os males de nuestros hermanos!!!

Minhas caras Sobrinhas... o problema parece, de facto instalado. Andava esta vossa Tia numa “Surfada” cibernauta, quando de repente, toda a sua atenção ficou focada num escrito deveras original, intitulado “Porque algumas perguntas, na categoria de Ciências Sociais em estudos sobre a mulher, são tão estúpidas”. Claro, está que, perante tal a Tia “debruçou-se” sobre a questão do tão indignado piqueno.

 

E dizia ele: “Mulheres!”.... ai, ai, ai...a Tia só não faz qualquer reparo pois o piqueno é Espanhol mas convenhamos que até em Castelhano um "Señoritas” seria mais recomendável... mas prossigamos com a descrição do despeito do menino: “Com o mais profundo sentido de respeito que sinto por vós, porque é que algumas de vocês fazem perguntas tais como «que posições são melhores para ter sexo»....” Pois está claro, minhas queridas espanholitas , ou as meninas elevam o vosso sentido de posicionamento ou os piquenos ficam, de facto, no mínimo, confusos... Ainda bem que em Portugal todas nós temos uma acrobata dentro de nós!

 

“... sentimentos por romper com o vosso par, etc, na categoria citada? Não acham que este espaço deveria dedicar-se a discussões mais elevadas sobre problemas que as afectam tais como discriminação, sexismo, etc ? De certo, e sob o meu ponto de vista, este espaço aponta para a imagem da mulher. Quando vejo este tipo de perguntas fico, simplesmente, mudo e não sei o que pensar...”. Reparem, minhas queridas Sobrinhas, no drama do piqueno ... Sim, ao que parece, as nossas congéneres Espanholas são especialistas na arte de provocar baques... e não são de fácil recuperação, que o diga esta vossa Tia!

 

 “Para finalizar, para mim esta categoria deveria reflectir as vossas percepções sobre a actualidade e os homens. Este é outro tema que me tem preocupado – a vossa opinião relativamente aos homens. Li alguns comentários que, simplesmente, prefiro não recordar. Porquê tanta Androfobia ? Tenho que me tornar homossexual?”

 

Desculpem, caros Sobrinhos, mas pelo comentário Espanha está um caos no que às  piquenas concerne... Tanta androfobia, que os meninos chegam a equacionar a homossexualidade? Ou não serão, eles próprios Ginefóbicos ?

 

Bom, por cá estamos todos muito bem... aliás, até para entender esta nova terminologia, meus caros hermanos , temos, por certo, que consultar uma enciclopédia para entender as vossas fobias.... Há dias em que a Tia tem orgulho em ser portuguesa.... se há!!!!


Tia sente-se: Androfóbica?!!!Não,com certeza

publicado por devaneiosdaTia às 11:27
link do post | Comentem Sobrinhos | favorito

Sexta-feira, 30 de Novembro de 2007
Chatos??? Não, obrigada!

Desculpem, meus caros Sobrinhos, mas há dias em que até uma Tia se vê obrigada a sacudir-se.... é que a estirpe “chata”, ao que parece, encontra-se em franca proliferação e em crescimento acelerado. E, antes que a contaminação possa, eventualmente envenenar esta vossa Tia, aqui fica um post bem ao jeito de antídoto.

Bom, os meninos, de certo, conhecem a origem etimológica, nada simpática, diga-se de passagem, do termo chato que, por vias “analógicas” passou também a designar os humanos com comportamentos igualmente irritantes que, embora não causando prurido, confessa a Tia que por vezes a chatice traduzida na  falta de educação, inconveniência, impertinência, algo maçante, enfadonho, repetitivo, que estraga o nosso bom humor ou o nosso prazer, a põem à beira de um ataque de nervos. Para ser mais precisa, a Tia não tem ataques, mas sim achaques. É impossível fazer um levantamento exaustivo dos tipos de chatos visto que os mesmos são versáteis, multifacetados e multiplicam-se a uma velocidade estonteante.

 

O chato é um estilo de ser que faz parte da nossa realidade concreta. A chatice do chato é sempre uma expressão do quotidiano banal dos seres humanos. Só os humanos sabem chatear e se sentirem vítimas das chatices dos seus semelhantes. E é nas várias manifestações de chatices, que os meninos também vêm a causa do aumento do número de chateados. E já agora, perdoem o acréscimo de chanfrados, também!.

 

No entanto, caros piquenos nada de associar tristeza com a chatice, por exemplo, quando alguém diz “fui a um velório muito chato” ou “fulano estava chateado”, ou ainda, “suicídio é uma coisa muito chata”... Outro equívoco é associar a chatice com a falta de beleza e a antipatia. Quando alguém diz “fulana é uma chata” querendo dizer que ela é visualmente feia ou antipática, provavelmente, o mau uso dessa palavra camufla um certo rancor dirigido ao desprovimento de beleza e simpatia, do referido exemplar. A verdade é que ninguém é chato simplesmente porque é feio, ou mesmo desprovido de encantos. A isso, em concreto, a Tia utilizaria outros termos.... menos “chatos”, por certo!

Ser ou não ser chato, eis a questão fulcral. Existem, por certo, várias maneiras de ser chato, mas queridérrimos Sobrinhos, para mal dos nossos pecados, um chato, o verdadeiro, o autêntico, escolhe sempre a pior. Senão vejamos:

- Ser Chato não se aprende, nasce-se chato. Não existem estudos exaustivos sobre a matéria, mas por certo, algum espermatozóide chato fecunda um óvulo imaturo e.... eis que surge a estirpe ;
- Um chato nunca se cala e se o faz de repente, caros piquenos , contactem o cangalheiro mais próximo pois, é porque morreu;
- Uma pessoa brilhante pode ser chata, mas um chato nunca é brilhante. É pois, um espécimen apagadote que se vai colando aos “iluminados” da vida;
- A teimosia é a força de vontade do chato. Aliás, o cruzamento de um burro com um puro sangue dá, na certa, um chato aos coices. Entendem, agora, porque esta vossa Tia tem horror à burrice e à estupidez;
- Um chato nunca perde o seu tempo. Perde o dos outros. E a Tia acrescenta: aparecem sempre no sítio errado, à hora errada... mas aparecem. Ao virar de cada esquina, lá estão eles, colando-se a cada pessoa melhor que a araldite;
- Todo chato tem cara de chato. Em geral, um dote nunca vem só. Costumam ter voz de chatos, cara de chatos e toda uma panóplia e variedade de trejeitos que, individualmente, em pessoas diferentes, não têm nada demais mas que, reunidas num único ser,
de alguma forma, tornam-no inequivocamente chato. .

- O chato só não ronca quando dorme sozinho. O piqueno, em geral, assemelha-se à panela rota de um automóvel, amplificando o som ao longo da noite. E mais... segundo estudos mais recentes, nos casos em que esta subespécie acasala, as perdas, em termos de horas de sono, durante a vida média de um casal, poderão chegar aos dois anos! É verdade, espantem-se com  esta máxima meus caros Sobrinhos!; 
- A um chato quando lhe dizemos que ele “está errado”, responde de pronto “eu sei!”. Pelo que a indicação desta vossa Tia é não expressarem qualquer tipo de opinião e livrarem-se do personagem utilizando todas as refinadas técnicas do “chega para lá”;
- Normalmente os chatos iniciam o seu discurso com frases do tipo: “É chato dizer isso, mas…”. Aqui está o aviso, piquenas e piquenos .... e fica ao critério dos meninos deixarem, ou não, o desenrolar dos acontecimentos que é, logo à partida, desaconselhável;
- Todos  nós temos um dia chato, ou um dia em que nos comportamos como tal, mas um chato é chato todo o dia, incessantemente.... não tem fases, não tem momentos. É como uma pequena central eléctrica que produz 24 horas por dia chatices atrás de chatices;
- O chato, por sistema, quando está com tosse nunca vai ao médico mas sim ao Teatro ou ao Cinema. São, por norma, pouco dotados a nível pulmonar, mas excessivamente a nível vocal, sendo que conseguem emitir os mais estranhos e estrondosos tipos de ruído;
- Um chato é aquele sujeitinho que fica mais tempo com os meninos, do que os meninos com ele. Sobretudo, se os meninos forem como esta vossa Tia, dotada de um sistema automático de “ON” e “OFF” que ao mínimo indício de chatice entra, desde logo, em funcionamento;
- O chato é aquele que só fuma para cravar cigarros aos outros, como se aos meninos lhes passasse, sequer, pela cabeça andar a sustentar o vício dos outros... Ora essa... E, como se tal não bastasse, o personagem é daqueles que pára de fumar para chatear quem fuma.... Não pode!

- Um chato, é do tipo que quando nos acompanha na rua, ou numa caminhada, pára de 2 em 2 metros porque não sabe conversar em andamento. É uma excelente oportunidade para os meninos tentarem bater todos os recordes, nacionais, internacionais, pouco importa... o que interessa é que deiam a essas pernas com todo o vigor e energia, de forma a deixar para trás a chatice transformada em espécie humana;
- Chato é aquele que conta tudo, tim-tim por tim-tim, e ainda entra em detalhes e pormenores que só a ele, com certeza, interessam. São seres imaginativos, dotados de uma cultura, peculiar, no que concerne a novelas mexicanas todas elas, como os meninos sabem, de péssimo argumento e realização;
- O chato é aquele a que os meninos devem, de todo, evitar dizer: “aparece”, pois aparecem MESMO... e, é mais do que certo, na altura mais inconveniente
...

- Chato é aquele indivíduo que só vai ao cinema assistir a filmes de mistérios para poder desvendar o desfecho aos outros.... um chato, é por norma, um desmancha prazeres, um antecipar de chatices e confusões... o problemático dos problemáticos;
- O Chato é aquele que nos diz do outro lado da rua: “Vem cá!!”, quando a distância é absolutamente a mesma para ambos.... Mas Tia que é Tia não vai em conversas.... afinal, as solas de um chato são, por norma, mais baratas do que as de uma Tia!;
- Quando o chato chega em casa, a toda a família finge que já está a dormir... todos os elementos encontram-se prostrados em seus leitos, na expectativa de que o “animal” dê por terminada a sua jornada e, também ele, se junte ao contar de carneiros familiar.

 

O chato é mesmo um cara-de-pau, cheirando a sadismo e a cinismo: é o difamador de nossa vida pessoal, aquele que goza o invadir da nossa privacidade e do nosso espaço. E por favor, caros Sobrinhos, não ousem sequer pensar que os meninos podem ser a vacina de semelhante epidemia... o chato não tem, nem nunca terá, qualquer tipo de cura! Uma vez mais, conselhos gratuitos de uma Tia!

 


Tia sente-se: Tia... as always!!!!

publicado por devaneiosdaTia às 11:43
link do post | Comentem Sobrinhos | favorito

Segunda-feira, 26 de Novembro de 2007
Que o cúpido, na Tia, não tenha pontaria!!!!

Ser Tia, é de facto um fenómeno, tanto mais quando somos vistas sob o prisma de alguém que se apresenta como um puzzle complexo que se é obrigado a tentar decifrar, uma alma ferida que é necessário curar, uma rebelde de múltiplas causas que se imiscui em problemas pelo facto de não abdicar das suas convicções e um coração que poderia voltar a amar se fosse tratado com devoção. Um fenómeno que os mais ousados dos piquenos ficam deliciados com a pretensão de terem entre mãos a missão impossível de lhe despertarem emoções únicas e que estarão a seu lado para a mudarem. Com tanta presunção junta, a Tia de facto, ou se comove ou os demove, sendo que a última hipótese é, de facto, a mais provável.


Pois bem, meus queridos Sobrinhos, falemos então de amor. Estava a Tia numa cerimónia a qual chamam de casamento quando recebe uma sms deveras surpreendente. Escusando-se a descrever a criatura autora de tal sapiente texto, eis que uma das súbditas de seu reino se atreve a aconselhar para “nunca negligenciar” a sua vida afectiva. A Tia confessa que teve que se conter para não responder de volta algo como “minha querida Sobrinha, encontro-me com uma comitiva de mais de 100 pessoas, na Igreja do Foco a tratar do assunto…”


Ser amado é uma coisa estranha, no mínimo, enigmática. Então, procurar as causas do amor pode revelar-se uma tarefa bastante pesarosa . Quando a Tia pergunta aos seus Sobrinhos o motivo do amor destes, a maior das probabilidades é que fiquem pasmos, não sabendo responder. Outros, mais ousados, descrevem os olhos brilhantes do seu ser amado, uma ou outra qualquer qualidade que a todos passa despercebida, havendo inclusive reports ” de uma admirável cicatriz na testa que o adorna desde criança. Bom, se fossem duas, seria bem pior, pensa a Tia.


Reflectir sobre os motivos pelos quais se é amado e tentar encontrar razões inteligíveis é uma desafio que a Tia não pode deixar escapar. Porque é que haveremos de aceitar, quiçá agradecidos, o amor de alguém sem nos perguntarmos o porquê de tal fenómeno. Sim, pois os porquês podem fazer a diferença. Recordo a indecisão de um dos meus Sobrinhos. A sua amada vivia na ilusão de que podia consertar tudo o que não era perfeito. Por isso, anteriormente, tinha casado com um homem que viria a falecer de cancro e, presentemente, oferecia ao piqueno a hipótese de o considerar a sua próxima obra de caridade. E o menino ainda tem dúvidas?… Pior do que isso só mesmo a célebre tirada de um antigo jogador de futebol: “estávamos à beira de um precipício e demos um grande passo em frente”. Por favor!


A Tia ainda acredita no amor verdadeiro e passional, o sublime, o autêntico, o verdadeiro. No amor que é puro fogo e paixão, que contraria convenções sociais e todos os demais impedimentos, na medida em que bebe da vontade dos enamorados. Este tipo de amor, eterno e permanente, exige de quem ama uma entrega incondicional e sem reservas. E é lindo ver os piquenos e as piquenas a sentirem o amor como uma grande força que une duas pessoas numa simbiose mágica e duradoura para posteriormente se converterem em vítimas da ruptura e cair no mesmíssimo inferno, tão pronto a paixão inicial termine.  Ou então, consideram o amor como uma opção em partilhar a vida com outra pessoa, considerando-se a si próprios como uma pessoa completa e, inclusive, que o amor não tem de durar eternamente.


Não… mas os meninos elegem os dramatismos… Nada como entregar-se à outra pessoa até se esquecerem de si mesmos, nada como unirem a vossa existência à da outra pessoa, nada mais prodigioso que justificar a violência psicológica e/ou física em nome do amor, nada como talharem-se à outra pessoa a todos os níveis (talhar, para mais tarde retalhar!!!), idealizarem o amor o mais que puderem, saberem que não podem lutar contra o amor porque é um arrebatamento imparável e acima de toda e qualquer vontade, convencem-se que nunca ninguém amou assim e desesperarem perante a ideia de abandono. Sim, este é o caminho certo, afinal, há que dar  novas oportunidades aos licenciados no desemprego oriundos dos cursos de psicologia.


Será assim tão surrealista descortinar que a obsessão romântica entra em declínio no preciso momento em que o objecto do vosso desejo se entregue aos meninos, pois deixará de se enquadrar na ideia prototípica do amor? E, perante a incompreensão da conquistada, os meninos perderão rapidamente o interesse fixando-se noutra pessoa que não lhes fez caso algum. Enquanto isso, a piquena amiga de toda uma vida, aquela que sempre esteve apaixonada pelos meninos desde o primeiro dia, de forma sincera, ficará à espera que, talvez um dia, os meninos abandonem o romantismo platónico e decidam ser felizes.


Apesar dos petizes e das petizas habitualmente escolherem os amigos de entre as pessoas que mais os gratificam, os respeitam e mais os compensam emocional e afectivamente, a maioria destes tendem a relacionar-se com uma cara metade sentimental e que não só não os gratifica, como também os enche de amargura.  E, de facto, ser uma Tia conselheira, neste ambiente de poluição emocional, confrange e muito, meus caros sobrinhos.


E porque não um charmant chega para lá, do tipo: “és brilhante, engraçado, surpreendente, sensual, etc , etc … mas contigo sentir-me-ia só”. Isto acrescido ao dito popular: “mais vale só que mal acompanhado” seria, de facto, uma boa prescrição que evitaria, de todo, muitas das síncopes cardíacas que por aí se arrastam. Ouçam os conselhos, desta vossa Tia. 
 

 

 


Tia sente-se: Tia a 100%

publicado por devaneiosdaTia às 09:59
link do post | Comentem Sobrinhos | Ver comentários (2) | favorito

Segunda-feira, 12 de Novembro de 2007
Flechadas no Pavilhão Atlântico??!!!!

Meus caros Sobrinhos, isto é História. Os The Cure, em Portugal, no dia 8 de Março do próximo ano, no Pavilhão Atlântico... Não pode! Bom demais! Exclama a Tia!

E num ápice de exaltação toma de assalto o seu teclado e, como que por magia tecnológica, reserva a sua presença hilariante no concerto dos piquenos. Claro que, com a aproximação do fim-de-semana o entusiasmo da Tia pelo fenómeno contagiou todo o círculo de Sobrinhos mais próximos, como que a advinhar uma invasão tripeira à capital.

Para a geração da Tia, os The Cure são uma banda de referência, difícil de categorizar devido ao seu som bastante peculiar que, durante o seu percurso extremamente original, esteve na origem de várias correntes musicais, tais como Darkwave, Coldwave, Gothic Rock e Rock Alternativo. Os The Cure são, de facto, únicos.

Até aqui, se bem que o evento seja digno de registo, nada justificaria um Post da Tia. Pois, meus Caros Sobrinhos... até numa simples ida a um concerto, uma vez mais, o imprevisto aconteceu!!!!

Ciente de levar a boa nova a terras minhotas, munida de informações indispensáveis à concretização de uma importante presença junto de Robert Smith, a Tia contagia de entusiasmo os seus interlocutores... até que uma Sobrinha mais atónita, de semblante franzido e deveras perturbada, questiona a Tia: “Mas não há seringas? Não vamos sair de lá com uma seringa na testa?” E, perante o espanto da Tia, a criatura prosseguiu: “Sim, porque no concerto dos Rolling Stones o meu irmão foi ameaçado....” 

 

Não pode!, pensa a Tia. Será que a a piquena entendeu que a Tia falava de algum Campeonato de Setas, cujos participantes ou seriam iniciantes ou desastrados por completo? Ou será que a piquena fez uma mix da conversa anterior e está a reportar-se à comemoração do dia do Índio.... só que é a 19 de Abril.... e no Brasil, minha querida! E Tia e Indios não devem combinar lá muito bem.... digo eu! Setas, flechas, flechadas na testa.... Ok, perfeitamente natural.... mas, seringas na testa?????

Bom, minha querida, seja com que for que a menina delire que ande pelo ar, uma coisa a Tia lhe garante: a imunidade da Tia é tal que seta que é seta, flecha que é flecha, seringa que é seringa é sempre crivada mas.... ao lado, por certo! Só pode! Portanto, o mínimo que a Tia recomenda é que um bom capacete faça parte da indumentária da menina, nessa noite!!!!


Tia sente-se: Tia Hilariante

publicado por devaneiosdaTia às 15:58
link do post | Comentem Sobrinhos | Ver comentários (2) | favorito

Quinta-feira, 8 de Novembro de 2007
OS SEDUTORES SEMPRE ACABAM SÓS

Será, que os Don Juans do quotidiano são amorosos? Não me parecem, caros Sobrinhos. De facto, a estirpe caracteriza-se pela sua arrogância, poder de atracção e sedução, e abonáveis técnicas, bastante características, de conquista de mulheres. Parafraseando o Herman têm “resmas, paletes de gajas”, mas acabam sós. Pobres piquenos!

  
É, de facto, sobejamente conhecido o mito do Don Juan, que inspirou, por terras lusas, o nosso estrambótico Zézé Camarinha que se julga um misto de um moderno sedutor de ficção (James Bond), com um sedutor histórico (Casanova). Quem não se recorda da fonética e gramaticalmente bem estruturada frase de apresentação: “Halo, babe. I Cama(rinha), Zézé. You?” Fantástico. Realmente tentador!!!.

 

E a Tia, preocupada com este fenómeno social, dá ênfase a duas questões fulcrais. Senão, vejamos, caros Sobrinhos. Será que um homem nasce Don Juan, simplesmente acorda e está transformado num Don Juan, ou vai-se transformando em Don Juan? A outra vertente, destinada às piquenas mais incautas, prende-se com a questão de como saber se estamos perante um sedutor. Então, meus caros piquenos e piquenas acompanhem, por favor, a Tia nesta sua dissertação.

 
Um homem, obviamente, não nasce Don Juan. Desculpem mas assobiadelas, olhares indiscretos para peito, coxas e rabo é um comportamento totalmente atípico de um bébé, mesmo os provenientes da alta tecnologia de inseminação... Só nos resta a consolação de que este personagem sofre uma mutação, ou seja, os meninos podem ser perfeitamente normais e... de repente.... zás. Não sei se estão a acompanhar a Tia. De Certo que o estarão... Então, perguntam os meninos, como se transforma um homem em Don Juan ou, pelo menos, num aparentado?

 

Antes de mais convém estar em sintonia com o conceito. Um Don Juan é um espécime volúvel, perverso perante o sexo e as mulheres, as quais detesta. Detesta? Pasmem-se, meus queridos sobrinhos, mas este energúmeno tem um comportamento que pode ser descrito como “promiscuidade neurótica”: é incapaz de amar uma mulher, mas sente-se compelido obsessivamente a arranjar uma parceira sexual após outra. Que maçada, observarão os meninos....

 

Mas atenção, um Don Juan não pode ser confundido com um jovem que tem vários encontros sexuais. O jovem é mais movido pela curiosidade... aquela deixa de um conhecido spot publicitário semelhante a  “mas afinal, o que é que se passa aqui?” encaixa na perfeição. Na confusão natural da idade, o piqueno avista uma piquena, questiona-se “mas afinal, o que é que se passa aqui” e zumba... . acredita que se apaixonara, casando-se para fundar uma família. Mas, no caso de um Don Juan, ser emocionalmente retardado, a sua atitude é contraditória: despreza e procura as mulheres.

 
Mas então, queridíssima Tia, o facto de ser homem, não o torna sedutor? Em geral, caros piquenos, há alguns aspectos comuns. Senão vejamos:

 

1 – O Desejo de amar é inato, mas a capacidade de amar é aprendida. Uma criança educada sem amor não saberá amar. E as suas ligações adultas – principalmente com o sexo oposto – serão marcadas pelo temor.

 

2 – Embora atraente, o sedutor não gosto de si. Portanto, inconscientemente, acha que ninguém pode amá-lo. Assim, terminam apressadamente um relacionamento, com medo que a queriduxa “descubra”  que ele não tem nada para ser amado. .

 

3 – Outro factor que leva ao don-juanismo é o medo do homossexualismo latente, que parece caracterizar a maioria dos sedutores. Não estou a brincar, meus queridos sobrinhos, mas se observarem um Don Juan em acção vão ficar na dúvida se o dito será ou não um mix de  borboleta com ser humano, tal a extrema delicadeza dos gestos e postura... Daí que cada mulher conquistada funciona como prova, em formato trofeu, da sua heterosexualidade.


O desejo mais íntimo de um Don Juan é ter uma relação estável com uma piquena mas, devido ao seu receio de rejeição, atribui a culpa do fracasso à mesma e a todo o sexo feminino. Assim, a sua  próxima etapa é a da vingança e nada melhor do que induzir a menina a uma completa submissão. Aos olhos do sedutor, a posição mais submissa e passiva é a do acto sexual. Por isso, este constitui um importante trunfo que nada tem a ver com amor mas sim com a conquista.

Sosseguem, minhas queridas Sobrinhas. Sei que ao ler as palavras da Tia as inquietei, de certa forma. Mas nada como saber detectar se um homem é um sedutor, certo? E só não vê quem não quer, minhas queridas.

 

1 - É inteligente, compreende as mulheres e esforça-se por desenvolver qualidades que julga irresistíveis. Utiliza, um pouco, de psicologia de almanaque mas, infelizmente, para muitas é o que basta;

2 – Sente rapidamente qual a fraqueza da mulher e explora-a ao máximo. E não estou propriamente a referir-me a fraquezas devido a dietas inapropriadas, se é que a Tia se faz entender...;

3 – Faz com que a mulher se sinta a única, e a mais importante do mundo. Queridas sobrinhas, tenham dó... as meninas e mais não sei quantas “bi-leonas”.... e, se for o caso de, se auto-assustarem diante dum espelho, não estão à espera que os piquenos fiquem deliciados com o que as meninas apresentam desprovido de qualquer encantamento!!!!

4 – Aperfeiçoa as técnicas físicas do acto sexual. Há quem diga que habitam numa espécie de queijo suiço.... 

5 – Veste-se bem, parece resoluto, seguro e romântico. Mas é egoísta e perversamente calculista. Porque é que algumas piquenas (e não são tão poucas quanto isso, atendendo às estatísticas divulgadas) se sentem atraídas por um personagem tão cruel? A explicação é simples e a meninas detém a resposta, com certeza!

 
Dificilmente um sedutor se casa. Por isso, e como não ficam para semente, submetem-se ao natural processo de envelhecimento, tal qual o comum dos mortais, sendo que neste processo degenerativo perdem a potência sexual, deixam de atrair as mulheres e fica sós. Não têm amigos, pois os homens desprezam-nos... Não tem amigas, pois desprezam as mulheres. E raros são os que escapam ao seu destino solitário e sem amor.

 


Tia sente-se: Sedutora????? :-)

publicado por devaneiosdaTia às 16:15
link do post | Comentem Sobrinhos | Ver comentários (4) | favorito

Terça-feira, 6 de Novembro de 2007
Imaturidade no género feminino ou masculino?

Hoje o devaneio da Tia é sério... não pode!!!, exclamam os meus caros Sobrinhos. Só pode, remata a Tia. E aqui vai ela, nada a detém...

O masculino e o feminino vivem uma grande competição, sendo que cada um dos géneros tenta provar ao outro a sua superioridade, o seu heroísmo em suportar a convivência com seu oposto, ou... enfim, não importa o lado em que possamos estar, pois podemos verificar com toda clareza, as diferenças evidentes entre um e outro, numa velada e explícita maneira, onde cada um dos lados, procura demonstrar que é mais competente, ou mais inteligente que o seu oposto. Quanto aos neutros, a Tia abstém-se de comentar, por certo!

A maldita libertação feminina (no que concerne aos extremismo exacerbados) das últimas três  décadas (incrível pensar que em Portugal as mulheres só exerceram o seu direito de voto em Novembro de 1974) veio dar à mulher uma consciência maior do seu corpo, da sua vida, dos seus direitos e do seu poder. A passos largos, a mulher ganha o seu espaço e prepara-se para, muito em breve, fazer com que o lado feminino da vida tome o destino do planeta e nos conduza ao nosso grande destino: de vivermos, novamente, uma vida de harmonia, justiça, paz e felicidade. As eternas ilusões femininas, minhas queridas!!!

A Humanidade é analisada sob um prisma niilista, uma visão apocalíptica do destino humano. Mas, caros Sobrinhos, quem já consegue ver com os olhos da alma e entende que múltiplos valores de mente e psique estão sendo novamente resgatados, pode ter a certeza que em breve teremos uma mudança planetária do comportamento humano. Ou apenas um ideal???

Pois, bem, meus queridos mas para que a mudança aconteça é necessário desmoronar toda a estrutura arcaica da sociedade, para que se comece tudo novamente. E agora, segurem-se, caros Sobrinhos, pois quem fará esta mudança será o aspecto feminino de cada personalidade! Não pode... replicam os meninos... Calma, não se manifestem tão pronto.

Para que sigam o raciocínio da Tia revejam a doutrina fundada por Lao Zi. O Tao, trouxe-nos a visão do positivo e negativo (do Yin e do Yang). Certo, os meninos requerem conceitos mais modernos. Ok a Tia contrapõe, em analogia, com o do electrão (carga negativa) e do protão (carga positiva), que cada um de nós tem no seu ser. O nosso corpo é do lado esquerdo, negativo, é Yin, é electrão, ou seja, em cada um de nós, o nosso lado esquerdo é feminino. Em contra partida, o nosso lado direito, é positivo, é Yang, é protão, ou masculino.

Estou certa que os meninos, neste momento, pensam para si mesmo que a vossa querida Tia ensandeceu, desta feita. Não sejam impacientes, queridos Sobrinhos. Deixem o pensamento da Tia fluir... Sim, somos seres bipolares. Masculino e Feminino completam-se em si mesmo. Um não vive sem o outro. Um não funciona sem o outro. Ambos convivem em si e fora de si, a todo o tempo. E aqueles que não convivem em si, consigo próprios estão em desequilíbrio e sofrem. E proliferam tantos desequilibrados e sofredores....

Se é um  piqueno e heterossexual, com certeza, que as piquenas estão na mira do menino, certo? A procura do menino é sempre por uma mulher. E os meus caros Sobrinhos já se questionaram porque procuram sempre uma mulher? Porque não uma couve, uma nabiça, um rabanete??????  Porquê esta correria atrás das piquenas? O que leva os meninos a gostarem de seios, de coxas carnudas e macias, de nádegas fartas e bem torneada, de uma braço liso e bem delineado (dois, é demasia!) e sem pelos, de cabelos compridos, etc... ou seja, tudo aquilo que o homem aprecia numa mulher? Uma vez mais relembro aos meninos que a Tia abstém-se de comentar os gostos neutros... é demasiada salada, até para uma Tia!

É óbvio, replica um ou outro Sobrinho mais expedito "...é porque sou homem...". A Tia não duvida, queriduxo, mas não está aqui a “discutir” a masculinidade do menino mas sim o motivo pelo qual tem tanta atracção pela mulher. Ai, Ai, se não recupera do baque a Tia dá uma ajudinha. O Menino, e todos os homens, têm tanta atracção pelas mulheres porque a parte masculina dos meninos reclama a ausência da parte feminina em vós mesmos.

Pasmem-se piquenos, enquanto a Tia prossegue. Não pode... Ainda não entenderam? Então prestem a devida atenção... O homem tem atracção pela mulher por sentir que falta, dentro dele, uma parte e por sentir que esta parte está numa mulher. Por conseguinte os homens querem uma mulher, desejam um corpo de mulher, por se sentirem incompletos sem o feminino. O ser completo é masculino e feminino ao mesmo tempo. Uma integração bipolar.

E tem lógica. Gostamos no outro aquilo que nos falta, aquilo que não temos, aquilo que queremos para nós. Claro que a Tia não pensa em seios, coxas e nádegas fartas... Componham-se, caros Sobrinhos. Para as mulheres, o inverso é o mesmo, mas sempre no masculino, certo? Músculos no peito, nas coxas, nos braços, nas nádegas, e pelos no peito, pernas, barbas (nem tanto, confessa a Tia!!! Há que dar utilidade à gillette, certo?...) A mulher procura um homem, pois sente falta do seu lado masculino em si mesma.

A grande conquista deste terceiro milénio é a harmonia das partes. O equilíbrio entre as duas forças primordiais do universo. E, se fizermos uma aferição entre ambos, certamente o masculino neste momento sairá perdendo de longe... Calma, nada de feminismo ou machismos exacerbados... Deixem a Tia prosseguir, por favor!

A mulher é a Matriz. Um dos dois teria que sê-lo... Só que esta matriz, na actual sociedade, vive também uma enorme crise. Tem muitos problemas estruturais a resolver. Sim, caras piquenas, temos que o admitir... Sofremos bastante com o modelo educacional herdado mas, mesmo assim, levamos uma vantagem enorme sobre os homens. E todas nós, que estamos alguns séculos à frente do homem ainda encontramos sérias dificuldades em lidar com o que a Tia passa a enumerar:

1)      A mulher compete demais com outra mulher. Tem necessidade de ser  mais bonita, mais inteligente e, de uma forma geral, quase que se apodera da vida da outra mulher. Esta competição intensa com a outra mulher está ligada à competição com a própria mãe, que não resolveu na sua infância, quando viveu a sua fase de complexo de Édipo.

2)      A mulher tem uma ausência,  que lhe cria muita ansiedade e insegurança (devido à ruptura com a mãe aquando da vivência dos seus complexos de Édipo e Castração). Como precisa lidar com “estas dores” e teria no homem o resgate desta insegurança, ao ver este homem frágil, (como a mãe dele o moldou) com comportamentos inadequados, ela precisa tomar conta da vida dele. De uma forma geral a mulher traz em si, um conceito arquetípico, que está enraizado na psique feminina onde se crê, indevidamente: "todo homem é incompetente, não sabe fazer nada, não sabe cuidar de si se não tiver uma mulher por trás....". Certamente nossos pais deram-nos muitas provas e confirmações deste facto. E muitas mulheres, crentes deste absurdo, agem como se tivessem tomado de assalto a vida masculina, querendo controlá-la, actuando como se o homem fosse um incompetente para qualquer coisa. “Talvez só sirva para ganhar dinheiro”, devem pensar as servis. Infelizmente, A Tia é obrigada a admitir que, nos dias de hoje, ainda existem um grande número de mulheres que procuram num casamento ou numa relação afectiva, o dinheiro que o homem possa ter ou ganhar. Pobres espíritos, estes!

3)      A mulher, ao ter um filho homem, enfrenta uma verdadeira guerra interior entre o amor, o apego e o poder. Muitas jogam todo seu conteúdo infantil não resolvido em cima deste filho. Rodeiam-no com cuidados e protecção excessivos, não o deixam tomar qualquer iniciativa e, não o ensinam a fazer, a agir, torna-o dependente, incompetente. Ou seja a sua própria ansiedade e insegurança leva-a a criar um ser que confirmará a sua própria tese “todo o homem é incompetente".

4)      A mulher, no geral, tem uma excessiva necessidade de ser admirada. O resultado da vivência do complexo de Édipo  é a criação de um mecanismo de defesa que visa compensar a ruptura com a mãe e o ser admirada visa suprir, de certa forma, esta ausência. Como toda mulher conhece a dependência que o homem tem do seu corpo, muitas usam este “magnetismo”, visando manter o controle e poder sobre o masculino.

5)      A mulher tem uma grande fragilidade que é, precisamente, a necessidade de ser admirada. Por isso, há homens que percebem esta dificuldade... É aqui que muitas mulheres são enganadas quando estão diante de um homem sedutor, que usa do poder da libido, da força masculina, que sabe falar as palavras que elas precisam de ouvir. Tontas! Verdadeiras tontas! Poucas mulheres estão estruturadas para resistir a este poder devastador do masculino, quando usado de maneira inconsequente.  Pobres criaturas ávidas de poder...

O homem, por seu turno, tem outros vícios e outras dependências. Mas, a Tia denota que a dificuldade de um dos lados é consequência imediata da atitude do outro, senão vejamos:

A grande maioria dos homens, quando procura uma relação afectiva, acaba por se deparar com uma mãe, que continua a nutri-lo como a sua mãe sempre o fez. Por mais que o discurso seja diferente a grande maioria dos homens ainda, e infelizmente, está preso à educação latina machista, onde o papel da mãmã nutridora é tão forte que ele não consegue resistir  e procura sempre o mesmo referencial de companheira. Os meninos, decerto, terão que admitir que muitos homens, nos dias de hoje, casam-se para ter uma mulher que cuide dele... Pobrezinho... Como não se libertou da sua mãe, normalmente, ou em diversos momentos da sua vida, o homem vê a mulher como um simples objecto, de uso da sua sexualidade, que está ou deverá estar à sua disposição para nutri-lo em tudo. Existe uma relação total entre sexo e insegurança Sentindo-se inseguro procura praticar sexo, ou seja procura no sexo a protecção do corpo da mãe, que sempre esteve lá para supri-lo. A Tia entende este como um dos maiores problemas do masculino, a sua grande fragilidade. Como é triste ver um homem, às vezes maduro, bem sucedido, preso nesta armadilha e a correr atrás do primeiro par de pernas bonitas que aparece à sua frente.

Do exposto resulta, caros Sobrinhos, que grande partes dos homens tenham muita dificuldade em manter um equilíbrio emocional/afectivo, gerando comportamentos de promiscuidade, onde a troca de parceiras ou a necessidade de ter sempre uma mulher para fazer sexo, se torna, de certa forma um troféu, onde nas suas fantasias contabilizam sempre mais uma presa. Infelizmente, não conseguem discernir que a presa acaba por ser o próprio homem,  pela dependência, e pela não valorização do vínculo afectivo que é o grande suporte das nossas vidas.

Um exemplo típico deste quadro de dependência de um (o homem) e de disputa de outro (a mulher) é um certo tipo de homem que é casado e “arranja” uma amante solteira. O seu jogo de sedução é composto por quatro discursos clássicos: 1- Não me posso separar, tenho os meus filhos, eles precisam de mim. 2- A situação financeira é muito difícil e não dá para dividir os bens. 3- Ela é doente, ou tenho medo que se mate, se eu me separar. 4- Ela trata-me muito mal. Ou Um, ou outro, e às vezes os quatro.

Este homem, manipula durante anos a sua amante. Ela, por estupidez, de certo, mas com pena e compaixão, acaba por aceitar na esperança que um dia tudo mude e que ele fique só com ela. Esmera-se nos carinhos, no sexo, na comida (coitado, ele precisa de mim. Eu vou tratá-lo melhor do que ela) pois está diariamente em concorrência com a esposa dele, ou seja, com a sua própria mãe.... Normalmente esta mulher/amante só se dá conta do que aconteceu, quando este homem arranja outra amante e a deixa sozinha. Este homenzinho será sempre assim, uma eterna criança. E os poucos que não se “desfazem da amante” ao assumirem a relação com esta, seja através do matrimónio ou não, imediatamente, arranjam outro caso extra-oficial.... Fantástico! Não conseguem deixar a triangulação tal a infantilidade e a dependência da sua mãe, mantendo a sua santa esposa no lar, normalmente uma mulher não muito bonita ou desejável, mas que representa a mãe. E “para não praticar incesto”, conquista alguém fora de casa que lhe dê a ilusão, o sentido de poder e fantasia da libido. Patético, mas verdadeiro.

A Tia poderia, ainda, enumerar outras tantas atitudes de ambos os lados, mas creio que o que será, de certo, necessário tornar claro é que o modelo que temos, e com que somos educados e formados, nos leva a estes tipos de atitudes. Provocando uma sociedade imatura, com mulheres e homens imaturos, sendo que, infelizmente, o homem apresenta uma defasagem maior do que a mulher. Normalmente o homem não vive sem sexo, ou melhor, o homem não vive sem mulher, ou melhor, o homem acostumou-se à dependência da mulher.

O homem é mais imaturo? Creio que seja, pois perde-se na sexualidade e na ilusão de que é forte e tem poder, pois tem pénis. Esta crença neste poder, é sua fraqueza.

Homens e mulheres são vítimas de suas próprias histórias, de seus próprios modelos internos. É necessária a demonstração, aos seres humanos, do quanto eles são passíveis de serem manipulados. Quantos deles agem em desarmonia devido aos padrões emocionais herdados e matrizes de vida (pai/mãe) desajustadas. A estrutura vigente não serve às nossas necessidades de evolução.

Aqui fica a reflexão, caros piquenos e piquenas. A teoria é simples; necessitamos é de soluções e de implementação de medidas remediativas com carácter de urgência, já e agora.


Tia sente-se: Tia Fantasticamente fantástica

publicado por devaneiosdaTia às 15:28
link do post | Comentem Sobrinhos | Ver comentários (2) | favorito

Sexta-feira, 2 de Novembro de 2007
(A)Tentado em alto mar

Os meus queridos Sobrinhos devem ter estranhado, concerteza, a ausência da Tia, certo? Um horror, queridérrimos, do qual a Tia ainda se encontra em fase de convalescença, sob vigilância clínica (as tensões da Tia atingiram mínimos históricos) e policial, não vá o energúmeno   cometer um novo atentado... Mas a Tia explica.

 

Como de certo qualquer dos meus Sobrinhos consegue discernir, um navio em alto mar é uma sociedade bastante restrita com regras bem rígidas, tanto quando se trata de um modesto iate particular como de um transatlântico de luxo. A cena que vos descrevo passa-se num cruzeiro pelas Caraíbas. Idílico, pensarão e bem os meus caros Sobrinhos... a Tia confessa que também era essa a ideia inicial...

 

E eis que o impossível acontece. Entusiástica e grosseiramente, um pindérico desfasado social teve uma ideia tão luminosa quanto o célebre “apagão” e resolve atirar rolos de papel higiénico às pessoas amigas que ficaram no cais... Não pode, pensou a Tia. Serão delírios? Uma consulta oftalmológica esquecida? Será que o piqueno não conseguiu resistir à tentação de fazer disparates e  atira serpentinas brancas sendo que a visão da Tia estaria, de certa forma adulterada? Não, caros Sobrinhos. O impensável estava a acontecer... mas isto seria apenas o início de uma longa travessia, onde tudo aconteceu, sendo que esta estranha personagem foi, constantemente, o actor principal da falta de civismo...!!!

 

A Tia não vai maçar os seus queridos sobrinhos com descrições, algo macabras dos acontecimentos. Mas, como deverão certamente compreender, não pode deixar de expor algumas regras básicas de polidez, em contexto de alto mar.

 

Com normas, existem duas básicas. A primeira é não permanecer nos convés com mau tempo, a segunda é não enjoar, sendo que as refeições muito copiosas e o excesso de álcool serão de evitar em terra firme, quanto mais em alto mar. Já estão mesmo a imaginar a figurinha do dito personagem, certo?!!!!

 

E por favor, a Tia recomenda aos menos experientes nestas andanças, e já que o bom senso parece ter sido colhido por uma tempestade tropical, que se forem fazer um cruzeiro com outros 300 passageiros (sim, convém aperceberem-se de que não viajam sozinhos, certo?) interiorizem as seguintes normas básicas:

 

  1. Se os meninos escolheram, por uma questão de economia, a classe turística, não devem de todo utilizar a piscina nem as cadeiras de convés de passageiros de primeira classe. Parece tão elementar...
  2. Será pedir muito para que não incomodem os tripulantes e muito menos o pessoal de bordo? Não creio... Tal como não se deve ir espreitar a ponte de comando (por alguma razão o seu acesso está interdito a passageiros), nem tentar por todos os meios que o comandante dê pela sua presença (incomodativa, por sinal) e o convide para a mesa dele. Uma exibição, no mínimo, ignominiosa, observa a Tia!
  3. A não ser que haja realmente um motivo importante para isso, os meninos não se casem a bordo. Tal só se passa nos romances (e quiçá em telenovelas que a Tia se recusa a “consumir”) e os comandantes detestam celebrá-los. Seria compreensível que o fizessem se, por exemplo, soubessem que tinha rebentado a terceira guerra mundial. Seria, provavelmente, um casamento efémero, mas com um toque incrivelmente romântico. Agora aproveitar a primeira atracagem, forçar a primeira “indígena” débil e pouco tenaz a subir a bordo e a casar.... bom, o piqueno é, de certo, um comum paspalho frustrado nas artes de galanteria, conclui a Tia! 
  4. Em caso de naufrágio, todos nós sabemos que a regra de outro é “mulheres e crianças primeiro”. Por conseguinte, até mesmo o Sobrinho da Tia mais distraído sabe que não se deve projectar de cabeça para um barco salva-vidas sem verificar se já lá estão as crianças e as mulheres... e que me dirão se não houver qualquer indício de naufrágio? Intentariam uma incursão no bote salva-vidas???? Poupem, pelo menos, a tensão arterial da Tia...
  5. No mesmo caso, não devem insistir para que o comandante se afunde com o navio . Deve ser o próprio a tomar essa decisão.... e queriduxos , por muita vontade que tenham de tirar uma foto de "recuerdo”, com o barco envolto em chamas e a afundar-se, não devem insistir em tal simulacro, nem tão pouco solicitar ao comandante que faça continência na ponte de comando, enquanto as máquinas fotográficas dos meninos registam tal momento solene. Que falta de chá e compostura!
  6. Quanto ao resto, caros Sobrinhos, a norma seria vestirem-se e comportarem-se, em todos os momentos, como se os meninos e os restantes passageiros fosses uma espécie de exilados aristocráticos e felizes, até então desconhecidos, mas unidos pela distinção e aventura comum.

 

Ah, e esta a Tia não esquece nunca. Sempre que da mesa de um canto soar um estrondoso e esganiçado “BOM PROVEITO”, por favor ignorem por completo. Senhor energúmeno destituído de qualquer tipo de mesura, nunca diga tal frase, nem sequer pela graça que não tem!!!

 

 

 

 

 


Tia sente-se: Tia em Alto Mar

publicado por devaneiosdaTia às 13:57
link do post | Comentem Sobrinhos | favorito

Quarta-feira, 24 de Outubro de 2007
Herois de peúgas e sandálias!....

A Tia já leu inúmeras passagens de Beau Brummell, mas a melhor, que ilustra a personalidade desse autêntico príncipe dos dandies é a seguinte:

 

O Rei, reparando na elegância do traje de Brummell, disse-lhe:

-         “Por Júpiter, Brummell, que elegante estás hoje”

 

Ao ouvir isso, Brummell replicou:

-         “Nota-se? Então não estou elegante”

 

E foi imediatamente mudar de roupa.”

 

Com efeito, caros Sobrinhos, a elegância é sinónimo de naturalidade e prudência. Nenhum extremismo da moda é elegante, como também não o é seguir a moda de forma absoluta. Pois é, meninos, a elegância é esse valor subtil que faz com que alguém se destaque sem, contudo, se pôr em evidência. É, fundamentalmente, uma questão de bom gosto.

 

Piquenos, não é necessário usarem gravatas estreitas como cordas se elas se usam largas, mas também não devem transigir e, no sentido de estar “fashion”, usa-las semelhantes a babetes. Poupem a Tia!!!

 

Como é lógico, os meus Sobrinhos devem escolher o que lhes fica bem, o  que dissimula os pequenos defeitos do corpo e o que realça o que este tem de melhor. E quando o espelho nada reflecte de agradável, que seja para a desgraça: uma burka, versão feminina e masculina, resolve o problema. Defeituosos, é certo, mas não identificados.

 

Para as piquenas, em particular, a Tia não pode deixar de fazer um pequeno apontamento. Meninas, quando denotem algo sensivelmente semelhante a um “pneu”, por favor, nada de usarem roupas muito justas,  nem grandes decotes. Sejam ecologistas e evitem a poluição – pelo menos a visual. De igual forma, nenhuma esquelética que se preze deverá usar os já demodé enchumaços nos ombros; a não ser que pretenda que, encasacada se assemelhe a um general sem insígnias e, ao tirar o mesmo, se pareça com algo semelhante a uma sardinha da qual apenas restou a espinha.

 

E, meninos, uma outra regra de ouro é saberem vestir-se conforme as ocasiões. Não se devem vestir a rigor para ir a uma ópera, a não ser que esta seja de gala. Ninguém calça botas de pescador para ir jogar golf, nem se usa um casaco de peles em Agosto.. Já bem basta quando as meninas não fazem a depilação!!!! Poupem a Tia!!!

 

Assimilando o que a Tia até aqui expôs e fixando algumas regras gerais que vai desenvolver, é de esperar que, mesmo que os meninos não se vistam com grande distinção consigam, pelo menos, não destoar. Piquenos, pormenores simples fazem a diferença. Portanto, vamos meter a fralda da camisa por dentro das calças e usar a braguilha abotoada. Pelo menos, no Inverno, poupam-se a um valente resfriado!

 

Devem ter sempre em consideração o ambiente e, sobretudo, o ambiente profissional. Não é exactamente a mesma coisa trabalhar num banco, ou ser membro de um escritório de advogados. Ser um engenheiro de minas ou director de clips musicais. Mais que não seja, a “música” é diferente, se é que acompanham a Tia!

 

Na maioria dos casos, os hábitos e modos laborais projectam-se sobre o plano social e particular dos meninos. No entanto, a Tia também concorda que não são poucos os executivos que aguardam ansiosamente pelo fim-de-semana para se libertarem da gravata e dos fatos completos. Em alguns casos, pena que não seja em público, devaneia a Tia!

 

Entre as convenções que qualquer pessoa, a Tia já não diz educada mas que tenha pelo menos um verniz de civilização, deve respeitar, encontram-se as seguintes regras: o duche diário (quando não bi ou tridiário), o uso enérgico da escova de dentes (mais que não seja pensem no desenvolvimento dos bíceps), a mudança diária de roupa (e nada de se quedarem apenas pela interior) e as unhas livres de quaisquer partículas de cores negras, acinzentadas ou acastanhadas... Lembrem-se que nenhum grupo social que imponha a sujidade como hábito, vale a pena. E nada é mais contra o decoro do que a porcaria.

 

O clássico deixou de ser uma regra rigorosa e, hoje em dia, toda a gente usa calças de ganga, seja qual for a sua classe social (embora uns “tenham direito” a umas de marca e outros se quedem pela contrafacção). A alta costura já não produz, na realidade, modelos exclusivos pois, as tendências dos grandes costureiros são rapidamente absorvidas por modelos para o pronto-a-vestir.

 

Mas, mesmo assim, a Tia ainda considera que existem regras invioláveis. Os piquenos não podem usar peúgas com sandálias... as piquenas não devem andar com as meias, ou algo referente a interior, descaídas... Chegamos a extremos inimagináveis, mas ainda (e bem) não é permitido tudo.

 

Em qualquer caso, e a Tia deixa mais um apontamento mas, desta feita, para as gerações vindouras: lembrem-se que a elegância está aparentada com o garbo e, nisso, os nossos padrões não variaram muito em 2007 anos. Com efeito, é melhor caminhar erguido que encurvado (mesmo que a paisagem térrea seja do melhor!!!!), é preferível ter saúde a ser doente (embora, a Tia não tenha dúvidas de que entre os românticos, a tuberculose e o câncro foram doenças de moda) e, em geral, possuir um corpo firme e bem modelado (nada de excessos culturistas) é preferível a ser mole e amorfo.

 

Pior que isso, só sendo pegajoso mesmo!!! Ai, perdoem a Tia, mas o remate final que sirva de recado. Componham-se e recomponham-se, meus queridérrimos Sobrinhos!


Tia sente-se: Tia interplanetária

publicado por devaneiosdaTia às 22:19
link do post | Comentem Sobrinhos | favorito

Quinta-feira, 18 de Outubro de 2007
A coisa

Boa tarde Tia... E as coisas? Como vão as coisas? Estão bem ou mal paradas?

 

Eis o momento em que a Tia pára, esquece qualquer leitura literal mas, não vão os piquenos entrarem numa de "literatura", como quem não quer a coisa mas até quer, dá uma subtil espreitadela a ver se está tudo em ordem!... Ufa! Parece que sim, pelo menos, por enquanto!.

 

E até a Tia reflecte. O que quer dizer, exactamente, a coisa? Não me parece que seja a vida em geral... não... a coisa é ao mesmo tempo mais específica e mais abrangente do que a vida. E a Tia fez a experiência. Pegou na popularuxa questão: "Como é que te trata a vida?" e substituiu por coisa: "Como é que te trata a coisa?" Queridos sobrinhos, a coisa soou mesmo estranha... Não pode! A coisa tem um mistério que a vida não tem!  A vida é tudo o que os meninos tocam e que os toca. Já a coisa é outra coisa.... 

 

Estranhos apontamentos a que chega uma Tia... Já a coisa é outra coisa... até a Tia tem que se compor e recompor!!!!

 

A  coisa é o que está debaixo da cama dos meninos e não os ataca, que os olhou no berçário e os resolveu poupar... e os meninos nem sabiam da existência da coisa... bons tempos esses, devaneia a Tia, em que os meninos não sabiam da existência da coisa.... A vida é a prova que a coisa nos trata bem. A coisa é o nosso gentil patrocinador... De repente a tia englobou-se na coisa.... estranho procedimento!

 

Quando os piquenos dizem que estão a sentir "uma coisa estranha", e a Tia abstendo-se de comentar os pensamentos das piquenas , os meninos, na realidade, está a cometer uma redundância. Pois a coisa é nos piquenos , e à volta deles, o que eles estranham. A coisa é aquilo que os meninos têm sempre na ponta da língua e não se conseguem lembrar. É o sonho que esquecem ao acordar, é a impressão de que tudo já aconteceu uma vez, que coisa estranha. Parafraseando, dá quase vontade de perguntar: "Mas afinal, o que é que se passa aqui?". "Com a coisa?"

 

Agora desculpem a Tia, mas como é que vou saber como vai a coisa? A coisa é que pode dizer como é que a Tia vai... digo eu! Já a vida... isso é bastante mais fácil. "A vida? Tá tudo bem". A vida é o que a coisa usa para distrair a atenção dos meninos. A coisa está por detrás de tudo...

 

- "Como vai a coisa?"

- "A coisa? Que coisa?"

- "Como, que coisa? A coisa"

 

Queriduxos , é impossível conversar sobre a coisa, pois sobre a coisa só se desconversa. Parece que o mundo ensandeceu perante o tema da coisa. Certos místicos orientais preambulam pelo mundo inteiro, durante anos, atrás da coisa... e a coisa vai atrás. Não pode! Há piquenos que simulam uma falsa intimidade com a coisa. E por vezes, lá deixam escapar, informações confidênciais sobre o seu estado.

 

- "A coisa está feia!!!". Xi, Tia nem comenta.

 

Ou um mistério ainda maior: "A coisa está preta!!!"

 

Meninos, componham-se. Vamos lá a esclarecimentos. Afinal, a Tia aqui está presente para orientar e esclarecer. A coisa não está feia nem bonita, a coisa simplesmente não está. A coisa não tem cor, ela é a luz e a sombra. Melhor, ela é um autêntico espectro de cores. Ela é o ponto onde as paralelas não se encontram.

 

Onde a visão dos meninos alcança, a coisa está um pouquinho para lá... ao lado dos piquenos ... A coisa é o que detém a quase  piquena suicida... Mas também é a que torce o pé ao piqueno arrependido e o faz cair contra a vontade. Ou seja, o piqueno pode tombar com a coisa...

 

Mas afinal  o que é a coisa? A coisa? Que coisa?

 

Bonito, diz a Tia.... estive eu a gastar aqui o "meu latim" para quê? Os meninos ainda não sabem o que é a coisa?... Pois sim, caros Sobrinhos, tratem de acordar pois a coisa não está para brincadeiras!!!!.

 

 

 


Tia sente-se: Very Polite!!!!

publicado por devaneiosdaTia às 14:45
link do post | Comentem Sobrinhos | favorito

mais sobre a Tia
pesquisas de Tia
 
Novembro 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30


"Apontamentos" recentes

Refugos só nas lojas de v...

Mulheres com preço e mulh...

Náites e cools

Os homens são como iogurt...

Autoesgrima....

Mouro nas costas.....

Derrapagens perigosas...

Procura-se o "improcuráve...

Curso de formação para ho...

Partilhar o sono...

Caldeirada emocional

O dilema da vaporosa!

Pragmatismo "romântico"?

Insuportavelmente irresis...

Um enigma chamado MULHER!

Aborrecida hoje, "pavonea...

Tia eternamente "bruxa".....

Os homens fogem das mulhe...

Adoro "homens de reboque"...

Porque é que os homens me...

Como utilizar um homem

Contrafacção de “Tias”

A vida é bela!

Eres ardiente seducción.....

Eureka? Poupem-nos a plág...

Nem para amigo, meu caro!

Foram os meninos que pedi...

E com classe....

Almanaque Tia – mês de Ma...

Bem demais com a vida par...

Até no supermercado há lu...

Boys don't cry... as girl...

Armas silenciosas para gu...

Amar-te-ei enquanto teu c...

Almanaque Tia - Fevereiro

A não perder... de todo

Príncipe, encantado ou nã...

A sedução feminina é mark...

Se lhe apetece algo doce....

O novo snobismo em oito l...

Almanaque Tia – mês Janei...

Os dez mandamentos da sed...

O striptease da linguagem...

Impróprios para consumo.....

Tia com extractor de fumo...

Mensagem de Ano Novo de s...

Homem dóidói???!!!! Poupe...

Milionários aos molhos!!!

A madrasta lisonja

Sejam uns idiotas, meus c...

Diário da Tia

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

tags

todas as tags

Destaques da Tia

Tia com extractor de fumo...

Piquenas Cleptomaníacas.....

ULTIMA HOMENAGEM A MEU AV...

A Tia chegou!!!!!

Excepto tu......

ELOGIO AO AMOR

Tia's guest book
My guestbook
blogs SAPO
subscrever feeds
Em destaque no SAPO Blogs
pub